A MENINA RUSSA

 

 

 

“Ao corpo diplomático da Rússia no Brasil e ao povo russo:

 

Nós não somos capazes de fazer a interpretação correta e o “mea culpa” daquilo que aconteceu na Rússia. Somos carentes, somos privados dos elementos necessários para fazer esta interpretação.

 

Para entender o que os vagabundos fizeram na Rússia, teríamos que ter uma noção de “Pátria”, uma ideia de “Nação” – nós não temos! Não somos uma Nação; somos um “bando” de gente reunida numa determinada área geográfica, onde cada um cuida do seu rabo e não vai sentir vergonha em nome de um “algo” chamado Brasil.

Teríamos que ter, em segundo lugar, a capacidade de empatia: teríamos que imaginar turistas russos no Brasil fazendo uma menina brasileira repetir “Buceta Rosa” em russo na frente das câmeras. Nós não temos!

Teráimaos, em terceiro lugar, que imaginar como se sentiram a menina russa, seu pai e sua mãe quando entenderam o que aconteceu: nós não temos e não queremos ter – eles que se “fodam”.

Teríamos, em quarto lugar que ter uma Imprensa de Verdade – não uma Legião de gays comunistas, maconheiros e cheiradores de cocaína dentro das redações da Globo, Folha de SP, BAND e RBS que não sabem mais o que fazer para soltar Lula, ver Marielle Franco canonizada e Mácia Tiburi governando o Rio de Janeiro.

O que aconteceu na Rússia foi a consequência óbvia, a manifestação natural de um tipo de pessoa que vem de uma sociedade em que se enfiam estátuas de Nossa Senhora na bunda em pleno calçadão de Copacabana, em que crianças são levadas por suas mães para tocarem em homens nus em museus, em que professores levam surras homéricas de alunos das escolas públicas, em que os pacientes são atendidos por falsos médicos, em que um bêbado analfabeto e ladrão manda a Justiça “enfiar o processo no cu”, em que uma ladra búlgara preside o país vendo cães invisíveis e saudando a mandioca…

Um país em que onze canalhas dentro do Supremo Tribunal Federal rasgam a Constituição a cada vinte e quatro horas… em que o voto é obrigatório, em que não se pode ter arma, em que se pensa no retorno da contribuição sindical… um país do Lula, FHC, Aécio, Gleisi, Renan, Jucá, Eliseu Padilha, Sarney, Paulo Pimenta, Maria do Rosário… um país em que mais de sessenta mil pessoas são assassinadas por ano e quase dois terços do país quer deixar o país para ir morar em outro país…

O que se viu na Rússia foi a conseqüência natural das novelas imundas da Rede Globo, do prazer que sentimos ao ver pessoas caindo e se machucando em acidentes domésticos quando um gordo cretino e corrupto nos mostra isso durante todas as tardes de domingo…

O que nós vimos os vagabundos fazerem com a menina da Rússia foi, Deus que me perdoe, a consequência, o resultado natural, a manifestação mais pura e legítima da nossa cultura em 2018… a expressão máxima e mais pura daquilo que somos atualmente: brasileiros…

Em nome de toda pessoa nascida no Brasil com um mínimo de decência, de honra e vergonha na cara, ao saudar e cumprimentar todo corpo diplomático da Federação Russa em território nacional, apresentamos aos senhores as nossas mais sinceras desculpas.”

 

Por   Milton Pires – médico cardiologista de Porto Alegre (RS)

 

Leia a reportagem completa em : https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/10437/a-menina-russa-ao-corpo-diplomatico-da-russia-no-brasil-e-ao-povo-russo 

© Todos os direitos reservados a J P Tolentino Filho ME, CNPJ: 16.434.831/0001-01

 

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Reproduzo as palavras de indignação do cidadão que assinou como Milton Pires – médico cardiologista em Porto Alegre (RS) com o maior orgulho e honra.

Cônscio de endossar a voz de um cidadão de Bem e dum verdadeiro patriota, que representa meu sentimento de natural indignação perante o que aconteceu com a “Menina Russa” e por que, sim, eu concordo integralmente com ele, quando afirma que o ocorrido “é o resultado natural, a manifestação mais pura e legítima da nossa cultura (e eu ainda acrescentaria “educação”) em 2018”.

Em primeiro lugar, eu endosso por que o verdadeiro patriotismo não é o que se esconde covardemente atrás de tal denominação e usa de tal artifício para encobrir suas mazelas e podridões. O verdadeiro patriotismo é aquele que vem à luz e as aponta, repudia e acusa corajosamente, para saná-las, corrigi-las, se possível extirpá-las e em cima disso tentar construir uma coletividade sadia e um país com os valores que de fato nos represente.

Sim, com certeza deve ter sido uma piada de muito mau gosto e não há como não entender que alguns adolescentes e jovens de hoje em geral possam ter um comportamento pouco recomendável publicamente, como eles alegam, para tentar minimizar o ocorrido. Mas, infelizmente para eles, tal comportamento está inserido dentro de um contexto sociológico muito mais grave e muito mais amplo, como eles próprios reconhecem, ao dizerem : “O Brasil está sendo ridículo. Quem escuta funk, que é só putaria, achar que boceta rosa é mancada, é hipócrita; foi uma brincadeira de mau gosto, mas quem nunca cantou MC Kevinho (cantor de funk)”.

Pois é! EXATAMENTE. Esse é o ponto! Não se trata aqui de crucificar cruelmente jovens desmiolados, pegos inadvertidamente num comportamento execrável publicamente. Muito menos de tentar transformar essa piada de PÉSSIMO gosto num imenso circo midiático com discursos hipócritas e moralistas, um comportamento que a compaixão por qualquer ser humano – que começa necessariamente por nós mesmos – nos impede inteiramente de adotar. Lembremo-nos que sempre que um dedo aponta acusadoramente para alguém existe outro na mesma mão apontado para nós. Trata-se de apontar o contexto de odiosa deturpação coletiva de valores, de deseducação cívica e familiar e de ausência absoluta de Ética e de Moralidade a que está sendo submetida a nossa juventude hoje em dia. Esse é o ponto!

Por isso, sim, as palavras do autor deste Manifesto acima são duras e exibem a crueza de certas palavras pouco educadas socialmente. Porque o momento assim o exige. E, sim, em segundo lugar, eu endosso a indignação desse cidadão perante o ocorrido com a “Menina Russa”, como corolário natural de todas as demais deturpações e anomalias por ele citadas. Não em nome de nenhuma bandeira ideológica política, embora seja imprescindível ressaltar que estou inteiramente sabedor de que todo esse inferno astral social, político e econômico que hoje vivemos foi deliberadamente criado pelo esquerdismo, meticulosa e criminosamente plantado ao longo de quase cinqüenta anos para produzir exatamente o caos e a deturpação de todos os nossos valores – e, inclusive, o valor pátrio – que hoje observamos. Mas, cônscio de que, na verdade, há muito as diferenças ideológicas deixaram de ser o que está em pauta nesse cotidiano a que estamos sendo submetidos, hoje em dia. Na verdade, tal questão, perante a gravidade imensamente maior daquilo que vem acontecendo no país (e a ocorrência com a “Menina Russa” é apenas mais um exemplo disso) tornou-se inteiramente irrelevante, neste momento. Só os cegos e fanatizados é que ainda não se aperceberam disso, o que é lamentável, pois aparentemente entre esses arrebanhados pelo fanatismo e pela cegueira contam-se pessoas que se dizem – ou será melhor dizer, “diziam”, a partir de agora? – e se julgam do Bem, mas para as quais resta a implacável interrogação: serão essas pessoas de fato do Bem?

Porque ao cidadão que é de fato do Bem, inteiramente à parte de qual seja sua ideologia política, nada mais cabe senão empunhar essa bandeira, que é a bandeira da Ética, da Educação, da Civilidade, da Compaixão e do Bem, e endossar as palavras deste cidadão. Simples assim!

 

PAULO  MONTEIRO

 

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