ARETHA FRANKLIN (1942 – 2018)

Ontem, o mundo perdeu a voz operística mais bela e profunda da história do r&b, do gospel e até do jazz. Aretha Franklin lutou contra o câncer, e faleceu na manhã do dia 16 de agosto. Diagnosticada com câncer em 2010, ela estava “gravemente doente”.

 

 

A causa da morte foi “câncer de pâncreas em estágio avançado”, segundo comunicado divulgado para a imprensa, citando o médico de Aretha. Ela deixa quatro filhos.

Aretha Louise Franklin nasceu em Memphis, no estado americano do Tennessee, em 25 de março de 1942.

Ela gravou seus primeiros discos aos 14 anos na igreja de seu pai, Clarence LaVaughn Franklin, um pastor batista.

Começou como estrela gospel adolescente, mas em menos de uma década se tornou um grande nome do R&B americano, o rhythm and blues surgido nos anos 40 com influências como jazz e corais de igreja.

A “rainha do soul” ficou famosa com “Respect” (1967), uma de suas duas gravações que chegou ao topo da principal parada de sucessos dos Estados Unidos.

“Respect” resume o poder de Aretha. Composta e gravada originalmente por Otis Redding, ídolo do soul, a cantora acelerou o arranjo, acrescentou vocais de apoio e a famosa parte em que soletra “R-e-s-p-e-c-t”.

Apesar de todo o sucesso, Franklin teve apenas dois singles que foram para o primeiro lugar na lista dos mais vendidos dos Estados Unidos segundo a revista Billboard: “Respect”, na década de 1960 (sua canção mais conhecida) e “I Knew You Were Waiting (For Me)”, um dueto com George Michael. No entanto, vários singles dela já apareceram entre os 20 mais vendidos na lista daquela publicação, como “Think”, “I Say a Little Prayer”, “Until You Come Back to Me”, “Chain of Fools”, “(Sweet, Sweet Baby) Since You’ve Been Gone”, “Call Me”, “Ain’t No Way”, “Don’t Play That Song (for me)”, “Freeway of Love”, entre outros.

Franklin têm sido descrita como uma grandiosa cantora e música devido à sua “flexibilidade vocal, inteligência interpretativa, habilidade no piano, audição e experiência”. A voz de Franklin já foi citada como “uma mezzo-soprano poderosa” e foi inúmeras vezes elogiada pela crítica por seus arranjos e interpretações da obra de outros artistas.

Ao longo de sua carreira, Aretha Franklin recebeu 18 prêmios Grammy, incluindo um pelo conjunto da obra.

Em 1987, ela se tornou a primeira mulher a entrar no Hall da Fama do Rock and Roll.

Em 2005, Aretha recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade – a maior condecoração para um civil americano – das mãos do então presidente George W. Bush.

Foi considerada a maior cantora de todos os tempos pela revista Rolling Stone e, pela mesma revista, a nona maior artista da música de todos os tempos

Diagnosticada com câncer em 2010, ela se apresentou em novembro de 2017 em um evento da Fundação Elton John contra a Aids em Nova York. Seu último show solo aconteceu na Filadélfia, em agosto de 2017.

No mesmo ano, ela anunciou sua aposentadoria dos palcos. O anúncio foi “amargo e doce ao mesmo tempo”, disse a cantora. “A música é tudo o que fiz toda minha vida”, completou.

Nem precisava fazer tanto, Aretha.

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