Disco do Mês de Março 2011: The Raveonettes – “Raven in the Grave”

 

 

 

 

 

The Raveonettes é um duo dinamarquês formado por Sune Rose Wagner (Guitarra e vocais) e pelo baixista Sharin Foo; juntaram-se em 2001 e logo em 2002 lançaram o primeiro trabalho, “Whip it on”, com um som inovador e de excelente qualidade, que logo foi alçado ao posto de melhor disco do ano na Dinamarca, e atraiu a atenção da mídia especializada para o trabalho do duo. De lá pra cá, lançaram com uma certa regularidade mais 04 álbuns antes desse “Raven in the grave” de 2011, todos bem recebidos pela crítica e que contribuiram para conferir uma aura bastante “cult” ao grupo, que conta hoje com um fã-clube bastante fiel…

A música deles é caracterizada por harmonias vocais sobrepostas dos dois membros, no estilo dos Everly Brothers, embora a sonoridade passe distante da desse duo-ícone da década de 60, e em alguns momentos lembre a do Jesus & Mary Chain, com as guitarras bastante incrementadas com ruídos e outros efeitos da eletrônica e as letras, bem distantes das ingênuas e líricas letras da década de 50/60, abordando temas barra-pesada como crimes, drogas, suicídio, amor, luxúria e traição, bem ao gosto de outra das influências confessas do grupo: o mítico Velvet Underground de Lou Reed & Cia….um coquetel pra lá de inquietante…lol lol….

Neste novo trabalho, parece que o duo pretende atingir uma faixa maior de ouvintes, pois disponibiliza um álbum mais pop/rock, de audição mais acessível – mas não necessariamente comercial – e mais limpo, embora não abandonando suas características essenciais de distorção e de eletrônica experimental; a faixa inicial, também a faixa de trabalho, “Recharge & Revolt”, já entrega em alta voltagem o cartão postal do grupo e irá agradar em cheio aos inúmeros fãs de “shoegaze”viajante e melódico e é seguida pela etérea e charmosa “War in heaven”, provavelmente uma das grandes músicas do ano, e pelas delicadas “Apparitions” e “Summer Moon”; o disco encerra-se com a contemplativa “My times is up”, mas não sem antes nos contemplar com as excelentes “Ignite”, levada a característicos “riffs” de guitarra e a soturna “Evil Seeds”; sem dúvida, um punhado de belas melodias num disco sensacional e que deveria com toda a justiça universalizar mais o som dos Raveonettes.

 

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *