A DISTOPIA DE RAND

 

 

A imagem pode conter: 1 pessoa, textoDistopias são o contrário de utopias (que descrevem paraísos futuros), pois descrevem futuros políticos e sociais terríveis. No livro “A Revolta de Atlas”, a filósofa russa, Ayn Rand, cria um mundo que agoniza sob a inércia do “amor social” e da estupidez. À semelhança de “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley e “1984” de George Orwell, a distopia de Rand descreve um mundo dominado pela mentalidade coletivista e, por isso mesmo, preguiçosa. Como dizia Tocqueville no século XIX, autor do maior livro sobre democracia já escrito, “Democracia na América”, a igualdade ama a mediocridade. Rand acerta em cheio quando mostra uma sociedade que só fala no “bem comum” e na “igualdade entre as pessoas” contra as diferenças naturais de virtudes entre elas, estas a serviço do mau-caratismo, da preguiça e da nulidade. Ao buscar destruir as “injustiças sociais”, o mundo descrito por Rand destrói a produtividade, fonte de toda a vida, paralisando o mundo.

Rand é conhecida por seu realismo objetivo em ética. Para ela, uma pessoa corajosa, trabalhadora, inteligente e ousada produz à sua volta relações humanas (sejam elas econômicas, políticas ou existenciais) concretas que são úteis, abundantes e produtivas. Por exemplo, coragem produz no mundo ganhos materiais para todo o mundo. Preguiça e covardia produzem miséria, mesquinhez e mentira. Isso mesmo: força e coragem fazem as pessoas verdadeiras nas suas relações, enquanto a ausência de virtudes como essas as faz mentirosas e traiçoeiras.

A distopia descrita por Rand é a melhor imagem do mundo dominado pelo politicamente correto: inveja, preguiça, mentira, pobreza, destruição do pensamento, tudo regado pelo falso amor pela Humanidade. Atlas aqui representa todos os homens e mulheres que carregam e sempre carregaram o mundo nas costas e que nos últimos 200 anos passaram a ser objeto de crítica pela esquerda rousseauniana. Alguns trechos do livro poderão fazer você ter náuseas se for uma pessoa que sofre na pele a mentira dos preguiçosos amantes da igualdade. Rand afirma que a maior parte da humanidade sempre viveu às custas de uma minoria mais capaz e inteligente.

A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, textoAntes que algum leitor politicamente correto, com o mau caráter que o caracteriza, tente dizer que isso é “fascismo” peço que me poupe. Nada há de fascismo em Rand, apenas o reconhecimento do óbvio: poucos carregam muitos. Isso nada tem a ver com ódio de raças, “destruição das vítimas” (pelo contrário, menos vítimas de pobreza existirão se existir mais gente produzindo riqueza) ou outros croquetes ideológicos.

Uma das qualidades supremas de Rand é ter percebido, ainda em meados do século XX, que o mundo se preparava para desvalorizar aqueles mesmos graças aos quais os outros vivem, sob o papinho da “justiça social”. Se ela tivesse conhecido Obama, vomitaria.

 

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Luiz Felipe Pondé

(Extraído do livro “Guia Politicamente Incorreto da Filosofia”)

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