FÁBULAS DE ESOPO

 

 

Esopo foi um escritor da Grécia Antiga a quem são atribuídas várias fábulas populares. A ele se atribui a paternidade das fábulas como gênero literário.

Malgrado sua existência permaneça em dada medida incerta e pouco se saiba quanto à origem de várias de suas obras, seus contos se disseminaram em muitas línguas pela tradição oral. Em muitos de seus escritos, os animais falam e têm características humanas.

As fábulas de Esopo serviram como base para recriações de outros escritores ao longo dos séculos, como Fedro e La Fontaine.

 

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A  CIGARRA  E  A  FORMIGA

 

O fabulista grego teria nascido no final do século VII a.C. ou no início do século VI a.C. Heráclides do Ponto na obra Acerca dos Samios, afirmava que Esopo nascera na Trácia.Certo é que morreu em Delfos, tendo sido executado injustamente, segundo descreve Heródoto (Histórias, II, 134) e o Suda.

Na Atenas do século V a. C. essas fábulas eram conhecidas e apreciadas.

As fábulas que lhe são atribuídas sugerem normas de conduta que são exemplificadas pela ação dos animais (mas também de homens, deuses e mesmo coisas inanimadas). Esopo partia da cultura popular para compor seus escritos. Os seus animais falam, cometem erros, são sábios ou tolos, maus ou bons, exatamente como os homens. A intenção de Esopo, em suas fábulas, era mostrar como os seres humanos podiam agir, para bem ou para mal.

 

O  GALO  E  A  RAPOSA

 

Resultado de imagem para o galo e a raposaNa copa de uma elevada azinheira, um galo dava ao vento seus cantares, como quem pede divertimento e um momento de conversa. Certa raposa faminta, que não tinha inconveniente em almoçar carne com penas, chegou rapidamente ao local do concerto. Mas, notando que o cantor estava em ponto alto demais, disse-lhe assim:

“Por que não desces para junto de mim, meu amigo? Trago-te boas notícias. Não leste a última Proclama que que estabelece a Paz e a Concórdia entre as bestas e as aves?Acabou-se o tempo de caçar e de nos devorarmos mutuamente: só o amor e a harmonia presidem agora os destinos do mundo. Desce, portanto, e falaremos de coisas tão gratas a nós”.

O galo, como quem não quer nada, quis antes de descer colocar a raposa à prova e por isso disse-lhe:

“Vou, amiga, vou sim, mas espera só que chegue aqui aquela matilha de cachorros que estão correndo nesta direção.”

Ao ouvir isso, a raposa respondeu:

“Sinto muito por não poder esperar. Preciso seguir em frente!”

“Mas por que vais tão cedo assim?” disse o galo – “Por acaso estarás com medo dos cachorros? Mas disseste que existe paz agora entre todos nós?”

“Sim, mas acho que esses cachorros que estão vindo para cá não leram as Proclamas” – falou a raposa

E foi acabar de falar e a raposa desapareceu sem mais delongas.

 

MORAL  DA  HISTÓRIA: È preciso viver sempre prevenido. Nossos inimigos muitas vezes vão querer nos enganar com palavras enganosas. (Esopo)

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