JUNG E O SENTIDO DA MORTE

 

“Aquele que cura a alma é maior do que aquele que apenas cura o corpo”

 

 

“Existem partes da psique humana que não estão limitadas ao corpo” explica Jung “ e, devido a isso, não podemos estar certos de que a morte seja o final de tudo e é plausível crer que a psique continue existindo em alguma forma de existência não circunscrita ao tempo e ao espaço”

Tal pensamento de Jung está relacionado com sua filosofia de que devemos enxergar a morte como o objetivo, “ como a grande aventura que se abre à nossa frente e não como algo de que se deva fugir”

Pensar sobre a morte dessa maneira “faz com que nos sintamos melhor”, diz Jung, fazendo eco às ideias de Sócrates de que a filosofia é “essencialmente uma meditação sobre a morte”. A morte é o que dá significado à vida e nos coloca no centro da reflexão sobre a natureza da alma.

Resultado de imagem para o sentido da morteUm dos grandes ensinamentos de Jung é que o homem necessita encontrar um significado para a vida para poder continuar seu caminho no mundo. Sem esse significado não há saúde, não há evolução, não há crescimento espiritual. Além das necessidades materiais de subsistência, a alma precisa também satisfazer as suas necessidades e é capaz de subordinar a matéria a tais anseios até conseguir o que necessita. Por não encontrar tal significado, esse alimento imprescindível à alma, a existência se desvanece e marchamos como autômatos até ao Leteo. Talvez isso ocorra porque o sentido é o campo através do qual a alma permanece no mundo, ou dito de outra maneira, o sentido é a forma pela qual a alma se torna manifesta. Tal sentido, de acordo com o pensamento de Jung, fazendo eco à tradução de Richard Wilhelm, o mesmo que o Tao.

 

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