Modigliani no MASP de S. Paulo (2012)

 

 

 

 

 

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AMEDEO  MODIGLIANI

 

S. Paulo continua a fazer jus à fama de Meca Cultural brasileira, promovendo contínuas e memoráveis exposições de arte, que fazem as delícias dos privilegiados apreciadores que prestigiam essas iniciativas iluminadas; só neste ano já se enfileiraram na capital paulista exposições dedicadas a Portinari, Giacometti e Goeldi, apenas para mencionar alguns; desta vez, quem está em destaque no belíssimo espaço do MASP da Paulista é a exposição “Modigliani, Imagens de uma vida”.

Resultado de imagem para modiglianiCom curadoria no Brasil de Olívio Guedes, diretor da Casa Modigliani (SP), e internacional do professor Christian Parisot, presidente do Modigliani Institut Archives Légalés Paris-Roma, as obras e peças expostas vêm do acervo deste instituto e de colecionadores particulares, além de telas do acervo do MASP. “Modigliani, que foi definido ‘o artista sem mestres e sem discípulos’, se destaca no panorama de nomes importantíssimos da história da arte por ter sido fiel à sua visão figurativa da arte, conseguindo chegar a um signo identitário, que é síntese perfeita entre a imagem e o sentimento que isso suscita em transferir a alma dos sujeitos, e não apenas as fisionomias deles”, diz o curador.

Apresentando obras desse artista genial do início do século XX, e também de sua mulher , Jeanne Hébuterne, e de amigos diversos que com ele conviveram, entre os quais Picasso, Fujita e Moise Kisling, à medida em que foca cronologicamente as diversas fases pictóricas do artista e até seu interlúdio como escultor; um dos grandes e malditos das Artes, esse ítalo-judeu, nascido de família de poucos recursos em Livorno (Itália), celebrizou-se pelos vários quadros de mulheres nuas e longilíneas, com as feições deliberadamente alongadas, que são sua marca registrada maior e que tornam seus quadros inconfundíveis em qualquer lugar.

Contemporâneo de grandes expoentes do mundo artístico na Paris da Belle Époque, onde aportou em 1906, Amedeo Modigliani foi homem de temperamento boêmio e de diversas – e um tanto escandalosas – relações com várias e notáveis mulheres da época, como a poetisa Beatrice Hastings, com quem manteve curto mas explosivo – e por vezes violento – , com Simone Thiroux, com quem teve um filho e, finalmente com a estudante de pintura Jeanne Hébuterne, sua grande paixão e musa em relação fugaz mas tão intensa que ocasionou o suicídio de Jeanne, grávida pela segunda vez do pintor, um dia após sua morte precoce em 1920, aos 36 anos, ocasionada por uma saúde sempre frágil e mais debilitada ainda pelo abuso de álcool e haxixe. S. Paulo, mais uma vez honra sua tradição de Nova Iorque da América Latina, apresentando ao grande público a história e a obra desse extraordinário homem das artes.

 

A mostra ficará na capital paulista até 15/07, de onde se deslocará até Curitiba, no Paraná. A quem estiver na paulicéia até essa data, esta é indubitavelmente uma recomendação imprescindível!

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