O Demônio do Meio Dia: Uma Anatomia da Depressão

O amor nos abandona de tempos em tempos, e nós abandonamos o amor.

 

 

Resultado de imagem para depressãoA depressão é a imperfeição no amor. Para poder amar, temos que ser capazes de nos desesperarmos ante as perdas, e a depressão é o mecanismo desse desespero.  Quando ela chega, destrói o indivíduo e finalmente ofusca a sua capacidade de dar e receber afeição. Ela é a solidão dentro de nós que se torna manifesta e destrói não apenas a conexão com outros, mas também a capacidade de estar em paz consigo próprio. Embora não previna contra a depressão, o amor é o que tranqüiliza a mente e a protege de si mesma. Medicamentos e psicoterapia podem renovar essa proteção, tornando mais fácil amar e ser amado, e é por isso que funcionam.
Quando estão bem, certas pessoas amam a si mesmas, algumas amam a outros, há quem ame o trabalho e quem ame a Deus: qualquer uma dessas paixões pode oferecer o sentido vital de propósito, que é o oposto da depressão.

O amor nos abandona de tempos em tempos, e nós abandonamos o amor.

RESISTA! Ouça as pessoas que amam você. Acredite que vale a pena viver por elas, mesmo que você não acredite nisso.
Seja corajoso, seja forte, tome seus remédios. Faça exercícios, porque isso lhe fará bem, mesmo que cada passo pese uma tonelada. Coma, mesmo quando sente repugnância pela comida. Seja razoável consigo mesmo, quando tiver perdido a razão. Esse tipo de conselho é lugar-comum e soa bobo, mas o caminho mais curto para sair da depressão é não gostar dela e não se acostumar com ela. Bloqueie os terríveis pensamentos que invadem a mente.
Na depressão, a falta de significados de cada empreendimento e de cada emoção e a falta de significado da própria vida se tornam evidentes. O único sentimento que resta neste estado despido de amor é a insignificância.

 

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(Andrew Solomon : “O Demônio do Meio Dia: Uma Anatomia da Depressão”)

 

 

 

 

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