Os Impressionistas : Paris e a Modernidade

 

 

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Da abertura triunfal no 4 andar, com a tela “O Baile” de Tissot aos pós-modernistas bucólicos, Gauguin e Van Gogh, já no sub-solo, a Exposição “Impressionismo : Paris e a Modernidade” configura-se como o ápice das atividades culturais deste ano em sampa, justo no momento em que a cidade foi escolhida em um estudo encomendado pela prefeitura de Londres, o World Cities Culture Report, como uma das 12 maiores capitais culturais do mundo. A capital paulista aparece ao lado de cidades como Londres, Paris, Berlim, Nova York, Tóquio, Istambul, Johannesburgo, Xangai, Sydney, Cingapura e Mumbai. A exposição traz pela primeira vez ao País uma seleção de 85 obras-primas do acervo do Museu d’Orsay, de Paris, e ocupa todos os espaços do CCBB, buscando refletir a história da pintura ocidental no período que compreende a segunda metade do século XIX e início do século XX, e é dividida em sete módulos temáticos que apresentam as obras de Camille Pissaro, Claude Monet, Edgar Degas, Edouard Manet, Henri Toulouse-Lautrec, Paul Cézanne, Paul Gauguin, Pierre-Auguste Renoir e Vincent Van Gogh, entre outros mestres.

 

” A gare de Saint Lazare”    MONET

 

Com destaques absolutos para as obras do espetacular Monet e de Pissarro – no meu modestíssimo entender, diga-se, “en passant”- a mostra vai enfileirando obras-primas incontestáveis que tem atraído, com inteira justiça, uma multidão de visitantes de todas as classes e procedências; só nas duas primeiras semanas, 70.000 pessoas se aglomeraram – por vezes em exaustivas filas – às portas do Centro Cultural Banco do Brasil, que, para atender a tamanha demanda promoverá duas viradas neste feriadão, com encerramento programado para as 23 horas….um verdadeiro “madrugadão” para não dar ao cosmopolita e operoso público paulistano a justificativa de falta de tempo para não prestigiar essa estupenda iniciativa de um dos museus mais afamados do mundo.

 

Para se ter uma idéia da magnitude dessa exposição, eu ousaria dizer que APENAS o trio de telas de Monet, “A Gare de Saint Lazare”, “O jardim das Ninféias – Harmonia em Verde” e “Regata em Argenteuil” justificariam isoladamente essa mostra espetacular Essa verdadeira “overdose”de deslumbramento e cultura com a mais do que inspirada curadoria do trio Caroline Mathieu, conservadora-chefe do Museu D’Orsay, Guy Cogeval, presidente do Museu D’Orsay, e Pablo Jiménez Burillo, diretor-geral do Instituto de Cultura da Fundación Mapfre, permanecerá na paulicéia até 07 de Outubro, de onde se deslocará para o Rio de Janeiro. Programa mais do que obrigatório para paulistanos, paulistas e brasileiros em geral, que, de outra forma, apenas poderiam ter o privilégio de desfrutar de tais prazeres deslocando-se até à Cidade-Luz…bem … um pouco dessa Luz hoje está aqui pertinho de nós!!!!

 

” O  jardim das  ninféias”    MONET

 

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