REGRAS

 

 

 

 

Regras? Mais regras? Sério?

A vida já não é complicada e restritiva o suficiente sem regras abstratas que não levam em conta nossa situação única e individual? E, uma vez que nosso cérebro é moldável e se desenvolve de forma diferente com base nas experiências da vida, por que, então, esperar que algumas regras possam ser úteis para todos nós?

 

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As pessoas não clamam por regras, nem mesmo na Bíblia… como quando Moisés desce a montanha, após uma longa ausência, carregando as tábuas inscritas com os Dez Mandamentos e encontra os Filhos de Israel na folia. Eles haviam sido escravos do Faraó e submetidos às suas regras tirânicas por 400 anos, e, após isso, Moisés os sujeitou ao deserto inclemente por outros 40 anos para purificá-los de sua servidão. Agora, finalmente libertos, estão desenfreados e perderam o controle dançando loucamente em frente a um ídolo, um bezerro de ouro, exibindo todas as formas de corrupção corpórea.

Resultado de imagem para moisés e as regras“Tenho boas… e más notícias”, brada o legislador para eles. “quais vocês querem primeiro?”

“As boas notícias!”, respondem os hedonistas.

“Consegui convencê-Lo a reduzir de 15 para 10 Mandamentos!”

“Aleluia”!, exclama a multidão desenfreada. “E as más?”

“Adultério ainda está na lista.”

Então, regras hão-de existir – mas, por favor, não muitas. Somos ambivalentes em relação às regras, mesmo quando sabemos que são boas para nós. Se somos almas espirituosas, se temos personalidade, as regras parecem restritivas, uma afronta ao nosso livre-arbítrio e ao nosso orgulho de determinar a nossa própria vida. Por que deveríamos ser julgados de acordo com as regras dos outros?

E julgados nós somos. Afinal, Deus não deu “As Dez Sugestões” para Moisés, deu Mandamentos, e se sou um agente livre, minha primeira reação perante um Mandamento pode ser a de que ninguém, nem mesmo Deus, diz o que devo fazer, mesmo que seja bom para mim. Mas a história do bezerro de ouro nos lembra de que sem regras rapidamente nos tornamos escravos de nossas paixões – e não há nada de libertador nisso.

Resultado de imagem para REGRASE a história sugere algo a mais: desacompanhados e deixados por conta de nosso próprio julgamento, sem supervisão, seremos rápidos em almejar pouco e louvar qualidades que estão abaixo de nós – nesse caso, um animal artificial que traz à tona os próprios instintos de forma totalmente descontrolada. A antiga história dos hebreus deixa claro como os antigos se sentiam sobre nossas perspectivas de um comportamento civilizado na ausência de regras que buscassem elevar nosso olhar e padrões.

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