Salvador Dali no Instituto Tomie Ohtake

 

 

 

 

O Instituto Tomie Ohtake, responsável pela organização da maior retrospectiva de Salvador Dali (1904-1989) já feita no país, traz agora a mostra para a sua sede em S. Paulo, tendo como diferencial em relação ao que foi mostrado em outras  capitais, a inclusão de 07 importantes  obras do acervo do artista, provenientes da Fundação Gala-Salvador Dali e do Museu Reina Sofia, instituições detentoras de 90% dos trabalhos expostos.

 

 

Entre essas sete obras do mestre do surrealismo que estão sendo expostas no  ITO até 11 de Janeiro de 2015, está o pequeno e valioso óleo sobre madeira, “O espectro do sex-appeal” de 1934, no qual Dali plasmou de modo concreto o temor pela sexualidade; “Desnudo”de 1924, que pertenceu a Federico Garcia Lorca, “Homem com a cabeça cheia de nuvens” de 1936, que traz uma referência bem explícita ao genial belga René Magritte, e “O piano surrealista” de 1937, fruto de sua colaboração com os Irmãos Marx, estão também entre os  trabalhos incluídos.

 

 

 

A retrospectiva, que tem a curadoria de Montse Aguiler,  diretora do Centro de Estudos DaDalinianos da Fundação Gala-Salvador Dali, foi organizado com o intuito de convidar o público a mergulhar  por um universo onírico, simbólico e fantasioso. O conjunto de peças é formado por 24 pinturas, 135 trabalhos entre desenhos e gravuras, 40 documentos, 15 fotografias e 04 filmes. A fase surrealista, que deu fama mundial ao catalão, será retratada em telas que mostram seu método paranoico-crítico de representação, com obras  extremamente significativas, como “O sentimento de Velocidade”de 1931 e “Monumento imperial à mulher-menina”de 1929.

 

A contribuição do mestre catalão à sétima arte pode ser apreciada através dos filmes “O cão andaluz”de 1929 e “A idade do ouro”de 1930, codirigidos por Dali e Luis Buñuel, e “Quando fala o coração (Spellbound)” de Alfred Hitchcock, cujas cenas do sonho foram desenhadas pelo artista. O acervo apresenta também com as ilustrações feitas para os clássicos da Literatura Mundial, como “Dom Quixote de La Mancha”, de Miguel de Cervantes, e “Alice no País das Maravilhas””, de Lewis Carrol e “O velho e o mar” de  Ernest Hemingway.

 

 

Particularmente curiosa é  A Sala Mae West, que reproduz uma instalação inspirada na atriz americana e rende boas selfies, porque cria a ilusão de “entrar” na obra. Garantia de diversão e cultura e  um  programa  imperdível para quem estiver na capital paulista nessa época festiva

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