Sandra Fonseca: “POESIA LÍQUIDA”

Meu verso
Rompe veias, barreiras
Rio sem freios
Que me carrega
Sangra num fio
De água doce

 

Sangria louca
Que não se estanca
Palavra-lava
Que se derrama
Sem derradeiro
Ponto final

 

Meu verso
É vício
Ferida, carne viva
Renda e filigrana.
É remendo às pressas
Veneno, promessa
Desengano

 

É mel na boca
Sorrindo, a louca
Sonhando a lua
Correndo nua
Desaba inteira
Feito tempestade
Sobre a cidade
Meu coração

 

Meu verso
É lenda, profanação
De almas e sonhos
A fina dama, tonta
Obscena
Úmida, lânguida
Poesia líquida

(SANDRA    FONSECA)

 

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Sandra Fonseca é Psicóloga e poeta. Mineira de Montes Claros, após inúmeras participações em Antologias poéticas no Brasil, e especialmente em Portugal, prepara o seu primeiro livro de poemas “Dez Violinos Marinhos e Uma Guitarra de Sal” que deverá acontecer em setembro deste ano.

 

Link    para   o  blog    de  poesias   de    Sandra  Fonseca:

http://asolidaodasmulherespoetas.blogspot.com.br/

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