SOMBRA E LUZ (PARTE 4)

 

 

O mundo não se divide em pessoas boas e más. Todos temos Luz e Trevas dentro de nós. O que importa é o lado pelo qual decidimos agir. Isso é o que realmente somos”

(J. K. Rowling)

 

O mundo da Geopolítica Internacional é um tabuleiro complexo e intrincado, em permanente mutação. Aquilo que no vulgo, muitas vezes pode ser chamado de um verdadeiro “ninho de ratos”: feio, fedido e pantanoso. É ainda um reflexo fiel da nossa precariedade, em suas tintas mais sombrias e do qual não temos como nos alhearmos inteiramente, sob o risco de termos nossas vidas comandadas e manipuladas para direções que não desejaríamos, apenas por desinformação, descaso ou omissão.

Por isso, é imprescindível tentar estabelecer alguns parâmetros de identificação das peças essenciais que se movem nesse tabuleiro – com o foco inteiramente no hemisfério ocidental no qual nós brasileiros vivemos e apenas para tentar facilitar a sua compreensão, de uma forma genérica e sem dúvida bastante simplista, até pelos limites impostos por este artigo -, e tentar analisá-los à luz do tema aqui proposto, Sombra e Luz, para que dessa forma, mesmo bastante empírica, um número crescente de pessoas venha a se aperceber da importância de acompanhar o desenrolar dos principais eventos ao redor do mundo e amplie o alcance de seu interesse para fora das fronteiras nacionais. Afinal, talvez muitos ainda não se tenham apercebido, mas, mesmo nos confins mais ignotos do planeta, estamos todos afetados por decisões que muitas vezes transcendem os limites do que enxergamos em nosso quintal e, quer queiramos ou não, sofremos a influência dos interesses das potências estrangeiras aqui mencionadas. Para o Bem ou para o Mal.

Após a Queda do Muro de Berlim – o símbolo maior da Guerra Fria -, em novembro de 1989, que dividia a Alemanha em dois blocos: a República Democrática da Alemanha, que seguia o regime socialista liderado pela União Soviética e a República Federal da Alemanha, conduzida sob o regime capitalista, um evento que foi logo seguido pela dissolução da União Soviética, conduzida por Mikhail Gorbachev, em 1991, o mundo ocidental pareceu passar por um período de relativa estabilidade, marcado pela liderança única dos Estados Unidos e seus aliados, agrupados sob a égide dos países da OTAN (NATO – Organização do Tratado do Atlântico Norte, uma aliança político-militar criada em 1949, 05 anos após o término da II Grande Guerra, portanto, que reunia países ocidentais e capitalistas, liderados pelos Estados Unidos e que tinha por objetivos justamente inibir o avanço do bloco socialista no continente europeu, fazendo frente à União Soviética e seus aliados da Europa oriental e fornecer ajuda mútua a todos os países membros.

Sem querer entrar no mérito de julgar se tal domínio Unipolar seria ou não benéfico para o Planeta, pois nesta colocação inicial de parâmetros, o sentido é apenas expor as peças essenciais e sua movimentação e posição no tabuleiro da geopolítica, sem pretender tomar partidos ou expressar juízos de valor, o fato é que esse quadro de presumível estabilidade – pelo menos no que tange à inexistência da Guerra Fria, a política de confrontação entre os dois blocos dominantes que marcou o período entre o término da II Grande Guerra e a Queda do Muro de Berlim – foi quebrado com a ascensão ao Poder, aparentemente vitalício, na Rússia (a herdeira legítima, maior e mais poderosa, dos vários Estados que constituíam a antiga URSS) de Vladimir Putin, um ex-agente do KGB no departamento exterior e chefe dos serviços secretos, soviético e russo.

Uma mexida que significou a virada na política externa da Rússia e que ficou claramente sinalizada através do famoso Discurso de Munique, em fevereiro de 2007, quando o Chefe do Kremlin acusou os Estados Unidos de estarem se utilizando da força para impor sua vontade sobre o mundo, além de promover uma nova corrida armamentista e, em função disso, segundo a visão dele, defendeu a “instauração de uma ordem multipolar” e a consolidação dos “fundamentos legais e coletivos das relações internacionais”, o que na linguagem codificada usada pelos diplomatas significaria algo como o ressurgimento velado da Guerra Fria.

O discurso também foi visto por analistas internacionais isentos como a forma que Putin achou para retomar o papel de maior destaque da Rússia na política internacional, um papel próximo daquele desempenhado pela extinta União Soviética. Se Putin tinha ou não razão em suas alegações, é algo complicado de se determinar. E de se julgar. Nem queira por as mãos nessa fogueira, pois irá queimá-las sempre.

O que é certo é que cada um tem direito a suas escolhas – e, no caso de Putin, às escolhas coletivas para as quais foi investido no Poder por outorga de seu povo – e por elas responde. Cada qual – e cada povo – tem seu próprio caminho a ser trilhado. Importa aqui dizer apenas que, tanto as autoridades russas quanto as americanas, obviamente, negaram a ideia de uma nova Guerra Fria. Mas a realidade crua está aí para impor um olhar acurado e para exigir as nossas próprias tomadas de posição.

Resumidamente, esse é o clima dominante, atualmente: um panorama internacional que opõe as duas principais potências, com seus múltiplos desdobramentos em vários campos de conflito ao redor do mundo. E, tal confrontação, não se iluda, vai interferir com o cotidiano da vê vida de qualquer cidadão em todos os cantos do mundo.

Se agregarmos a este tabuleiro de confronto velado entre as duas potências – com acusações de parte a parte e permanente desconfiança mútua – o peão chinês, que, depois de ter sepultado o Marxismo maoísta, graças à visão de estadista de Deng Xiaoping, passou a praticar uma forma de Capitalismo selvagem internacional, valendo-se da expressividade numérica e do baixo custo de seu imenso contingente humano (constituindo essa atuação do poderio econômico destrutivo, talvez uma arma mais poderosa e letal, do que a própria força das armas convencionais) e que é um coadjuvante de luxo e um eventual “aliado” dos interesses russos (numa aliança que culminou com a assinatura do Tratado de Amizade entre os dois países, em 2001, mas que na prática pode mostrar-se nebulosa e volátil, dadas a natureza movediça e extremamente fluídica das relações internacionais em si e o caráter naturalmente enigmático dos orientais), o Bloco Árabe, particularmente significativo nesse jogo global pela agressiva beligerância e pelos petrodólares que controla e, finalmente, a existência de potências emergentes e algumas lideranças regionais, mais ou menos expressivas e em geral alinhadas com um ou outro desses blocos, como Israel, a Índia, o Irão, o Japão e o Brasil, por exemplo -, e teremos desenhado um quadro bastante empírico e tosco do Tabuleiro atual da Geopolítica Internacional. Acrescentemos a esse caldo efervescente a atuação ativa de poderosos conglomerados financeiros  contra ou a favor do interesse de cada um desses blocos e sempre com objetivos desestabilizadores, pretensamente empenhados em instaurar a qualquer custo uma “Nova Ordem” no planeta (seja lá o que eles entendem por isso), mas certamente algo muito distante de Paz  ou da verdadeira Ordem, e teremos formado um quadro com uma visão não muito animadora, e muito pouco promissora.

E, com certeza, a palavra que define a distância entre o caminho pessoal de evolução em direção ao Bem e à Luz – sempre uma escolha de cada um – e o tomado pelo coletivo (particularmente num campo de confronto tão espinhoso quanto esse da Geopolítica), atende pelo nome de UTOPIA. E é explorando a distância astronômica e o apelo sedutor de suas propostas enganosas quando confrontadas com a crueza da realidade que operam as Distopias  das Ideologias “istas” que abordamos na Terceira Parte desta série de artigos..

Veja bem: não que tenhamos que perder de vista os princípios de Luz e do Bem quando agimos no coletivo, ou que eles percam a validade, ou que os condenemos, ou que não devamos tentar colocá-los em prática de forma realística, sempre que possível. De forma alguma e em momento algum. Mas perder (voluntária ou inconscientemente) o contato com o possível e com a realidade imediata que nos cerca, certamente só nos levará à trilha da mentira, do sofrimento e do Caos.

Pois, o fato é que nesse tabuleiro não existem ingênuos, nem inocentes! E escasseiam as boas intenções, as palavras verdadeiras e os gestos altruístas. Sejam eles russos, americanos, chineses, árabes, judeus, portugueses ou brasileiros, negros, brancos, ou amarelos, todos, de alguma maneira, visam defender seus interesses. O que irá diferenciá-los, portanto, é a forma mais ou menos ética com que defendem tais interesses. Da mesma forma, não dá para cultivar uma visão maniqueísta dos fatos ou para apoiar qualquer dos contendores, simplesmente porque tomamos partido cegamente por uma das partes e condenamos invariavelmente a outra. Até por que as “verdades” nesse campo de atuação da Geopolítica são plantadas quase exclusivamente de acordo com a perspectiva e os interesses de cada um. E as pessoas não estão erradas simplesmente por serem russas, americanas, brasileiras, árabes, negras ou brancas, pois todos nós carregamos traços desiguais de sombra e luz. Elas estão erradas exclusivamente pela forma errada como agirem à Luz dos Princípios enunciados nestes artigos. Sempre que ferirem tais Princípios.

Sim, Putin, o atual e todo poderoso líder russo, é indiscutivelmente um hábil estrategista, um grande patriota – no sentido comumente atribuído pelas pessoas a quem defende tenazmente os seus interesses ou os do povo que representa, não importando aí se existe ou não algum fundamento de sabedoria e bom senso embutidos – e tem sido responsabilizado com inteira justiça pelo retorno da estabilidade política e do progresso econômico à Rússia, pondo fim à crise dos anos 1990 e sepultando definitivamente o espectro Marxista. Similar raciocínio pode ser aplicado à China pós-Deng Xiaoping, hoje conhecida como o país mais capitalista – muitas vezes no mau sentido, aquele que muitos temem e rejeitam – do Mundo. Portanto, não há por que pretender caracterizar Rússia e China como países sob o domínio das Sombras e seus eventuais oponentes e adversários, ou até a civilização ocidental como detentora do bastião da Luz. Longe disso. Não interprete errado!

No entanto, preste bastante atenção: se a Rússia e a China saíram do Comunismo, o Comunismo, com sua realidade de autoritarismo controlador e o totalitarismo estatal opressor jamais saiu delas.

Por isso, se é certo que nada nos autoriza a julgá-los por escolhas que são exclusivamente deles e de seus comandados, por outro lado nada nos impede, nem há nada de condenável – muito pelo contrário – em fazermos as escolhas que mais nos beneficiam e com cujos valores temos mais sintonia, por nossa própria formação e cultura. Sim, os Estados Unidos não são o paraíso na Terra. Como não é a Rússia. Nem a China. Nem o Brasil. Nem mesmo o Tibete. Existem sombra e luz em diferentes gradações em todos os países. Em todos nós, na verdade, mas com muitas e variadas gradações de qualidade e de evolução em todos. Por isso, existem algumas prioridades a serem consideradas e, certamente, Liberdade e Democracia, são as heranças maiores que nos foram legadas por nossos ancestrais, e o contraponto absoluto ao autoritarismo e totalitarismo. Duvida disso? Experimente viver sem elas, em países onde tais valores lhe são solapados.

Isso significa que, respeitando primeiramente o nosso juízo pessoal, sempre centrado nas Leis imutáveis do justo e do correto enunciados nestes artigos, e a necessária independência que devemos manter para seguir nossos caminhos e nossas próprias escolhas, sempre que possível, nada nos obriga a escolher opções que impliquem em nos colocarmos desastradamente – por desinformação, omissão, orgulho ou simplesmente pela atração pelo abismo, tão peculiar em alguns seres humanos – sob a influência de países cujo estágio civilizacional, justamente pela inexistência de Liberdade e Democracia, está um ou mais degraus abaixo do nosso estágio evolutivo. Não implica, portanto, que tenhamos que fazer uma escolha pelo retrocesso, por mais que alguns lutem para tentar nos conduzir a essa trilha, e que para tal lancem mão de literalmente todos os meios mais antiéticos e baixos que puderem e que lhes forem permitidos. Argumento algum justifica isso. E devemos lutar com todas as nossas forças para que tal não ocorra. É um dever nosso, para conosco e para com todos os que amamos.

Certamente a identificação de tais métodos dissimulados e a correta análise desses critérios, num cenário em que muitos tentam propositalmente desvirtuar, manipular, ocultar e até inverter propositalmente a verdade dos fatos perante a opinião pública, nem sempre pode ser observada de forma clara e transparente no cenário internacional. Primeiro pelas mencionadas infinitas e sutis gradações nos eventos que ocorrem nesse palco. E, depois, por que isso não convém às forças que manipulam tais fatos.

Alguém que vive uma mentira da vida tenta manipular a realidade através da percepção, do pensamento e da ação, para que apenas um resultado minuciosamente desejado e predefinido tenha permissão de existir.

(Jordan B. Peterson)

No entanto, existem Princípios Éticos consolidados a orientar-nos, âncoras que sinalizam e diferenciam exemplarmente cada atuação e cada movimentação em campo tão espinhoso quanto é esse e que podem ser aplicados em todas as circunstâncias. E que são aqueles mesmos Princípios enunciados nestes artigos e que permanecerão sempre sólidos e imutáveis, por mais que ardilosas falácias tentem ocultá-los ou destruí-los.

De fato, mesmo num campo de sintonia quase sempre muito baixa – e por vezes violenta – como é o das relações internacionais em conflito, é sempre possível distinguirmos entre atos agressivos e atos defensivos, por exemplo. Entre milhares de exemplos que podem ser colhidos ao acaso, e em todos eles, é possível distinguirmos brutais diferenças éticas, também, entre uma ação que visa destruir armas químicas, proibidas em vários acordos internacionais assinados por todas as partes, cuidando para que se poupe o máximo possível de vidas inocentes e outra que coloca vítimas inocentes propositalmente na frente dessas armas. É sempre possível distinguirmos colorações morais bem diversas com tingimentos mais ou menos sombrios entre a ação de alguém que rouba para alimentar um filho faminto e outra de quem o faz tão somente para satisfazer seus instintos perversos de pura ganância. Todos esses exemplos configuram, numa comparação entre eles, atos de gravidade radicalmente diferente. E o mesmo ocorre para os muitos exemplos similares que possam ser apresentados. Por isso, tentar jogar areia no ventilador, para justificar ou minimizar atos dolosos das pessoas, partidos ou países que queremos defender, aproveitando-se espertamente do fato de que existem também gradações de sombra nos nossos oponentes – mesmo que infinitamente menos nocivas dos que as que se está querendo ocultar -, é apenas uma das muitas táticas vis e covardes usadas por aqueles que estão apenas querendo instalar o Caos para de alguma forma tentar se locupletar com isso.

Seria relativamente simples identificar e seguir a trilha desses Princípios se existisse sempre boa vontade, isenção, uma mente clara e um coração razoavelmente puro em todos nós. No entanto, essa isenção e boa vontade nem sempre habitam no coração, tão raríssimas vezes puro do ser humano. Exatamente como foi descrito pelo genial escritor russo, Aleksandr I. Solzhenitsyn, em seu monumental e perturbador livro “Arquipélago Gulag” no qual descreve os horrores experimentados pelas vítimas de um dos mais cruéis e perversos meios inventados pelo ser humano para praticar o mal unicamente pelo mal:

Gradualmente foi-me revelado que a linha que separa o bem e o mal não passa por estados, nem por classes ou partidos políticos – porém, bem pelo meio do coração humano – e por todos os corações humanos. Essa linha se move. Dentro de nós, ela oscila com os anos. E mesmo dentro do coração daqueles esgotados pelo medo, ali permanece… um pedacinho do mal que não foi arrancado pela raiz. Desde então, pude compreender a verdade de todas as religiões do mundo: elas lutam com o mal dentro do ser humano (dentro de cada ser humano). É impossível expulsar o mal do mundo em sua totalidade, mas é possível constringi-lo dentro de cada pessoa.

(Aleksandr I. Solzhenitsyn em “Arquipélago Gulag II”)

 

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Caos e Ordem, Bem e Mal, Verdade e Mentira, Beleza e Feiura, Criação e Destruição, Positivo e Negativo. É na dicotomia entre essas polaridades e na tensão permanente entre elas que se equilibra toda a existência.

“O Caos é o domínio da ignorância por excelência. Em sentido literal e figurado. É o estranho, o elemento desconhecido, a pessoa que não pertence à tribo, o monstro que atormenta nossos piores pesadelos, a doença inesperada de um ente querido.

Já a Ordem é o território que conhecemos. A hierarquia que respeitamos. A estrutura da sociedade e o equilíbrio que rege nossos relacionamentos. A Ordem é a tribo, a religião, a família, o país a que pertencemos. É, em resumo, o chão sob os nossos pés.

A Ordem e o Caos são o yang e yin do famoso símbolo taoísta: duas serpentes da cabeça ao rabo. A Ordem é a serpente branca, masculina; o Caos, sua equivalente feminina, preta. Habitamos a Ordem, eternamente rodeados pelo Caos. O ponto preto no branco e o branco no preto indicam a possibilidade permanente de transformação.

(Jordan Peterson).

Sim, toda a existência acontece pelo atrito entre Ordem e Caos, mas existe um ponto de interpenetração entre ambos, como existe entre as polaridades, negativa e positiva (é sempre possível percebermos algum aprendizado, algum ganho, num evento caótico e perturbador, por mais devastador que seja; e o inverso também é verdade), como existe entre masculino e feminino – e, quanto a isso, creio ser desnecessário apontar qual será o ponto de interpenetração, que existe, por mais acirrado que seja o conflito entre ambos os sexos, pois cabe a cada “contendor” encontrá-lo.

O ciclo caótico que vivemos atualmente indica-nos, sem nenhuma margem para dúvidas, a necessidade de buscarmos a Verdade, de retomarmos a Ordem, de localizarmos o ponto de interpenetração que nos possibilitará passar de um ciclo para o outro e sair mais sábios, experientes e evoluídos, pois, como apontou magistralmente o escritor português, José Saramago, “O Caos é uma Ordem por decifrar” e são as lides e as batalhas que travamos que de fato nos fortalecem e nos permitem valorizar a Paz conquistada.

Quem sabe os Princípios enunciados na Segunda Parte destes artigos possam ser a chave que nos conduza ao ponto de interpenetração, aquele que nos indica com clareza a permanente possibilidade – e a iminência – de Transformação. Exatamente quando as coisas parecem seguras, o desconhecido – o Caos – pode assomar repentinamente. Mas, em contrapartida, quando tudo parece estar perdido, uma nova ordem pode emergir da catástrofe e do caos.

Para os Taoístas, ter a percepção correta dessa trilha e manter-se equilibrado (ou “zen”, para usar a denominação que foi apropriada de outra antiga escola esotérica oriental, o Budismo) durante as alternâncias e as inevitáveis oscilações desses ciclos, é permanecer no caminho da vida, o Caminho Divino.

 

 

N.A.: Com este artigo encerramos as 04 partes de ensaios sobre o tema “Sombra e Luz”

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