VLADIMIR PUTIN

 

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Vladimir Vladimirovitch Putin (Leningrado, 1952), é o atual presidente da Rússia, além de ex-agente do KGB no departamento exterior e chefe dos serviços secretos svoético e russo, KGB e FSB, respectivamente. Putin exerceu a presidência entre 2000 e 2008, além de ter sido primeiro-ministro em duas oportunidades, a primeira entre 1999 e 2000, e a segunda entre 2008 e 2012.

Putin tem governado a Rússia desde a renúncia de Boris Iéltsin, em 1999. Seu primeiro governo foi marcado por profundas reformas políticas e econômicas, pelo estadismo, por novas tensões com os Estados Unidos e Europa Ocidental, pela rigidez com os rebeldes chechenos e pelo resgate do nacionalismo russo, atitudes que lembram em parte o regime soviético e o czarismo. Entre os eventos mais notáveis de seu governo, estão o decreto que permite a indicação dos governadores dos distritos russos pelo próprio presidente, a restauração do controle russo sobre a república separatista da Chechênia os assassinatos não esclarecidos de seus opositores políticos, Anna Politkoviskaya e Alexander Litvinenko, o fim do colapso econômico russo, a estatização de setores estratégicos que até então estavam nas mãos dos oligarcas russos e as consequentes prisões de muitos deles  e vários desacordos diplomáticos com a OTAN, sendo os mais memoráveis deles a discussão quanto ao estabelecimento de mísseis no Leste Europeu, que levou Putin a criticar publicamente a política internacional norte-americana e o apoio russo aos separatistas na Ucrânia, após este país ter se alinhado à Aliança Atlântica.

Por dezesseis anos, Putin foi oficial do KGB, o serviço secreto da União Soviética, chegando à patente de tenente-coronel. Ele se aposentaria das atividades militares para ingressar na política, em sua cidade, São Petersburgo, em 1991. Mudou-se para Moscou em 1996, para que fizesse parte da administração do então presidente Boris Iéltsin, na qual cresceu rapidamente, tornando-se presidente interino em 31 de  Dezembro de 1999, quando o presidente Iéltsin renunciou ao cargo inesperadamente. Putin venceria a eleição do ano seguinte, tornando-se de fato Presidente da Rússia, sendo reeleito em 2004. Putin foi impedido de concorrer para um terceiro mandato em 2008, já que, na época, a Constituição Russa só permitia dois mandatos consecutivos. Assim sendo, seu aliado Dmitri Medvedv, seria seu sucessor, o que levaria à escolha de Putin como primeiro-ministro do país, cargo que ele manteve até o final da presidência de Medvedev. Em Setembro de 2011, Putin anunciou que concorreria a um terceiro mandato nas eleições do ano seguinte, gerando diversos protestos nas principais cidades do país. Como esperado, Putin foi reeleito por mais seis anos, em seu terceiro mandato, que tem fim previsto para 2018.

Putin tem sido amplamente responsabilizado pelo retorno da estabilidade política e do progresso econômico da Rússia, pondo fim à crise dos anos 1990. Durante a primeira gestão de Putin (1999-2008), o lucro real aumentou em fator 2.5, e os salários mais que triplicaram. O desemprego e a pobreza caíram em mais da metade, e a satisfação de vida da população russa aumentou significativamente.  O primeiro governo de Putin foi marcado pelo grande crescimento econômico: a economia russa cresceu diretamente em oito anos, observando um aumento de 72% no PIB. Essas conquistas foram atribuídas pelos analistas à boa gestão macroeconômica, a importantes reformas fiscais, ao aumento do fluxo de capitais, ao acesso às finanças externas de baixo custo e a um aumento de cinco vezes no preço do petróleo e gás, que constituem os principais produtos de exportação da Rússia.

Sua política energética afirmou a posição da Rússia como superpotência em energia. Putin apoiou indústrias de alta-tecnologia como as nucleares e de defesa. Um aumento no investimento de capital estrangeiro contribuiu pela explosão em certos setores, como na indústria automotiva. O desenvolvimento sob Putin incluiu a construção de oleodutos e gasodutos, a restauração do sistema de navegação por satélite Glonass e a construção de infra-estrutura para eventos internacionais.

Na Rússia, a liderança de Putin goza de considerável popularidade, com altas taxas de aprovação geral. Por outro lado, várias de suas ações têm sido caracterizadas como antidemocráticas. Observadores ocidentais e organizações também juntaram vozes para criticar o governo de Putin. A classificação de 2011 do Índice de Democracia apontou que a Rússia está em “um longo processo de regressão graças à mudança de um governo híbrido para um regime autoritário” sob Putin. Os cabos diplomáticos vazados pelo WikiLeaks alegam que a Rússia se tornou um “Estado mafioso virtual”, devido à corrupção sistemática no governo de Putin. Alguns críticos o descrevem como ditador, alegações que o próprio Putin nega incondicionalmente. Sob Putin, a Rússia modificou suas relações com os Estados Unidos e com o Reino Unido, já que adotou uma postura mais independente, caracterizada pela política de não-intervenção, contrária à dos norte-americanos e britânicos.

Um dos mais publicados discursos de Putin ocorreu em  2007, na Conferência de Munique sobre Política de Segurança, e tornou-se conhecido como o “Discurso de Munique“, sendo citado pela imprensa como “a virada na política externa da Rússia. Observadores ocidentais afirmaram que este foi o discurso mais firme de um líder russo desde a Guerra Fria. O discurso também foi visto como uma forma que Putin achou para deixar claro o papel da Rússia na política internacional um papel próximo daquele desempenhado pela União Soviética, durante a vigência da Guerra Fria.

Vários chefes de estado parabenizaram Putin pela vitória nas eleições de 2012, que iniciou o Terceiro Mandato Presidencial de Putin. O presidente venezuelano, Hugo Chavez  congratulou pessoalmente Putin pela vitória, afirmando que o presidente russo é “uma força ativa por detrás dos laços estratégicos e de cooperação entre Venezuela e Rússia”. O  ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, também parabenizou Putin, dizendo que está “certo de que, sob sua liderança, a Rússia continuará a trilhar o caminho de sucessos que vem alcançando nos planos interno e internacional e que a sólida parceria com o Brasil será aprofundada, intensificando o denso diálogo político que logramos consolidar nos últimos anos.

 

A foice e o martelo, ícones máximos da União Soviética, sob a bandeira pan-eslava, símbolo da Rússia independente, simbolizam o sincretismo político de Putin.

Sob a administração de Putin, a economia teve ganhos reais em uma média de 7% ao ano fazendo da Rússia a 7ª maior economia mundial em poder de compra. O PIB nominal russo aumentou em seis vezes, subindo do 22º ao 10º maior do mundo. Em 2007, o PIB russo ultrapassou o da Rússia Soviética em 1990. Durante os oito anos de Putin na presidência, a indústria cresceu em 76%, os investimentos aumentaram em 125% ]e a produção agrícola também aumentou. Lucros reais mais do que dobraram, e o salário mínimo mensal médio aumentou em sete vezes, de $80 (por volta de R$163) para $640 (por volta de R$1300). De 2000 a 2006, o volume do crédito para consumo aumento em 45 vezes, e o número de cidadãos pertencentes à classe média cresceu de 8 milhões para 55 milhões. O número de pessoas vivendo à baixo da linha da pobreza diminui de 30% em 2000 para 14% em 2008.

Em 2001, Putin, que patrocinou políticas econômicas liberais, introduziu uma taxa única de imposto sobre a renda de 13%, e a taxa corporativa também foi reduzida de 35% para 24%. Pequenos negócios também receberam um melhor tratamento. O antigo sistema de altas taxas de impostos foi substituído por um novo sistema em que as companhias podem escolher entre uma taxa de 6% na receita bruta ou uma taxa de 15% nos lucros. A carga geral de impostos é menor na Rússia que na maioria dos países europeus, favorecendo com isso o capitalismo.

Um conceito central na linha econômica de Putin foi a criação dos “campeões nacionais”, que integravam companhias de setores estratégicos das quais não se espera somente a busca pelo lucro, mas também um “avanço nos interesses da nação”. Como exemplo dessas companhias, estão a Gazprom, a Rosneft e a Corporação de Aviação Unificada.

Em Dezembro de 2011, após 15 anos de negociações, a Rússia finalmente ingressou na Organização Mundial do Comércio.

A riqueza em petróleo e gás da Rússia foi transformada no bem-estar do país e em influência internacional, e a Rússia foi frequentemente descrita na mídia como uma superpotência energética.

Avaliações e pesquisas

De acordo com pesquisas de opinião pública conduzidas pela ONG Levada Centre, o nível de aprovação de Putin era de 81% em Junho de 2007, maior do que qualquer outro líder do mundo. Sua popularidade subiu de 31% em Agosto de 1999 para 80% em Novembro de 1999, e desde então nunca caiu para menos de 65% durante sua presidência. Observadores vêem as altas taxas de aprovação de Putin como uma consequência das significantes melhoras no padrão de vida e a reinserção da Rússia no cenário mundial, ocorrida durante sua presidência. A popularidade de Putin pode ser também, um reflexo da televisão, controlada pelo estado.

 

Leia a Biografia completa de Vladimir Putin na página dele pela Wikipédia.

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