Osho

 

Rajneesh Chandra Mohan Jain (1931-1990), também conhecido como Bhagwan Shree Rajneesh ou Osho foi um líder espiritual indiano, professor de filosofia e mestre de meditação. Ele foi o fundador de um movimento espiritual que ganhou proporção internacional e foi autor de mais de 600 livros.

 

“Visions of Light”  –  Ishmael Ensemble

 

Osho foi sobretudo um guru espiritual polêmico e era considerado por muitos como uma figura politicamente incorreta. Ele ganhou o apelido de “guru do sexo” na mídia por promover a liberdade sexual e o amor livre. Ele também defendia uma nova maneira de experienciar a espiritualidade, sem que fosse necessário abandonar o acúmulo ou negar vícios. Essa ideias estão geralmente em contraposição a filosofia de muitas religiões tradicionais e por isso foram consideradas revolucionárias para a época.

O guru espiritual foi descrito pelo jornal Sunday Times como um dos 1.000 influenciadores do século XX e o escritor norte-americano Tom Robbins o descreveu como o “homem mais perigoso desde Jesus Cristo”.

Sobre o próprio trabalho, Osho disse que estava ajudando a criar condições para o nascimento de um novo ser humano, denominado “Zorba, o Buda”. Ele disse que este ser humano seria capaz de aproveitar os prazeres terrenos, tal como Zorba, o grego, quanto a serenidade silenciosa de Buda.

Os livros de Osho, assim como os seus ensinamentos, foram transcritos através de gravações e vídeo palestras que ele deu por toda a sua vida. Os mais de 600 livros foram publicados em 57 idiomas e muitos títulos podem ser encontrados em português.

 

TODO RELACIONAR-SE É UM MISTÉRIO

 

 

Se ele existe entre duas pessoas, depende de ambos. Sempre que duas pessoas se encontram, um novo mundo é criado.

 

Apenas por sua união, um novo fenômeno surge – que não havia antes, que nunca existiu antes.

 

E através desse novo fenômeno, as duas pessoas são transmutadas e transformadas.

 

No começo, apenas as periferias se encontram. Mas se o relacionar se torna mais íntimo, se aproxima, se torna mais profundo, então, os centros, começam a se reunir.

 

Quando os centros se encontram, isso se chama amor.

 

Quando as periferias se encontram, é só entre conhecidos.

 

Você toca a pessoa de fora, apenas na fronteira, então só isso é conhecido.

 

Muitas vezes você começa a chamar seu conhecido de amor.

 

Então você está em uma falácia. Conhecimento não é amor.

 

O amor é muito raro.

 

Conhecer uma pessoa em seu centro é passar por uma revolução, porque se você quiser conhecer uma pessoa em seu centro, terá que permitir que essa pessoa chegue também ao seu centro.

 

Você terá que se tornar vulnerável, absolutamente vulnerável, aberto.

 

É arriscado. Permitir que alguém chegue ao seu centro é arriscado, perigoso, porque você nunca sabe o que essa pessoa fará com você.

 

E uma vez que todos os seus segredos são conhecidos, uma vez que sua ocultação se esconde, uma vez que você é exposto completamente, o que essa outra pessoa fará, você nunca sabe.

 

O medo está aí. É por isso que nunca abrimos. Mesmo maridos e esposas que podem ter vivido juntos por muitos anos podem ser apenas conhecidos. Eles podem não se conhecer profundamente.

 

E quanto mais você mora com alguém, mais se esquece completamente de que os centros permaneceram desconhecidos.

 

Se você pode permitir que o amor aconteça, não há necessidade de oração, não há necessidade de meditação, não há necessidade de nenhuma igreja, nenhum templo.

 

Você pode esquecer completamente de Deus se puder amar – porque, através do amor, tudo terá acontecido com você: meditação, oração, Deus.

 

Tudo terá acontecido a você!”

 

OshoOSHO,

Meu Caminho: O Caminho das Nuvens Brancas

 

 

Fonte Adicional: O Pensador  Biografia  de  OSHO