-io“IO”  –  Circuit des Yeux

 

Secundada pelo envoltório luxuoso de cordas,  instrumentos de sopro e um acompanhamento orquestral de 23 peças, a performática americana de Chicago, Haley Fohr, que, em cena, adota o nome de Circuit des Yeux, chega a seu sexto trabalho, esse “Io”, com seu trabalho mais ambicioso e quiçá bem sucedido.

Mesmo sem largar da trilha do “avant-garde”, paradoxalmente, talvez esse seja seu trabalho mais “palatável” para o grande público. Na sequência da morte de um amigo muito íntimo, ela extravasa toda a dor dessa perda exprimindo uma gama de sensações difíceis de serem racionalmente catalogadas. Em faixas como “Vanishing”, “Dogma” e sobretudo em “Stranger” ela nocauteia de forma visceral os ouvintes, enquanto exorciza toda a sua dor, Não perca!

 

Escute  AQUI     algumas  músicas  do disco “IO”  com Circuit des Yeux

 

 

 

 

 

 

The Solution Is Restless“The solution is restless”  – Joan as Police Woman, Tony Allen & Dave Okumu

 

Ao adotar literalmente a frase “a beleza é o novo punk rock” a compositora e cantora Joan Wasser, com o nome artístico de Joan as Police Woman, revela a sofisticação de sua música que mescla as influências de gente como Al Green e Nina Simone ao experimentalismo underground de Sonic Youth  e de Bad Brains.

Neste novo projeto ela conta com a colaboração da lenda do “afrobeat”,  Tony Allen, que faz aqui sua última participação musical, antes de morrer em abril de 2020, e também de  Dave Okumu. Aqui, o trio tem a a colaboração de Damon Albarn e de Meshell Ndegeocello. Biscoito Fino!

 

Escute  AQUI   “The solution is restless”  com  Joan as Police Woman

 

 

 

 

 

Pluperfect Mind“Pluperfect Mind”   –  Dear Laika

 

“Pluperfect Mind” é o álbum de estreia da jovem britânica de 23 anos, Isabelle “Izzy” Thorn, que adotou o nome de Dear Laika, no qual ela dá vazão à sofrida solidão que acompanhou a descoberta de sua sexualidade, durante sua estadia em North Wessex (GB).

E é justo seu isolamento de outras pessoas e a percepção de sua sexualidade o sentimento dominante de Isabelle neste disco, perdida no distanciamento da heterossexualidade e na descoberta de ser ver atrelada ao mundo da homossexualidade. Um trabalho de estreia fora de série e que merece ser conhecido pela tribo “indie” mais antenada. Afinal, se a baixa frequência dá o tônus em boa parte da produção musical mundial – e no Brasil isso ficou particularmente visível – das novas gerações, este lançamento (assim como alguns outros que têm sido destacados pelo Cults) prova que ainda existe inventividade, bom gosto e a inspiração musical permanece viva nas novas gerações.

 

Escute   AQUI   “Pluperfect Mind”  com  Dear Laika

 

 

 

 

 

Bloodmoon: I“Bloodmoon: I”  –  Converge & Chelsea Wolfe

 

A junção de dois expoentes musicais bastante diversos, em cada estilo que abraçam poderia ser um completo fiasco ou um êxito redundante. Prefiro ficar com a última opção para classificar a colaboração entre o veterano grupo de metal, Converge e a gótica cantora de folk indie, Chelsea Wolfe,.

No audacioso projeto, Bloodmoon: 1” eles juntam talentos com o vocalista e guitarrista Steve Brodsky Para nos oferecerem uma sucessão de 11 música numa  sensacional mistura de metal hardcore com  envoltório sinfônico,  acrescido pelo soprano etéreo de Chelsea Wolfe e pelos arranjos guitarrísticos inventivos de Steve Brodski . Alguns puristas torceram o nariz. O Cults curtiu demais a iniciativa deles.

 

Escute   AQUI    “Bloodmoon: 1”  com  Converge & Chelsea Wolfe