Sociologia em Teste

 

“A tirania da minoria é infinitamente mais odiosa, intolerável e temível do que a tirania da maioria”

Presidente William McKinley

 

 

Os estudantes ativistas da justiça social podem estar em menor número nas universidades, contudo governam por meio da tirania da minoria, apoiados por professores e gestores universitários “progressistas”. Juntos, eles impõem uma atmosfera sufocante do politicamente correto, naturalmente associado a termos como “gatilho”, “espaços seguros”, “microagressões” e códigos de discursos universitários, todos os quais fortalecem os perpetuamente ofendidos e vitimizados. Para os progressistas, os sentimentos estão acima da verdade; afirmações empíricasnão são mais julgadas por sua veracidade, mas pela possibilidade de serem “intolerantes” – as quais, nesse caso, devem ser suprimidas em nome da inclusão. Como os sentimentos são o motor que valida a existência das pessoas, formou-se uma cultura de ofensa, onde compensa ser uma vítima eternamente ofendida. Essa cultura criou o desejo competitivo de estar em uma posição vantajosa na hierarquia da vitimização.

Teatro do Oprimido muda realidade em todo o mundo - Rede ...As Olimpíadas da Opressão (também conhecidas como Pôquer da Vitimologia) são a arena onde essa competição de vitimismo acontece e onde são utilizadas as políticas identitárias e a Interseccionalidade (“Eu sou uma feminista negra, transgênera, muçulmana, portadora de deficiência e gorda”) a fim de determinar quem são os “vencedores” desse grotesco teatro dos absurdos.

Em minha opinião, os justiceiros sociais universitários apresentam uma espécie de Síndrome de Munchausen (um distúrbio psíquico em que o indivíduo simula uma condição médica para ganhar compaixão). No fim das contas, o seu lema também é o sou uma vítima, logo existo.

Esse fetiche da vitimização foi observado há muito tempo pelo eminente filósofo britânico, Bertrand Russell, em seu ensaio apropriadamente intitulado “A Virtude dos Oprimidos”.

Agora, mesmo que tenha uma boa mão no Pôquer da Vitimologia, não suponha que a multidão progressista dos justiceiros sociais não virá atrás de você. Ayaan Hirsi Ali, autora “best seller”, é uma mulher somali nascida na Fé Islâmica que enfrentou dificuldades pessoais nas mãos de uma sociedade profundamente patriarcal e misógina. O comentarista político Dave Rubin é um judeu gay que já foi um orgulhoso membro da esquerda. O jornalista Andy Ngo é um gay asiático. Quando, contudo violaram os princípios centrais do progressismo, (como criticar o Islã ou a esquerda radical), todos eles perderam os seus escudos protetores de identidade, tornando-se alvos da ira progressista.

Ngo foi violentamente atacado por membros da Antifa e precisou ser hospitalizado. Algo aparentemente aceitável para muitos progressistas, uma vez que ele defendia “visões incorretas”.

Paulo Freire | Citações de sabedoria, Educação frases ...Muitos professores tiveram que aprender essa lição da forma mais difícil, incluindo Laura Kipnis (NorthWestern University), Rebecca Tuvel (Rhodes College), Bret Weinsteins (Evergreen State College e Michael Rettenwald (New York University). Eles tiveram a ousadia de levantar, respectivamente, questões sobre a cultura do estupro, , o transgenerismo, o ativismo racial de esquerda e a esquerda radical nas universidades americanas. Esse questionamento desencadeou a ira do sacerdócio progressista.

Quando não houver mais apoiadores assustadores de Trump usando o boné MAGA (Make America Great Again) para serem atacados nas universidades, a multidão progressista se voltará contra seus membros menos puros.

A serpente radical sempre acaba comendo o próprio rabo!

O ISIS mata todos os muçulmanos que não são suficientemente muçulmanos. Os progressistas denunciam todos aqueles que não são suficientemente progressistas.

 

GABI  SAAD   em   “A Mente Parasita”