Darcy Ribeiro  (1922 – 1997)   foi educador, político, etnólogo, antropólogo e escritor brasileiro.

“Vanish”  –  Nicolas  Jaar

 

Na área da antropologia, aprofundou na análise das comunidades indígenas. O principal conceito difundido por ele foi o de identidade cultural. E provavelmente foi essa sua contribuição eterna para o povo brasileiro.

Notabilizou-se fundamentalmente por trabalhos desenvolvidos nas áreas de educação, sociologia e antropologia tendo sido, ao lado do amigo a quem admirava Anísio Teixeira, um dos responsáveis pela criação da Universidade de Brasília, elaborada no início da década de 1960, ficando também na história desta instituição por ter sido seu primeiro reitor. Redigiu o projeto, como funcionário do Serviço de Proteção ao Índio, do Parque Indígena do Xingu, criado em 1961. Também foi o idealizador da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF). Publicou vários livros, vários deles sobre os povos indígenas.

Darcy Ribeiro nasceu em Montes Claros, Minas Gerais, em 26 de outubro de 1922. Seu pai Reginaldo Ribeiro dos Santos, era farmacêutico; e sua mãe, Josefina Augusta da Silveira, era professora.

Estudou a primária e o ensino médio em sua cidade natal. Ingressou na Faculdade de Medicina, porém abandonou os estudos quando decidiu atuar na área de ciências políticas. Dali, ele foi para São Paulo cursar antropologia se formando em 1946.

Com seus conhecimentos nessa área, Darcy decidiu estudar as comunidades indígenas do Brasil. Entre 1949 e 1951 trabalhou no Serviço de Proteção aos Índios.

Foi diretor e colaborador da fundação do Museu do Índio e participou da criação do parque indígena do Xingu.

O antropólogo foi o idealizador da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) que hoje leva seu nome: Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro. Sua sede está em Campos dos Goytacazes, no estado do Rio de Janeiro.

Darcy foi professor de Antropologia na Escola de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas. Também ministrou aulas de Etnografia Brasileira e Língua Tupi na Faculdade Nacional de Filosofia.

Com a implantação dos governos militares no Brasil, Darcy exilou-se no Uruguai onde permaneceu alguns anos. Acompanhado de sua esposa Berta Gleizer Ribeiro (1924-1997), também antropóloga, eles moraram na Venezuela, Chile e Peru.

De volta ao Brasil, Darcy participou da criação dos Centros Integrados de Ensino Público (CIEP). Sua proposta era aliar os estudos formais com atividades de cunho cultural. Ainda na área da educação participou da elaboração da Lei de Diretrizes e Bases (LDB).

Memorial da América Latina - Check In São PauloDarcy foi criador do Memorial da América Latina, fundado em 1989. Trata-se de um centro cultural localizado em São Paulo.

Na área da política, foi vice-governador do Rio de Janeiro trabalhando ao lado de Leonel Brizola. Além disso, foi senador do Rio de Janeiro, cargo que ocupou até sua morte.

Como chefe da Casa civil atuou na elaboração das reformas de base.

Em 8 de outubro de 1992 Darcy foi eleito para ocupar a Cadeira nº 11 da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Darcy faleceu com 74 anos em Brasília, dia 17 de fevereiro de 1997, vítima de câncer. Em seu livro de memórias escreveu:

Termino esta minha vida já exausto de viver, mas querendo mais vida, mais amor, mais saber, mais travessuras.”