“Negro River”   –  Philip  Glass  &  Uakti

 

Os 05 melhores hotéis de selva na Amazônia brasileira ...Os primeiros registros de comércio de peixes ornamentais no Rio Negro são do final da década de 1950. No entanto, apenas com a decadência do extrativismo esta atividade passa a ocupar um local de destaque, colocando-se nas décadas de de 1980 e 1990 como uma das principais fontes de renda do Médio Rio Negro. A partir dos anos de 1990, surgem novas atividades econômicas no médio Rio Negro, como a pesca esportiva e a implantação de. Também nessa data organiza-se o movimento indígena e é reconhecido oficialmente hotéis de ecoturismo um importante conjunto de terras indígenas no Alto Rio Negro e em Roraima, e criadas várias unidades de Conservação de Proteção Integral no Baixo Rio Negro. No médio e baixo Rio Negro há processos de ordenamento territorial ainda em curso.

A importância dos serviços ambientais da Bacia do Rio Negro é grande. Estima-se, por exemplo, que 14% do volume de água escoada na bacia amazônica tenha origem na Bacia do Rio Negro e que das suas águas provém quase a totalidade do abastecimento da cidade de Manaus.

Atualmente, em grande parte fora dos vetores de ocupação econômica e grandes projetos, a Bacia do Rio Negro é também uma oportunidade para trilhar e construir um processo compartilhado de desenvolvimento regional sustentável. Trata-se de uma região onde a questão ambiental é indissociável de questões relacionadas às identidades sociais e ao patrimônio cultural.

Compartilhada por quatro países, ocupada principalmente por povos indígenas e populações tradicionais, com mais de 79% da sua extensão sob áreas de proteção especial (Terras Indígenas e Unidades de Conservação), as paisagens e recursos naturais dessa região bastante original da Amazônia apresentam excelente estado de conservação.

A extensão total da Bacia do Rio Negro é de 71.438.266,88 hectares, distribuídos em diferentes proporções por quatro países. 81% de sua extensão está no Brasil, seguidos dos 11% na Colômbia, 8% na Venezuela e uma pequena extensão na Guiana. Grande parte dessa extensão, aproximadamente 50%, corresponde a áreas destinadas ao usufruto indígena, algumas ainda não delimitadas oficialmente, e 35% são Unidades de Conservação – existem aproximadamente 10% de sobreposição.

19 destinos para conocer en Río Negro - Fuera de ejeNo Brasil são 41 Terras Indígenas já reconhecidas, onde vivem 36 povos, e hoje há oito áreas em estudo de identificação pelos grupos de trabalho criados pela Funai em 2007/2008. Quando forem atendidas as demandas territoriais das comunidades indígenas no médio Rio Negro, a proporção das terras indígenas no Rio Negro poderá saltar, nos próximos anos, dos atuais 45% para até 55% da extensão total da bacia. No que diz respeito às Unidades de Conservação, no Brasil são 15 Federais e 10 Estaduais, sendo 15 de Proteção Integral e 09 de Uso Sustentável; no município de Manaus, existem 10 pequenas UC’s, entre RDS e RPPNs. O Ministério do Meio Ambiente reconhece novas áreas como prioritárias para criação de 20 novas Unidades de Conservação, com categorias diferenciadas.

Na Colômbia são 16 Resguardos Indígenas já instituídos , com 17 Povos e dois Parques Nacionais.

 

Na porção venezuelana da Bacia vivem seis povos indígenas em nove territórios indígenas, ainda não reconhecidos pelo governo venezuelano como áreas protegidas, mas são unidades de gestão do Ministerio del Poder Popular para la Salud. São dois Parques Nacionais (Serrania de la Neblina, totalmente dentro dos limites da bacia, e Parque Nacional Parima Taperapecó, parcialmente) e a Reserva da Biosfera Alto Orinoco-Cassiquiare (parcialmente na bacia)

Atualmente, diversos programas governamentais e de ONGs voltam-se para o Rio Negro. Reconhecidamente, esta bacia oferece um enorme potencial para modelos locais de desenvolvimento sustentável e conservação: ocupado historicamente por povos indígenas e tradicionais, com fisionomias florestais únicas e de grande interesse para o manejo sustentável e a pesquisa científica, o Rio Negro constitui uma arena estratégica para um diálogo interinstitucional e intercultural sobre conservação, uso sustentável e repartição dos benefícios da biodiversidade, bem como para a implementação de ações inovadoras.