Um grande desafio é calar a mente. Aquela que, sem mais nem menos, começa a nos atribuir pensamentos e ideias que são exatamente contrárias ao nosso real desejo.

E se, por ventura, dermos atenção a ela, é certeza de que o monstrinho que vai se criando dentro de nós se torne imenso, a ponto de nos levar ao pessimismo total, ansiedade e depressão. Quando conseguimos identificar esta invasão, podemos calar a mente, ou ao menos não deixar que tome proporções que certamente vão nos prejudicar.

O texto que segue é do livro O Poder do Agora, de Eckhart Tolle. Este trecho nos convida a perceber a dimensão de nosso poder:

 

“Jivaeri”  –  Yanni & Michelle Amato

 

Tolle in 2003“Quando escutar um pensamento esteja ciente não só do pensamento mas, também de si próprio como testemunha do pensamento. Surge então uma nova dimensão de consciência. E, enquanto ouve o pensamento, sentirá uma presença consciente – a do seu eu mais profundo – por trás do pensamento, subjacente a ele.

 

O pensamento perderá então o poder que tem sobre si e rapidamente abrandará, porque você deixou de estimular a mente através da sua identificação com ela. É o começo do fim do pensar involuntário e compulsivo.

 

Quando um pensamento abranda, você sente uma descontinuidade no caudal da mente – um hiato de ausência de mente. No princípio, os hiatos serão curtos, talvez de alguns segundos, mas gradualmente tornar-se-ão mais prolongados.

 

Quando esses hiatos ocorrem, você sente certa quietude e certa paz dentro de si. É o início do seu estado natural de união sentida com o Ser, a qual é geralmente ofuscada pela mente. Com a prática, a sensação de quietude e de paz será mais profunda. De facto, a sua profundidade não tem fim.

 

Sentirá igualmente sutil emanação de alegria a surgir bem no fundo de si: a alegria do Ser.”

 

Publicado por

Beth Michepud   no  site  Sabedoria Universal