“Não é o crítico que importa; nem aquele que aponta onde foi que o homem tropeçou, ou como o autor das façanhas poderia ter feito melhor.
O crédito pertence ao homem que está por inteiro na arena da vida, cujo rosto está manchado de poeira, suor e sangue; que luta bravamente, que erra, que decepciona porque não há esforço sem erros e decepções; mas que, na verdade, se empenha em seus feitos; que conhece o entusiasmo, as grandes paixões, que se entrega a uma causa digna; que, na melhor das hipóteses, conhece no final o triunfo da grande conquista e que, na pior, se fracassar, ao menos fracassa grandemente.”

 

Trecho do discurso “Cidadania em uma República” (ou “O homem na Arena”), proferido na Sorbonne por Theodore Roosevelt, em 23 de abril de 1910.

“Mysterious  Ways”  –  U2

 

OUSADIA PARA VIVER O NOVO - #DIEGOMENIN | DEVOCIONAL - YouTube

 

As palavras do ex-presidente americano ecoam tudo o que aprendi em mais de uma década de pesquisa sobre a vulnerabilidade. Vulnerabilidade não é conhecer vitória ou derrota; é compreender a necessidade de ambas, é se envolver, se entregar por inteiro.

Vulnerabilidade não é fraqueza; e a incerteza, os riscos e a exposição emocional que enfrentamos todos os dias não são opcionais. Nossa única escolha tem a ver com o compromisso. A vontade de assumir os riscos e de se com a nossa vulnerabilidade determina o alcance de nossa coragem e a clareza do nosso propósito. Por outro lado, o nível em que nos protegemos de ficar vulneráveis é uma medida de nosso medo e de nosso isolamento em relação à vida.

Quando passamos uma existência inteira esperando até nos tornarmos à prova de bala ou perfeitos para entrar no jogo, para entrar na arena da vida, sacrificamos relacionamentos e oportunidades que podem ser irrecuperáveis, desperdiçamos nosso tempo precioso e viramos as costas para os nossos talentos, aquelas contribuições exclusivas que somente nós mesmos podemos dar.

Ser “perfeito” e “à prova de bala” são conceitos bastante sedutores, mas que não existem na realidade humana. Devemos respirar fundo e entrar na arena, qualquer que seja ela: um novo relacionamento, um encontro importante, uma conversa difícil em família ou uma contribuição criativa. Em vez de nos sentarmos à beira do caminho e vivermos de julgamentos e críticas, nós devemos ousar aparecer e deixar que nos vejam. Isso é vulnerabilidade. Isso é a coragem de ser imperfeito. Isso é viver com ousadia.

 

Pr. Joseph Prince - Viver com ousadia e sem MEDO | Palavras de Fé ...

 

*** Brené Brown no livro “A Coragem de ser Imperfeito”

Brenê Brown é Ph.D. em Serviço Social, é Pesquisadora na Universidade de Houston. Professora e palestrante premiada, é autora dos livros A arte da Imperfeição, A coragem de ser imperfeito, Mais forte do que nunca e Eu achava que isso só acontecia comigo, da Editora Sextante. Ela mora em Houston com o marido e os filhos.