O saxofonista e compositor de jazz americano Ornette Coleman, considerado uma lenda do estilo e pioneiro do free jazz, morreu nesta quinta-feira (11/06), aos 85 anos.

Coleman foi um dos grandes inovadores do movimento do “Free Jazz” da década de 1950 e da década de 1960. Tendo começado a carreira claramente influenciado pelo bebop e por Charlie Parker, Coleman ficou famoso a partir do álbum “The shape of jazz to come”, o histórico disco de 1959 que ajudou a criar o free jazz, junto com o contrabaixista Charlie Haden (um de seus mais assíduos colaboradores), Don Cherry e Billy Higgins . O “Free Jazz” é a vertente mais experimental e menos melódica que também teve John Coltrane como expoente. O free jazz rompeu as estruturas de harmonia tradicionais e permitiu uma forma de expressão do gênero mais livre. Desde o início da sua carreira que a forma de tocar de Coleman era pouco ortodoxa. Seguia mais o seu  ouvido relativo do que o bem comportado  “temperamento igual”. O seu sentido de  harmonia e  progressão de acordes – muito menos rígido do que o dos músicos de  swing ou  bebop – era flutuante e, por vezes, apenas sugerido e não explícito. Muitos músicos de Los Angeles consideravam-no  desafinado e Coleman tinha dificuldades em encontrar outros músicos que pensassem como ele.

Durante a década de 60, a música de Coleman tornou-se ainda mais abrupta e radical e o saxofonista envolveu-se completamente com o “avant garde jazz” , uma corrente que evoluiu praticamente em torno das experimentações de Ornette Coleman. Posteriormente, assim como houvera feito Miles Davis, Coleman começou a utilizar guitarras elétricas, que apareciam com destaque nos discos lançados por essa época, mas, no fundo, a música era semelhante aos seus trabalhos mais antigos. Estas sessões tinham as mesmas melodias abruptas e improvisações coletivas.

Ornette Coleman influenciou virtualmente todos os saxofonistas e músicos de jazz da geração seguinte que admiram o seu esforço de descobrir, não só a forma do jazz, mas de toda a música que está para vir.

Ganhou o Prêmio Pullitzer de música em  2007. Nesse  mesmo  ano  recebeu  o  “Grammy”  pelo  conjunto  de  sua  carreira.  Em 2009  recebeu  o prestigiado  Miles  Davis  Award.

Faleceu em Nova Iorque após sofrer ataque cardíaco

 

 

 

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