Um dos mais fantásticos e talentosos expoentes da nova geração de compositores americanos, Joe Henry é também um dos menos conhecidos ao sul do Rio Grande; apesar de ser casado com uma irmã da superstar do Pop e da Mídia, Madonna, Joe sempre prescindiu dos favores da cunhada famosa e sobreviveu com inteira justiça graças a seu imenso talento como compositor, arranjador e produtor musical – agraciado inclusive com o Grammy de 2003 para a produção do álbum de Solomon Burke “Don’t give up on me” – e conta na sua folha de serviços com colaborações musicais com grandes expoentes como Allen Toussaint, Elvis Costello, Ani DiFranco, Aimee Mann, etc…

 Envolvido em tais projetos paralelos ele retoma, após o excelente “Civilians” de 2007, sua carreira pontuada pelo permanente brilhantismo técnico que mereceu inclusive a distinção de ter o grande Ornette Coleman dando uma canja numa das faixas do jazzístico “Scar” de 2001 e vem confirmar com este recente trabalho que é de fato um dos mais instigantes personagens musicais em cena atualmente. Muitissimo bem assessorado pelo guitarrista Marc Ribot e pelo piano de Jason Moran, “Blood from stars” apresenta um repertório coeso e exuberante de faixas sempre tingidas de “jazz”, mas com uma inflexão bluesística mais acentuada do que habitualmente, o que o aproxima do trabalho de Tom Waits e até, em alguns momentos, do grande Randy Newman; sem dúvida um trabalho de altíssimo nível que confirma Joe Henry como um talento que merece ser reconhecido por uma platéia mais ampla!

 

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