“Kompromat”   –   I Like Trains

 

 

Eu, realmente amo trens! Cada dia mais…

Refiro-me aos trens em que se viaja relaxadamente curtindo a paisagem. Aquela sensação de segurança que os trens te transmitem, como se a vida desfilasse ante seus olhos e estivéssemos em seu interior, por dentro, confortavelmente assistindo, me traz uma paz e uma sensação de relaxamento indescritível. É a alma cigana sempre ansiosa por novas estações, novas paisagens.

Mas, poderia também estar me referindo a esse quinteto de Leeds, Inglaterra “of course”, em atividade desde 2004, com vários singles e EP’s lançados e chega agora ao seu quinto álbum, este “Kompromat”.

Na cultura russa, o kompromat, abreviação de “material comprometedor”, está danificando informações sobre um político, empresário ou outra figura pública, usada para criar publicidade negativa, chantagem e extorsão. E isso já mostra o viés político do grupo. Paciência. Eles têm um público próprio a cativar.

E quem poderia não gostar de trens, escutando as viagens musicais sempre proporcionadas por esta banda e que se renovam agora?  Por isso, quando me informam que eles estão partindo em nova “viagem” sou um dos primeiros a amanhecer na estação ferroviária para comprar o “ticket”. Só lamento que a partida não seja da Estação da Luz, em Sampa. Oh yes! Nem barganho o preço. E nunca me arrependo. Por isso, I Like Trains tem sempre lugar marcado para encimar o topo das Paradas e abocanhar a indicação como Disco do Mês. Sorry!

Sempre liderados pelos vocais plenos de maneirismos de David Martin, o grupo leva-nos a viagens sonoras meditativas conduzidas pelo som das guitarras, esporádicas notas de piano, corais e “crescendos” orquestrais conduzidos de forma épica para acentuar quase sempre uma ótica pessimista de encarar o mundo, baseada em seus muitos fracassos, no ponto de vista deles. Tudo bem! Uma ótica bastante normal em cidadãos de países ricos.

A viagem inicia-se com “A Steady Hand”, uma típica música do I Like Trains e as paisagens vão desfilando, sempre épicas e belas. “Desire is a mess”, o single “Dig in”, a maravilhosa “Prism”, “Patience is a virtue”, “A mano f conviction”, “New Geography”… não há decepções. A paisagem nesse trem é sempre fascinante. Vale a pena pegar carona. God Save the Queen! Vai ver que até ela gosta de trens…

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