Dois artigos que se complementam. O primeiro, de minha autoria e o segundo com a colaboração sempre inestimável do Marco Frenette que complementa e acrescenta um sentido prático imprescindível a tudo o que falo sobre este assunto.

 

 

Táticas De Guerra | Daniel Mastral

 

 

Trocando ideias com um amigo sobre a forma abusiva com que a mídia tradicional trata tudo o que diz respeito ao Presidente, esse amigo expressou seu desprezo e inconformismo para com tal esquizofrenia agressiva e permanente dos midiáticos e seus coligados.

Esse é um comportamento que vem sendo observado e tem gerado protestos de indignação não apenas dele, mas de milhões de vozes neste país, já há muito tempo. Uma atitude nojenta da mídia tradicional, que clama aos céus – e aos infernos, seria o termo mais próprio – de tão óbvia em seu ataque abjeto e despudorado.

Uma reação natural e normal a qualquer ser humano ainda são, essa do meu amigo. Que, aliás, é a atitude da grande maioria de pessoas que ainda conseguem se conservar éticas e atentas ao que se passa no país, e um quesito que pela gravidade há muito tempo deixou de depender da ideologia pessoal de cada um. Passou a ser caso de polícia e prisão perpétua para criminosos!

Por isso, vamos transcender a repulsa que tal procedimento causa em nós e vamos tentar deixar de lado a emoção, normal e natural a qualquer ser humano são e pensante e raciocinar com frieza.

Qual o motivo pelo qual eles insistem tanto e tão descaradamente em agir dessa forma antiética, repulsiva, mentirosa e canalha, imunes a qualquer noção básica do que seja respeito aos fatos, à honestidade, à lisura e à verdade? Será que eles são loucos e apenas canalhas, como uma análise emotiva e superficial poderia indicar?

Como loucos, se mesmo assim eles perseveram continuadamente em tal atitude. Por quê? Além da visibilidade óbvia que eles conseguem e de sabermos que eles perseguem de forma  obstinada um objetivo que é o de desestabilizar o atual governo e o país, qual o motivo pelo qual eles perseveram nessa atitude?

Canalhas, com certeza é o termo mais educado e polido pelo qual podemos catalogar o procedimento deles. Contudo, esse não é o ponto a ser analisado. Isso já está mais do que provado e comprovado. Escusado ficarmos martelando entre nós próprios aquilo que todos nós já estamos cansados de saber. Todos já estamos sabendo que estamos lidando com uma organização criminosa de alta periculosidade, um sistema solidamente fincado no coração e nas entranhas do governo brasileiro.

Mas, loucos, certamente eles não são. Tem que existir um motivo racional que explique e justifique tal procedimento, pois de loucos, no sentido normal e clínico da palavra, eles nada têm. E esse motivo existe. E é mais do que evidente.

A prática tem provado que a estratégia deles, mesmo canalha, repulsiva, mentirosa e torpe como é, tem sido bem sucedida. Mesmo com toda a repulsa que desperta, essa tática foi bem sucedida na URSS, na China de Mao, em Cuba, na Venezuela, na Argentina, na Nicarágua e, surpresa maior, foi inteiramente coroada de êxito – ao que tudo indica, até ao presente momento – após cem anos de disciplinada e focada pregação e infiltração, no maior baluarte da Democracia e da Liberdade no ocidente: os Estados Unidos.

Que isso nos sirva de lição. Talvez não possamos ter a chance de outra!

Se isso aconteceu no vizinho que, aparentemente, dispunha de uma capacidade muito maior de reação ao desastre, à fraude descarada, à corrupção em vários órgãos e à bandidagem que todos presenciamos, imagine em outras “estâncias” muito menos aparelhadas para a defesa? Nem quero me aprofundar sobre as razões pelas quais tudo isso aconteceu a olhos nus na América que julgávamos ser o baluarte impenetrável da Ordem, da Verdade e da luta pela Liberdade, mesmo com todos os senões que alguém possa apontar, nem tentar sondar as razões pelas quais tudo isso se passou por lá. Isso não importa agora! Resta-nos apreender a lição! Imagine apenas o que poderá acontecer num país dominado pela corrupção e inteiramente aparelhado pelos trevosos, como é o nosso? Imagine também que a grande maioria das pessoas e instituições que poderiam evitar um mal maior, por um motivo ou por outro, não estejam preparadas – ou por algum motivo, não queiram estar… – para evitar o pior! Pronto, desenhamos o Brasil!

Se você entender isso, entenderá que está mais do que na hora de nos prepararmos e de pensarmos o que estará falho na nossa estratégia, ate agora! Falando português claro: como agir corretamente com criminosos.

Talvez então todos os que estão atentos e despertos possam então finalmente entender os seguintes pontos:

– Precisamos todos nós, aprender e PRATICAR táticas de guerra e obedecer a vozes de comando. Seguir o Líder! Ou seguir os líderes numa cadeia de comandos.

– Precisamos parar imediatamente de criar mais caos e responder atabalhoadamente e de forma leiga às provocações e ataques dos adversários.

– Precisamos seguir uma linha e cumpri-la e parar de reverberar tola e atabalhoadamente aos atos deles, mesmo que seja para expressar nossa justa indignação. Aqueles que realmente contam já perceberam isso e, nesses casos, estaremos apenas ecoando e dando visibilidade aos trevosos.

– Precisamos desmascará-los com inteira precisão e firmeza, sem dúvida. Friamente e sem emoção, pois isso deve ser CIRÚRGICO e coordenado.

– Precisamos seguir ordens e ter uma linha de combate que nos oriente e à qual todos os envolvidos obedeçam rigorosamente.

– Precisamos envolver todos os contatos – amigos, familiares e conhecidos – que nos for possível cooptar para tal empreitada.

– Precisamos estar “aquartelados” em “trincheiras” – grupos de pessoas afins, com idêntica sintonia e iguais objetivos, nas redes sociais – e seguir religiosamente as linhas de comando existentes, entendendo que somos todos apenas mais um soldado reverberando AS MESMAS instruções.

– Precisamos urgentemente nos convencer que para ganhar esta guerra, inicialmente precisamos DESLIGAR inteiramente os canais de mídia usados pelos adversários para penetrar em nossas defesas de forma sutil sem que sequer nos apercebamos disso. Como acreditar na força do que pregamos nos diminutos grupos de resistência – com poder de fogo reduzido, se comparados ao poder de penetração de um canal desses – se o inimigo, de uma tacada só, consegue atingir quase 50 milhões (eu falei 50 milhões, gravou bem?) de pessoas sintonizadas no Jornal Nacional só na emissora plim plim plim, que todos estão cansados de saber cuja única função é destruir o atual governo e retomar o antigo sistema de corrupção e bandidagem? Que é isso, gente? Dando munição farta para o inimigo? É como se por um lado participássemos de grupos de informação em rede social, mas continuássemos sintonizados na sujeira e expostos às “balas” de metralhadora disparadas a cada dia pelo adversário.  Como acreditar que estamos nos preparando de fato para uma guerra e que temos alguma chance de ter êxito quando somos incapazes de iniciar o mais básico movimento defensivo? É querer acreditar que iremos derrubar um porta-aviões com balas de estilingue.

– Precisamos parar de criar mais caos no campo de guerra e de reverberar fatos e opiniões pessoais, na maioria das vezes infundadas ou que, muitas vezes, apenas irão beneficiar o adversário.

– Precisamos aprender a nos resguardar do ataque dos adversários, inteiramente protegidos em nossas “trincheiras” bloqueando os adversários (sejam eles quem forem, e de que forma for) e evitando reverberar inutilmente ou responder à “energia baixa” e provocativa deles. Lembre-se que eles provavelmente têm um preparo maior do que o seu e, detalhe fundamental, eles não têm o menor escrúpulo em apelar para qualquer argumento – seja ele falacioso e inverídico, ou não…  – para derrubar os seus.. Será que você e seus ideais de Ética, Verdade e Justiça serão páreo para o jogo baixo deles?

  •  Precisamos entender urgentemente que, após todas as tentativas de diálogo, de conciliação ou de tolerância (chame a isso como você quiser), se perdermos o momento de agir com eles com FIRMEZA e determinação, tal falha poderá ser a maior responsável pela violência e pelo derramamento de sangue, que ocorrerá fatalmente no seguimento.

– Precisamos nos convencer definitiva e indubitavelmente, que estamos em guerra, que não temos preparação para algo – a guerra – que o adversário tem, mesmo sendo eles em menor número, e começar a adotar táticas defensivas pessoais e coletivas. TODOS NÓS!  Para preservar a nossa Liberdade e talvez até a integridade da nossa Existência, dos nossos familiares e daqueles a quem amamos!

– Precisamos, enfim, convencer nosso Presidente e os eventuais aliados nessa empreitada gigantesca da necessidade de criar uma “assessoria de combate”, uma linha dura próxima de assessores, que o protejam e com isso o resguardem e nos proteja do pior.

Façamos a nossa parte, pois o pior nem sempre acontece apenas na casa do vizinho! (Paulo Monteiro)

 

 

Complemento este artigo com um artigo do Marco Frenette, que aborda tema similar de forma bastante didática e sucinta aquilo que se entende como “assessoria de combate”. Torcendo que este texto possa ser lido pelo nosso Presidente e sua Assessoria.

Antes, porém, reproduzo as próprias palavras do Marco Frenette, indagado por um contato dele de qual a razão pela qual ele não está colaborando diretamente com o nosso governo:

 

Já estive no governo estadual de São Paulo muitos anos atrás; e recentemente no governo federal, e fiz exatamente o que prego. Atualmente, fora do governo, posso apenas fazer análises. Para implantar isso que expliquei superficialmente nesse post, o que considero de uma obviedade atroz de tão necessária, precisaria de pessoas poderosas que formassem um núcleo duro ao lado do presidente, e que esse núcleo entendesse, realmente, que não há diálogo possível com animais que visam nossas gargantas. Esse núcleo, infelizmente, não existe(Marco Frenette).

 

 

O que muda o destino de uma guerra não... Lelouch Lamperouge

Falta de assessoria de combate

por Marco Frenette

 

 

O governo precisa, para ontem, de uma assessoria de combate a vagabundos. Veja, não se trata de assessoria de imprensa ou de comunicação, mas de combate. São coisas distintas.

Um exemplo da falta de assessoria de combate é o caso do leite condensado. Seguem algumas respostas corretas que os homens do governo deveriam dar, incluindo o presidente:

“É mentira, pura invenção. E a propósito, soube que esse jornalista é ex-guerrilheiro, maconheiro com passagem pela polícia e eleitor do presidiário Lula”;

“É mentira, pura invenção. E uma invenção saída da boca de uma defensora de bandidos, de uma mulher promíscua que se orgulha de sua promiscuidade nas redes sociais”;

“Não tem essa história de leite condensado. O que tem são eleitores de criminosos querendo colocar de volta no poder um bando de ladrões”;

“Vagabundo, quando fica desesperado, inventa qualquer coisa. Leite condensado?”.

“Você pode dividir o Brasil assim: Vagabundo fala de leite condensado, e gente honesta, como você e eu, que trabalhamos para o crescimento do nosso país”.

 

Essa linha de ataque levaria a vagabundagem a produzir manchetes e chamadas como “Presidente chama jornalistas de vagabundos”. Ou seja, a vagabundagem seria obrigada a dizer seu verdadeiro nome.

Quando o governo se explica muito em coisa tão óbvia e absurda, acusa o golpe, reconhece que doeu, reconhece que está sangrando, morde a isca e entra num jogo de mentira/verdade/mentira/verdade que nunca ganhará.

É um engano achar que a explicação detalhada dos gastos reais de, meu Deus do céu, leite condensado, ajuda a limpar o nome do governo. A impressão que fica no povão é a de dois lados disputando a verdade.

Além disso, o governo tem do seu lado a honestidade e a verdade; e deveria sangrar o inimigo todos os dias, sem exceção.

Deveria escolher um alvo e só dizer verdades sobre o animal durante um mês. Falar de seus roubos, suas mentiras, seus crimes. Quando o animal já estivesse com os nervos à flor da pele, começaria a cometer erros graves…

Depois, se passaria a outro animal de grande porte, e assim por diante. Em um ano, o governo teria arruinado a vida, a fama e a moral de, pelo menos, dez ou doze criminosos que hoje, livres, leves e soltos sangram o governo com as mentiras mais canalhas e cínicas.

 

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, barba, céu, close-up e atividades ao ar livre (Marco Frenette)