O “Espírito de Corpo” é um modo de vida e uma forma de solucionar problemas maiores, seja nas Forças Armadas, nas instituições políticas ou na vida civil.

Ele não é a mesma coisa que fisiologismo e nem se confunde com o corporativismo, embora os três conceitos tenham em comum a consciência de que a união faz a força e a desunião enfraquece, sendo esta última, além de tudo, a manifestação da estupidez em estado puro.

O Espírito de Corpo se caracteriza pela consciência e crença de que todo organismo depende de todas as suas partes para viver, sobreviver e vencer as batalhas que se apresentam. Isso desemboca em atos e procedimentos que terminam beneficiando toda a comunidade.

Uma pessoa que tem em si um Espírito de Corpo não abandona os seus, não trai aqueles que confiaram em sua palavra, não entrega ao inimigo a cabeça do amigo em uma bandeja de prata. Pelo contrário, a pessoa desenvolve um forte senso de dignidade, de justiça, de responsabilidade por aqueles que resolveram combater ao seu lado.

Uma boa forma de entender isso é observar o que houve na votação da Câmara, onde 130 deputados, ao votarem pela liberdade de expressão e pela imunidade parlamentar, demonstraram Espírito de Corpo, enquanto os outros 364 demonstraram ter espírito de porco.

O espírito de porco também é eficiente, não podemos negar. Porém, é eficiente para o lado do mal, para o lado da destruição e do aviltamento do ser humano.

Resultado de imagem para espírito de porcoA criminalidade esquerdista tem um fortíssimo espírito de porco que a anima, conduzindo às conquistas que deseja. O mesmo ocorre com outras máfias, tais como a Cosa Nostra, a Yakuza e a Tríade Chinesa.

Mas há uma realidade histórica e cotidiana nisso tudo: o espírito de porco só vence onde não há Espírito de Corpo. Aliás, um dos motivos que leva todo esquerdista a combater o Cristianismo é, justamente, a capacidade cristã de desenvolver um Espírito de Corpo que enfraquece o Mal.

Podemos fazer uma analogia com o corpo humano. Nenhuma pessoa com saúde mental pensará algo nessa linha: “Acho que posso me livrar de meus pés, e também de minhas mãos, e acho até que vou me livrar de meu nariz, pois essas partes de meu corpo não vêm desempenhando bem seus papéis”.

Não pensamos esse tipo de absurdo porque temos consciência de que todas as partes do nosso corpo têm uma função, e todas formam uma unidade que deve ser preservada. Deve ser protegida.

Claro que na prática nem uma coisa e nem outra existem em estado puro, havendo sempre uma luta entre os dois espíritos. Mas toda pessoa de caráter tem, no máximo, um pequeno porquinho dentro de si, cuidando diariamente para que ele não cresça.

Na ausência de um Espírito de Corpo, grandes projetos se esfarelam, grandes intenções terminam no inferno, grandes amizades se transformam em ódios mortais, nações inteiras são destruídas e os cidadãos tremem apenas de ouvir o barulho do carro do ovo.

 

 

Por Marco Frenette