Gathering Swans“Gathering Swans”  –  Choir  Boy

 

Muito embora seja um disco lançado no final de 2020, não tem como não colocar em destaque esse lançamento dessa banda de Salt Lake City (EUA), que nos leva numa viagem nostálgica pela música dos anos oitenta.

O Choir Boy nasceu de um projeto do músico Adam Klopp (vocais) com Michael Paulson (guitarra), Jeff Kleinman (teclados e saxofones) e Chaz Costello (baixo), e se consolidou como uma banda que vem ganhando notoriedade pela autenticidade em suas canções.

Em Arranjos sutis, harmoniosos, dançantes e melancólicos, que estão presentes em todas as faixas do álbum atual, Gathering Swans mostra influências notáveis do Pop dos anos oitenta, com pegadas do Pós-Punk, que flertam com os ritmos dançantes da New Wave,  e explora atmosferas de forma suave e nostálgica em canções envolventes e repletas de surpresas.

Destaques maiores: “Toxic Eye”, “Complainer”. “Nites like this” , “Gathering Swans”

 

Ouça   AQUI    o álbum     “Gathering Swans”     com  o  Choir Boy

 

 

 

 

Hanazono“Hanazono”  –  Satomimagae

 

Hanazono”, da cantora nipônica dos arredores de Tóquio, Sato Mimagae (Satomimagae) é um convite a que rodeemos nosso espaço circundante com um jardim de variados encantos e um tributo ao misticismo e à espiritualidade do Oriente.

Numa levada surpreendente que mistura as influências elegíacas da musicalidade oriental a algo que pode ser definido como um colorido e lúdico folk japonês, em arranjos acústicos que mal se sobressaem do sussurro da cantora/compositora, ela nos leva a um ambiente intimista no qual somos apresentados a reflexões pessoais e meditações sombrias sobre a passagem do tempo e o espaço à volta dela, usando imagens como ruas vazias e  apartamentos onde reina a solidão, combinando tais aspectos com uma ambiência musical de maestria e delicadeza. Surpreendente e maravilhoso.

 

Ouça   AQUI   o álbum  “Hanazono”  de  Satomimagae

 

 

 

 

The Changing Wilderness“The Changing Wilderness”  –  Will Stratton

 

Desde sua estreia em 2007 com “What the Night Said”, lançado quando ele tinha apenas 20 anos, passando por Gray Lodge Wisdom de 2014, um trabalho resiliente no qual ele documentou sua luta contra o câncer e ao verdadeiro manifesto de amor ao ato de compor música e a sua guitarra que foi Rosewood Almanac, esse californiano que de fato despontou musicalmente em New Jersey parece que vem trilhando com perfeição os caminhos desbravados pelo genial Nick Drake.

Por isso, não surpreende que esse sétimo travalho, “The Changing Wilderness” transporte o artista para um mais do que merecido patamar mais alto. Stratton mixou e fez a engenharia de todas as músicas em seu estúdio doméstico, em Nova Iorque, mas recutou uma trupe de amigos de peso para dar apoio, como as vocalistas Maia Freedman e Cassandra Jenkins, o renomado guitarrista Ben Seretan, o saxofonista e clarinetista Justin Keller, a baixista Carmen Rothwell e os bateristas Sean Mullins e Matt Johnson que trabalhava no grupo de Jeff Buckley. Assim, não espanta que as canções sejam impecáveis e tecnicamente muito bem construídas. O álbum foca na dicotomia de sombra e luz e os conflitos entre eles, destacando os problemas que o mundo vem enfrentado.

. Um trabalho para ser escutado com o coração na mão.

 

Ouça   AQUI   “The Changing Wilderness”  de  Will Stratton

 

 

 

 

Eight Fragments Of An Illusion“Eight Fragments of an Illusion”  –  Ulrich Schnauss & Jonas Munk

 

Após 04 anos de ausência, o produtor musical e ex-integrante do lendário grupo alemão, Tangerine Dream, atualmente radicado em Londres (GB), e o produtor musical e guitarrista dinamarquês, Jonas Munk, juntam seu talento e voltam a lançar um trabalho.

“Eight Fragments of an Illusion”, a terceira colaboração musical deles, numa parceria que já beira os vinte anos, certamente transcende e muito os trabalhos anteriores. O atual trabalho mantem a pegada de música ambiente, introspectiva e viajante, mas com uma pegada pulsante e uma energia polirítmica em todas as oito faixas.

Podemos sentir ecos de uma “new age” minimalista e mais leve e solta, a “kosmiche music” característica dos agrupamentos de origem germânica nas décadas de 1970 e 1980 e traços de “eletrônica” e de “shoegaze” nas composições que nos autoriza a afirmar que esta é colaboração mais focada e seguramente a mais notável do duo.

 

Ouça   AQUI   “Eight Fragments of an Illusion”  de  Ulrich Schnauss & Jonas Munk

 

 

 

 

 

Scatterbrain“Scatterbrain”  –  The Chills

 

The Chills são a banda neozelandesa mais famosa no mundo indie pop. Formada em 1980, em Dunedin (NZ) a banda é um passaporte para o talento de Martin Phillipps, que é o único membro permanente e responsável por aquilo que é conhecido como o som de Dunedin.

“Scatterbrain”,  o sétimo trabalho da banda, é indubitavelmente o mais amadurecido. Um trabalho triunfante recheado de boas melodias, que nos traz um apanhado de um homem que sobreviveu aos bons e aos maus momentos e hoje tem uma nova perspectiva sobre a própria mortalidade. Ao mesmo tempo, é música pop da melhor qualidade feita para esse novo normal que estamos vivenciando.

 

Ouça   AQUI   “Scatterbrain”  com  os  The Chills