A ARTE CINÉTICA

 

A “arte cinética” ou “cinetismo

representa um movimento artístico moderno das artes plásticas, surgido em Paris, com a exposição “Le mouvement” (O movimento), na galeria Denise René, em 1955.  A arte cinética, como o próprio nome indica, determina uma uma arte vibrante e dinâmica que busca romper com a condição estática da pintura e da escultura, apresentando a obra como um objeto móvel, que não apenas traduz ou representa o movimento, mas está em movimento.

 

 

Destarte, os artistas dessa corrente artística trabalham especialmente com a arte abstrata (abstracionismo), de forma a gerar no espectador uma ilusão de ótica, expressa por meio de efeitos visuais de uma “obra móvel”. Nesse sentido, vale lembrar que o movimento da “Op Arte” está intimamente relacionada com a proposta da arte cinética.

Um dos maiores exemplos da arte cinética está o pintor e escultor estadunidense Alexander Calder (1898-1976), muito conhecido por seus “Móbiles” (desenho em quatro dimensões), um tipo de escultura com peças que se movimentam, seja pela ação dos ventos ou por motores de energia.

 

 

Ainda que seja Calder o mais lembrado quando se fala de “mobiles”, foi o artsita francês Marcel Duchamp (1887-1968) seu criador.

Na física, a palavra “cinética” refere-se ao estudo da ação das forças na mudança de movimento dos corpos. Esse termo é também utilizado na química, biologia e filosofia.

 

Essa corrente artística se espalhou pelo mundo de forma que despontou no Brasil na década de 60, sendo seus maiores representantes: Lygia Clark (1920-1988), Ivan Serpa (1923-1973), Abraham Palatnik (1928), Lothar Charoux (1912-1987), Luiz Sacilotto (1924-2003), Almir Mavignier (1925), Mary Vieira (1927-2001), dentre outros.

A Arte Cinética tem como principais características:

O estímulo do sentido visual por meio de efeitos visuais (movimentos, ilusão de ótica, etc.)

A profundidade e tridimensionalidade

O uso de cores, luz e sombra

O uso de formas simples e repetidas

A oposição à arte figurativa

 

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