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A PINACOTECA DE SÃO PAULO

 

Resultado de imagem para Arte no Brasil: uma história na pinacoteca de São Paulo

 

Resultado de imagem para Arte no Brasil: uma história na pinacoteca de São PauloA Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do período colonial até à contemporaneidade. Fundada em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, pertence à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e é o museu de arte mais antigo do Estado. A Pinacoteca está instalada no antigo edifício do Liceu de Artes e Ofícios, projetado no final do século XIX pelo escritório do arquiteto Ramos de Azevedo e passou por uma ampla reforma no final da década de 1990.

Ao lado da Pinacoteca encontra-se o Parque da Luz, também conhecido como Jardim da Luz, criado em 1798 como horto botânico e aberto ao público em 1825. Em 1981, o parque foi tombado como patrimônio histórico e hoje abriga cerca de trinta esculturas que integram o acervo da Pinacoteca.

Atualmente, estão em exposição 03 mostras grandiosas que justificam a visita à Pinacoteca.

Resultado de imagem para Arte no Brasil: uma história na pinacoteca de São PauloA primeira e principal é: “Arte no Brasil: uma história na pinacoteca de São Paulo”. Com 700 obras distribuídas em 2 mil m², a mostra apresenta ao visitante um percurso pela História da Arte no Brasil, partindo do período colonial e chegando até aos anos 1970. A visita ao acervo obedece a uma ordem cronológica e se articula, de início, a partir de dois eixos temáticos. De um lado, a formação de um eixo imaginário visual sobre o Brasil – o conjunto de imagens sobre ele, suas relações e sentidos que produzem. De outro, a formação de um sistema de arte no país – ensino, produção, mercado, crítica e museus – iniciado com a vinda da Missão Artística Francesa e a criação da Academia Imperial de Belas Artes.

Alguns dos artistas fundamentais para a História da Arte no Brasil, como Jean Baptiste Debret, Nicolas-Antoine Taunay, José Ferraz de Almeida Júnior, os irmãos Henrique e Rodolfo Bernardelli, Eliseu Visconti e Candido Portinari poderão ser vistos nesse percurso expositivo.

Resultado de imagem para Arte no Brasil: uma história na pinacoteca de São PauloA segunda exposição é a de “Vanguarda brasileira dos anos 1960 – da coleção Roger Wright” , dedicada a aspectos da cultura brasileira no período entre a inauguração de Brasília, cujo plano-piloto é um marco do projeto arquitetônico brasileiro, e o curso do Regime Militar, de 1964 a 1985. As obras reunidas, de autoria de artistas como Cildo Meireles, Nelson Leirner, Antonio Dias, entre outros, falam de uma experiência brasileira da arte pop e, sobretudo de instituir uma vanguarda estética em situação de subdesenvolvimento no Terceiro Mundo. É a exposição mais abertamente engajada e, como não poderia deixar de ser, retrata a visceral hegemonia esquerdista que dominou – e domina – inteiramente a narrativa cultural brasileira nos últimos 40 anos. Logo à entrada, um quadro de Guevara é destaque absoluto e dá o mote do conteúdo altamente ideológico da exposição, que, a partir de uma determinada fase, apenas abre espaço para as obras de artistas engajados. Apesar disso, vale a pena a visita, sobretudo pelo retrospecto artístico que dá uma ideia da arte no Brasil através dos tempos.

Resultado de imagem para mestiço de portinariFinalmente, a “Galeria José e Paulina Nemirovsky – Arte Moderna” dá continuidade às outras duas exposições e abriga obras compreendidas entre as décadas de 1910 e de 1960, pontuando uma série de momentos fundamentais para o entendimento dos vários sentidos que a noção de modernidade assume para sucessivas gerações de artistas brasileiros. Das inovações formais do primeiro Modernismo (de Tarsila do Amaral e de Rego Monteiro), passando pela representação de dramas sociais e personagens anônimos (presentes nas obras de Portinari e de Di Cavalcanti) aborda-se também o interesse pelos artistas autodidatas ou treinados fora das academias de arte, como Alfredo Volpi e José Antonio da Silva. As últimas salas são dedicadas às obras dos períodos, concreto e neoconcreto, além de peças ligadas às correntes mais líricas do abstracionismo.

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