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A RENÚNCIA DE SÉRGIO MORO – Artigo de Paulo Monteiro

Em respeito ao currículo até aqui aparentemente irretocável do Juiz Dr. Sérgio Moro, que eu mesmo enalteci ao longo de vários artigos durante muitos anos, prometi, me esquivar de fazer qualquer tipo de ataque pessoal à figura do Ex-Ministro. Até por que quase tudo já foi dito e revelado. E quem se refestela com carniça, afinal de contas, são as hienas.

Mas, uma coisa é se banquetear e explorar oportunisticamente o lado sombrio que existe dentro de cada um de nós, quando o outro se expõe, e outra bem diferente é aproveitar a carona que nos está sendo divinamente proporcionada por esses tempos de miraculosa limpeza astral para trazer à tona comportamentos e atitudes que precisam ser revistas e repensadas, em nome de um processo evolutivo que se mostra inevitável.

Gradualmente foi-me revelado que a linha que separa o bem e o mal não passa por estados, nem por classes ou partidos políticos – porém, bem pelo meio do coração humano – e por todos os corações humanos.”

(Aleksandr I. Solzhenitsyn em “Arquipélago Gulag II”)

E é em nome disso que nos propomos tecer alguns comentários daquilo que a nossa pequena compreensão pôde absorver de episódio tão rico – em todos os sentidos – pelo muito que desvela da natureza do ser humano. E, ressalte-se: é inevitável que essa revelação de fatos de domínio público um dia venha a ocorrer. Todos nós somos o que somos e não aquilo que os outros gostariam que fôssemos. Ou que aparentamos ser, em alguns casos. E quando isso se torna motivo de interesse geral, não há como tais fatos permanecerem ocultos por tempo indeterminado.

Sérgio Moro é sem dúvida um fantástico juiz. Um homem por quem o Brasil sempre terá uma dívida eterna de gratidão e alguém cuja biografia nos impede de atacá-lo pessoalmente. Quem somos nós para fazer julgamentos pessoais, portanto? Cada qual que enfrente o julgamento de sua própria consciência.

Contudo, as máscaras caem e com isso, ficou comprovado, desde o início, que ele é – e até provas em contrário, não deixará de ser – o juiz íntegro que incendiou um país enojado pelo lodaçal de corrupção em que foi jogado sistematicamente, mas que, lamentavelmente, também é fruto da lavagem cultural e ideológica que infestou este país livremente durante mais de 30 anos e, como venho gritando há muito tempo, contaminou todos os segmentos da sociedade.

E, para aqueles que estiveram vivendo em Marte nos últimos trinta ou quarenta anos, precisamos dar um alerta: estamos em GUERRA justamente contra o bloco que defende os pontos de vista e as crenças e escolhas assumidas pelo nosso digno Juiz. E, essa guerra é Global! E a guerra contra a Corrupção é apenas uma das frentes dessa guerra. Mas, jamais a única. E o Brasil é inegavelmente um dos epicentros principais onde se trava atualmente esse conflito. E, em guerra, não se discute mais qual o ponto de vista de cada soldado. Discute-se sim qual lado ele defende. Não dá pra levar para uma guerra alguém do lado contrário. Deu pra entender a posição do Presidente? Deu também para os mais atentos perceberem o extraordinário nível de inteligência que assessora a nossa Presidência? Se isso não tranquilizar a essa minoria, não sei o que mais poderia fazê-lo!

Sérgio Moro, portanto, na exata contramão daquilo a que o atual Governo se propõe, com o apoio absoluto e irrestrito da maioria de sua população, nunca teve nada a ver com este governo. Por isso, as reticências corretíssimas contra Dallagnol. Pelos mesmos motivos. Homens corretos e competentes, mas que infelizmente tudo indica que se posicionam no bloco contrário ao que move este governo. E, nem o mais obtuso esquerdista poderá negar isso: eles sabiam muito bem disso quando se propuseram aceitar o convite para compor o Governo Bolsonaro. Mas, talvez precisemos dar inteira razão a Marco Frenette, quando ele afirma que “o que para os conservadores é abominável, para os esquerdistas é admirável”.

Por isso, haverá desdobramentos deste episódio. Eles virão, não duvide. E muita, muita lama vai rolar embaixo da ponte e em cima do Presidente e de sua família. Mas, nada, argumento algum, nenhum dos fatos novos que poderão surgir no decorrer desse episódio conseguirá jamais apagar, deturpar ou inverter aquilo que já foi feito e está escrito, feliz ou infelizmente para o Brasil. Cada qual que faça sua avaliação pessoal, nesse quesito. Como eterno otimista, prefiro ficar com a primeira opção.

Por isso estejam atentos, pois todos já sabem que eles não irão desistir jamais. É a sobrevivência deles que estará em jogo. Sempre foi isso!

Por isso, se preparem e permaneçam coesos focando no objetivo de uma Pátria que todos almejamos. Estamos em guerra. Sinto muito que muitos ainda não entenderam. Precisaremos então ter mais Covids para que finalmente entendam?

E, dentro dessa linha de pensamento, é mais uma bênção que as máscaras tenham caído e que cada qual se posicione em que lado deseja estar.

E Sérgio Moro, finalmente se posicionou no campo ao qual sempre pertenceu.

Por isso, hoje, todos nós brasileiros, devemos estar felizes e aliviados por isso. E não o contrário. Mais longe, muito mais longe de nossos objetivos já estivemos. Afinal, ninguém haverá de duvidar o quanto é mais confortável enfrentar um inimigo cuja cara todos nós conhecemos, do que ter que aguardar o ataque – que certamente virá – daquele ou daqueles que permanecem dissimulados e nas sombras.

Por isso, fazer o quê? That’s Life. Esse é o ser humano. Assim caminha a Humanidade. Toca em frente que o resto Deus cuida!

No mais, que os cães continuem ladrando, cada vez mais raivosos e desesperados por verem a caravana passar triunfante. Salve Jorge. Afinal, 23 de Abril nem está tão distante assim, lembrou? Ainda estamos sob o efeito de sua espada flamejante.

Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. (João, 8:32)

Brasil acima de tudo! Deus acima de Todos!

Obs.: Parece uma frase simplória, mas nem todos a entendem de fato, pelos vistos – ou, se entendem, fingem-se de moucos! Não é por outro motivo que este slogan é usado pelas nossas Forças Armadas.

 

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