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ASTOR PIAZZOLLA

Astor Pantaleón Piazzolla (1921 – 1992) foi um bandoneonista e compositor argentino.

 

 

Filho dos italianos Vicente Piazzolla e Asunta Manetti, Astor Piazzolla nasceu em Mar del Plata, Argentina e aos quatro anos foi com a sua família viver em Nova York em busca de melhores condições de vida. Em seu período estadunidense, além do espanhol, tornou-se fluente em inglês, italiano, francês e iniciou seu interesse pela música. Em 1929 ganhou seu primeiro bandoneón de seu pai, e em 1933 começou a tomar aulas de piano com Bela Wilde, um pianista húngaro discípulo de Sergei Rachmaninoff. Aos 14 anos, teve um encontro mágico com Carlos Gardel, ao participar como extra no filme “El Día que me Quieras”. O pequeno bandoneonista chegou a ser convidado para integrar a nova turnê de Gardel, mas seus pais não o autorizaram. Meses depois, Gardel e sua equipe viriam a falecer em um acidente de avião.

Em 1937, a família Piazzolla retornou definitivamente a Mar del Plata, onde Astor fez suas primeiras apresentações. Porém, sua carreira começou verdadeiramente quando decidiu se mudar a Buenos Aires e conseguiu ser contratado em 1939 como bandoneonista  na orquestra do maestro Aníbal Troilo, apresentando-se em muitos cabarets da cidade. Apesar da amizade e da confiança estabelecidas com Troilo, ao completar 23 anos Piazzolla sentiu a necessidade de se afastar do tango para evoluir musicalmente. A partir de então, se tornou aluno do eminente músico clássico argentino Alberto Ginastera e começou a compor uma série de peças eruditas. Suas maiores influências foram Bach e Stravinsky.

Em 1952, ganhou uma bolsa do governo francês para estudar com a legendária Nadia Boulanger, com quem estudou teoria harmônica e contraponto tradicional; foi a legendária compositora e diretora de orquestra francesa  que o incentivou a seguir seu próprio estilo. Em 1955, de volta a casa, Ástor forma o Octeto Buenos Aires. Sua seleção de músicos termina delineando arranjos atrevidos e timbres pouco habituais para o tango, como a introdução de guitarra.

Hoje normalmente considerado o compositor de tango mais importante da segunda metade do século XX, ironicamente, quando começou a fazer inovações no tango, no ritmo, no timbre e na harmonia, foi muito criticado pelos tocadores de tango mais antigos. Ao voltar de Nova Iorque, Piazzolla já mostrava a forte influência do jazz em sua música, estabelecendo então uma nova linguagem, seguida até hoje.

Quando os mais ortodoxos, durante a década de 60, bradaram que a música dele não era de fato tango, Piazzolla respondia-lhes que era música contemporânea de Buenos Aires. Para seus seguidores e apreciadores, essa música certamente representava melhor a imagem da metrópole argentina..

A formação preferida dos anos seguintes foi o quinteto. Se bem que estava longe de ser massivo, com Adiós Nonino, Decarísimo e La muerte del ángel começou a trilhar um caminho de sucesso que teria picos na musicalização de poemas de Jorge Luis Borges (1965), na composição da ópera-tango María de Buenos Aires (1968) e da canção Balada para un Loco (1969) junto ao poeta Horacio Ferrer, na colaboração com o saxofonista Gerry Mulligan (1974) e em concertos memoráveis no Philarmonic Hall de Nova York (1965) e no Teatro Colón de Buenos Aires (1972 e 1983), entre outros.

A canção “Adiós Nonino”, outra das mais conhecidas composições, foi feita em homenagem ao seu pai, quando este estava no leito de morte, Vicente “Nonino” Piazzolla em 1959.

Após vinte anos, Astor Piazzola diria “Talvez eu estivesse rodeado de anjos. Foi a mais bela melodia que escrevi e não sei se alguma vez farei melhor”. Por muito tempo recusou escrever ou colocar uma letra na sua grande obra-prima, porém, aceitou a proposta da cantora argentina Eladia Blázquez, que lhe apresentou um poema que havia escrito sob a versão musical, e ele, comovido, concordou. Resta referir que Eladia renunciou a quaisquer direitos de autor que podia reclamar, enaltecendo ainda mais esta grande obra do tango.

Em seus últimos anos, Piazzolla preferiu se apresentar em concertos como solista acompanhado por uma orquestra sinfônica, com uma ou outra apresentação com seu grupo. Foi assim que percorreu o mundo e ampliou a magnitude de seu público em cada continente pelo bem e a glória da música de Buenos Aires.

Ástor Piazzolla casou-se duas vezes e teve dois filhos, Daniel e Diana. Faleceu no dia 4 de julho de 1992, quase dois anos depois de sofrer um derrame cerebral. Seus restos descansam em um cemitério particular nas aforas de Buenos Aires.

A música de Ástor Piazzolla é, sem dúvida, uma das maiores expressões artísticas que a Argentina deu ao mundo. Incorporando ao tango tradicional recursos da música clássica e do jazz, Piazzolla conseguiu um resultado formidável e extremamente inovador, sofisticando esse ritmo portenho e revolucionando para sempre seus conceitos.

 

 

Fonte:  Mi Buenos Aires Querido 

Fonte Complementar:  Wikipedia  Astor Piazzolla

https://pt.wikipedia.org/wiki/Astor_Piazzolla

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