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Brasil: uma nação que se desintegra

Um péssimo exemplo de civilidade para as futuras gerações e para o mundo: é isso que somos. A nação brasileira hoje se desintegra em maledicências corrosivas, irresponsabilidade social, animosidades gratuitas e iconoclastia autofágica.

Olho por cima do muro e vejo o que acontece nos outros países. Alguns negligenciaram a pandemia, outros se adiantaram a ela; uns adotaram medidas sensatas, outros adotaram medidas desesperadas em meio ao pânico coletivo pela ameaça do CoronaVírus. Os bons resultados obtidos são sempre diretamente proporcionais à inteligência e à sabedoria que balizaram os processos de tomada de decisão. Veja bem: inteligência é capacidade cognitiva; sabedoria é interpretação correta das informações disponíveis e colocação em prática de uma decisão, na forma mais otimizada possível.

Sim, para qualquer país que olharmos veremos gente com medo; veremos a população insegura e fragilizada. Não obstante, veremos todos – sem exceção – unidos em torno de socorrer os que mais precisam, procurando achar soluções inovadoras, buscando fabricar novos remédios, desenvolver novas vacinas e, sobretudo, fazendo o máximo para compatibilizar o isolamento com a manutenção da vida econômica da nação. Todos estão chorando seus mortos, é verdade, mas estão principalmente comemorando vitória por cada nova pessoa que é curada e salva.

No Brasil, não. Aqui, as pessoas se comportam de maneira diferente de todos os outros países. Aqui, a nação se digladia a cada novo dia que amanhece, cuspindo fel uns nas caras dos outros. Aqui não se busca união, consenso nem solução, mas se busca destruir toda e qualquer ação que as autoridades sugerem ou conclamam à reflexão. Aqui vale o “vamos tocar fogo no circo”, aqui vale o “vamos aproveitar o momento pra derrubar o presidente e tomar de volta o poder que perdemos”.

Como disse recentemente à Folha de São Paulo a atriz Fernandinha Torres, provavelmente falando em nome dos habitantes do Vale da Lacrolândia, torcendo para que muitas pessoas morram e haja uma convulsão social que derrube o governo: “Que o CoronaVirus, a exemplo da Peste Negra no Século 14, venha abreviar o obscurantismo medieval em que nos metemos, esse obscurantismo travestido de liberal no Brasil.” (Esse artigo se encontra bloqueado pelo PayWall. Quem desejar verificar, que o faça via web.)

Atônito e chocado, eu pergunto: quem são essas pessoas? Que tipo de gente é esse que pensa e age dessa maneira?

Que estranho período de reflexão interior e de alegado retorno das pessoas à espiritualidade é esse? Alguém acredita seriamente que esse país é “abençoado por Deus”, como dizia aquela música de Jorge Ben Jor, nos anos 70?

Quem é no Brasil que está aproveitando a quarentena para recuperar o sentimento de solidariedade com o próximo, reencontrando-se espiritualmente ou rumando de volta ao convívio harmônico e íntimo com a natureza?

E por fim, a pergunta que não quer calar: onde estavam essas pessoas, que hoje se comprazem em destilar ódio e veneno gratuitamente contra o presidente, nas últimas duas décadas quando os então governantes sucatearam o Brasil, venderam nossas refinarias de petróleo a preço de banana, quando saquearam descaradamente os cofres públicos, doaram o imposto que pagamos para financiar obras de corrupção em “outros países amigos do poder”, quando sem nenhuma vergonha na cara subornaram os pobres com esmolas oficiais e créditos impagáveis, encharcaram as cabeças dos nossos jovens nas universidades com doutrinas predadoras e quando invadiram os nossos lares com programas de televisão desenvolvidos por mentes doentias para corroer a família, incentivando a perversão e a imoralidade?

Onde estavam esses batedores de panela? Onde estavam nos últimos anos esses mesmos que hoje gritam contra um presidente que se propõe a resgatar o país de um lamaçal que outros o colocaram? Estavam dormindo? Em coma? De férias em Júpiter? Acho que não.

Minha opinião é que se trata de um grupo de medíocres laboriosos; e medíocres laboriosos são como cogumelos: só vicejam na lama. Penso que essa minoria aloprada e barulhenta é liderada – e habilmente manipulada – por parte da mídia (a parte corrupta e podre da mídia), assim como por políticos que se sentem ameaçados de serem processados e presos por gigantescos desvios de dinheiro público num passado recente; são políticos que não têm outra alternativa a não ser derrubar o governo instituído para se livrarem do jugo da justiça e voltarem a descaradamente praticar toda sorte de desmandos, como vinham fazendo. Essa minoria é sempre uma boa massa de manobra; são inocentes úteis, invariavelmente covardes, figuras até bem conhecidas. São ex-apaniguados do poder que perderam suas gordas mamatas, são contumazes vagabundos que nunca deram um dia de trabalho pra ninguém e hoje se encontram à míngua, às margens do mercado de trabalho. Outros são pessoas de mentes perturbadas que se aproveitam do momento de histeria coletiva para escarrarem as insuportáveis angústias que os corroem. Esses últimos querem vingar no sistema social as suas frustrações, querem descontar seus imensos recalques e dar viço aos seus arraigados complexos de inferioridade. São indivíduos de mentes celeradas que desejam hemoptisar os rancores de suas vidas, culpar alguém por suas derrotas e perdas, assim como tentar remir os aleijões psicossomáticos que adquiriram para si, devido às suas próprias indolências ou às suas incompetências pessoais.

É uma nação que se desintegra. Trata-se de um país que, outrora cantado e celebrado como feliz, alegre, próspero e alvissareiro, hoje sucumbe à sanha de um grupelho tão demente quanto irresponsável, pessoas que apostam em promover o caos e a cizânia social, porque sabem que não podem mais democraticamente recuperar o irrecuperável: o poder político, o controle da economia e o domínio sobre os meios de produção.

O atual presidente é uma “flor de pessoa”? Ele é um sujeito popular, engraçado, conversador e tomador de cachaça como era um outro recente? O atual presidente é poliglota, professor-doutor por universidades estrangeiras, fino e profundo conhecedor do vernáculo como foi um outro menos recente? Não, ele não é nada disso. O atual presidente é rude, direto, sem “papas-na-língua” e comunica-se mal. Além disso ele é “sanguíneo”, tem personalidade forte e confrontativa. Os seus fãs dizem tratar-se do sujeito ideal para esse momento no Brasil, já que ninguém combate meliantes com bombons de chocolate, flores e lenços brancos na mão. Tudo isso é verdade sobre o presidente, mas ele não prevarica e tenho absoluta certeza que ele tem amor à pátria; não há nenhum caso de corrupção desde que ele assumiu e todas as suas ações apontam para o caminho da decência e da integridade. Ele é o nosso presidente, é o que temos pra hoje e precisamos apoia-lo em tudo que pudermos.

Não tenho dúvida que se não houver uma aquietação voluntária desses promotores da baderna, rumaremos muito em breve a uma situação sem retorno, a um caminho sem volta em que ou esse grupo de baderneiros desintegra o país, ou o país os desintegra.

Que Deus nos ajude e salve essa nação.

Jorge Barros, Ph.DJorge Barros, Ph.D

CEO – Brazil, SmartCity Business Am

Brasília, 09.04.2020

 

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Brazil: a nation disintegrating.

A bad example of civility for future generations and for the world: that is what we are. The Brazilian nation today disintegrates into corrosive backbiting, social irresponsibility, gratuitous animosities and autophagic iconoclasm.

I look over the wall and see what happens in other countries. Some neglected the pandemic, others were ahead of it; some have taken sensible measures, others have taken desperate measures amid collective panic over the CoronaVirus threat. The good results obtained are always directly proportional to the intelligence and wisdom that guided the decision-making processes. You see: intelligence is cognitive ability; wisdom is the correct interpretation of the available information and the implementation of a decision, in the most optimized way possible.

Yes, in any country we look at, we see people in fear; we see the population insecure and fragile. Nevertheless, we see everyone – without exception – united around helping those who need it most, seeking to find innovative solutions, seeking to manufacture new medicines, developing new vaccines and, above all, doing their utmost to make isolation compatible with maintaining the economic life of the country. Everyone is crying for their dead, it is true, but they are mainly celebrating victory for each new person who is healed and saved.

Not in Brazil. Here, people behave differently from all other countries. Here, the nation struggles with each new day that dawns, spitting gall into each other’s faces. Here, there is no search for unity, consensus or solution, but a seek to destroy any action that the authorities suggest or call for reflection. Here the daily menu is “let’s set fire to the circus”, here the target is “let’s take advantege of this mess to overthrow the president and take back the political power we lost”.

As actress Fernandinha Torres recently told Folha de São Paulo Newspaper, probably speaking on behalf of the inhabitants of Vale da Lacrolândia, hoping that many people die and there is a social upheaval that overthrows the government: “May CoronaVirus, like the Black Death in the 14th century, come to shorten the medieval obscurantism we are in, this obscurantism dressed as a liberalism in Brazil. ” (This article is blocked by PayWall. Anyone who wants to check it, do it via the web.)

Astonished and shocked, I ask: who are these people? What kind of people are these who think and act this way?

What is this strange period of inner reflection and of people’s alleged return to spirituality? Does anyone seriously believe that this country is “blessed by God”, as that song by Jorge Ben Jor used to say, in the 70s?

Who in Brazil is taking advantage of the quarantine to recover the feeling of solidarity with others, reuniting spiritually or heading back to harmonious and intimate coexistence with nature?

And finally, the question that remains to be answered: where were these people, who today enjoy distilling hate and free poison against the president, in the last two decades when the then rulers scrapped Brazil, sold our oil refineries at a price of bananas, when they shamelessly ransacked public coffers, when they gave away the tax we paid to finance corruption in other “friendly countries” like Venezuela and Cuba, when without shame in their faces they bribed the poor with official alms and unpayable credits, when they soaked the brains of our young people in universities with predatory doctrines and when they invaded our homes with television programs developed by sick minds to corrode our family, encouraging perversion and immorality?

Where were these pot beaters? Where in the last few years were these same people who today scream at a president who proposes to rescue the country from a mire that others have put it in? Were they asleep? In coma? On vacation in Jupiter? I think not.

My opinion is that it is a group of evil mediocre citizens; and evil mediocre citizens are like mushrooms: they only thrive in the mud. I think this loud and noisy minority is led – and skillfully manipulated – by the media (the corrupt and rotten part of the media), as well as by politicians who feel threatened with prosecution and imprisoned for gigantic embezzlement of public money in the recent past; these are politicians who have no alternative but to overthrow the instituted government to get rid of the yoke of justice and return to shamelessly practice all sorts of misdeeds, as they had been doing. This minority is always easely maneuvered ; they are useful innocents, invariably cowards, well-known figures. They are the ex-dear friends of the political establishment who have lost the fat breasts where they were quite used to suck in, they are contagious vagabonds who never gave a day of work for anyone and today they are starving, on the margins of the labor market. Others are people with troubled minds who take advantage of the moment of collective hysteria to dispel the unbearable anxieties that eat at them. These latter want to avenge their frustrations in the social system, they want to discount their immense repressions and give life to their ingrained inferiority complexes. They are individuals of sick minds who wish to hemopathize the grudges of their lives, blame someone for their defeats and losses, as well as try to redeem the psychosomatic cripples they have acquired for themselves, due to their own indolences or personal incompetence.

It is a nation that disintegrates. It is a country that, once sung and celebrated as happy, joyful, prosperous and happy, today succumbs to the fate of a group as insane as irresponsible, people who bet on promoting chaos and social turmoil, because they know they can no longer democratically recover the irrecoverable: the political power, the control of the economy and dominance over the means of production.

Is the current president a “sweet candy”? Is he a popular, funny, talkative or a cachaça-drinker like a recent one we had? Is the current president a polyglot, professor-doctor from foreign universities, a fine and profoundly knowledgeable person about the vernacular, as was another less recent presidente we had? No, he is nothing like that. The current president is rude, straightforward, without “breaks-in-the-tongue” and he communicates poorly. In addition, he is “tempered”, has a strong and confrontational personality. His fans say he is the ideal guy for that moment in Brazil, since no one fights miscreants with chocolate candies, flowers or white handkerchiefs. All of this is true about the president, but he does not prevaricate and I am absolutely sure that he has a love for his country; there has been no case of corruption since he took office and all his actions point to the path of decency and integrity. He is our president, he is what we have for today and we need to support him in everything we can.

I have no doubt that if there is no voluntary quieting of these riot promoters, we will soon be heading towards a point of no return, a path where either this group of rioters disintegrates the country, or the country disintegrates them.

May God help us save this nation.

Jorge Barros, Ph.DJorge Barros, Ph.D

CEO – Brazil, SmartCity Business Am

Brasília, 09th April 2020

 

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