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CAPERNAUM

 

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Capernaum  também chamado de Capharnaüm, traduzido no inglês para “Chaos (Caos)” é um filme de drama árabe libanês, escrito e dirigido por Nadine Labaki. O filme concorreu ao prêmio Palma de Ouro no Festival de Cannes 2018 e ganhou o Grande Prêmio do Júri. Na mesma premiação, recebeu uma ovação durante 15 minutos durante a estreia, em 17 de maio de 2018.

O título do filme deve-se à cidade bíblica do mesmo nome, percorrida em vida pelo Nazareno, que ficava na margem norte do Mar da Galileia, próxima de Betsaida (terra natal de Simão Pedro). Mais tarde, o nome da cidade começou a ser usado com o significado de Caos.

Resultado de imagem para capernaumO filme conta a história de Zain El Haji (na vida real um garoto que é refugiado sírio), um garoto da periferia de Beirute, com presumíveis 12 anos (nem ele nem seus pais sabem sua idade exata, já que ele, assim como seus vários outros irmãos de infortúnio, nunca tiveram um documento que precisasse a data oficial de nascimento) que cumpre uma pena de 05 anos numa prisão de menores libanesa por ter esfaqueado alguém a quem ele se refere como um “filho da p…”.

O filme inicia com Zain decidindo mover uma ação civil contra seus pais. Quando interrogado pelo juiz o motivo pelo qual estava querendo mover a ação, ele responde que “por ele ter nascido”.

A partir daí o filme é narrado em flasback formal e foca inicialmente no relacionamento de Zain e seus pais e depois no encontro dele com Rahil, uma imigrante etíope e seu filho de 01 anos, Yonas, até culminar nos eventos que originaram a prisão de Zain e na ação dele contra seus pais, por negligência e abandono infantil.

Capernaum foi rodado quase exclusivamente com um elenco de atores não profissionais, quase como num paralelo com suas vidas reais.

 

Embora alguns críticos relutem em considerar essa história como sendo algo real, a diretora, Nadine Labaki, diz que eles dizem isso porque não veem a realidade em derredor deles, e, afirma que, embora ambientado no Líbano, o filme narra uma história universal, porque “fala de crianças que não recebem os direitos mais fundamentais”, seja no mundo árabe,  na fronteira do México, quando são separadas de suas mães, ou nas favelas brasileiras”.

Acerca do conceito do filme, Nadine Labaki, diretora e também roteirista da obra, afirmou: “No final do dia, essas crianças estão totalmente pagando um preço muito alto por nossos conflitos, nossas guerras e nossos sistemas, e nossas decisões estúpidas e governos. Senti a necessidade de falar sobre esse problema, e estava pensando: “se essas crianças pudessem conversar ou se expressar, o que diriam?”. O que elas diriam a essa sociedade que os ignora?”

Mais do que um filme, Capernaum é um contundente grito de protesto e, juntamente com as imagens profundamente aviltantes de miséria mostradas pelo filme, isso fica bem claro durante a denúncia em tribunal, quando Zain manda o seguinte recado a todos os pais: “Eu quero fazer uma queixa contra meus pais. Quero dizer aos adultos que não possam criar filhos que nãos os tenham. O que eu vou lembrar? Violência, insultos ou espancamentos? Surras com correntes, canos ou com um cinto? As palavras mais amáveis que ouvi foram: sai daqui filho da p…; pedaço de lixo; a vida é uma pilha de merda, não vale mais do que o meu sapato; eu moro no inferno aqui, eu queimo como carne podre”.

 

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