Ciro José Tavares: “DE SOMBRAS”


De  onde está vindo o silêncio desses passos

despertando minha quietude debruçada na poesia? 

Ergo-me para encontrá-los e somem enigmáticos.

Quem anda tão doce sobre a terra e como o sol

passa veloz pelas vidraças das janelas, até afugentando

pássaros que se recolhem sob estrela vespertina? 

De onde chegam essas sombras parecidas

réstias de luas fugidias diante dos meus olhos?

Revela-te. Emerge do interior desse lusco-fusco,

e vem, anjo ou demônio num corpo de mulher .

São os teus receios que me abandonam no vazio?

Confessa sombra inalcançável o medo do amor.

Evola-se na escuridão a esperança de saber 

quem realmente és, e porque me atormentas.

Fico no vazio, nas mãos apenas os meus livros.

Como sombras não regressam deixo –te minha ausência no poema.

Resultado de imagem para de sombras

(Ciro  José  Tavares)  

 

http://www.selmovasconcellos.com.br/colunas/entrevistas/ciro-jose-tavares-da-silva-entrevista-no-514/

0 respostas

Deixe uma resposta

-
Sinta-se livre para contribuir!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *