,

COLE PORTER

 

Cole Albert Porter (1891 —  1964) foi um músico e compositor americano de Indiana.

Seu trabalho inclui as comédias musicais Kiss Me, Kate (1948 – baseada na peça de Shakespeare The Taming of the Shrew – A Megera Domada), Fifty Million Frenchmen e Anything Goes, bem como as músicas “Night and Day”, “I Get a Kick Out of You” e “I’ve got you under my skin”. Ele é notório pelas letras sofisticadas (às vezes vulgares), ritmos inteligentes e formas complexas. Ele é um dos maiores contribuidores do Great American Songbook.

 

 

Porter nasceu em 9 de junho de 1891 em Indiana, EUA. De família rica, começou a estudar música ainda criança. Sua mãe desejava que ele fosse um novo Mozart, e chegava a força-lo a tocar os mais diversos instrumentos. Tentando fazê-lo passar por um gênio, Kate também chegou a falsificar a certidão de nascimento, alterando-a para 1893. Antes dos dez anos o garoto já tocava violino, piano e também escrevera sua primeira opereta.  Porém, seu avô queria que ele se tornasse um advogado, e o matriculou na Universidade de Yale.

Porter trabalhava como compositor quando os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra Mundial em 1917. Ele viajou por toda a Europa, relacionando-se com alguns dos mais conhecidos intelectuais e artistas da época e tornando-se um dos membros da chamada “Geração Perdida”.

Resultado de imagem para COLE PORTEREm 1918, Porter conheceu Linda Lee Thomas, uma rica divorciada do Kentucky, oito anos mais velha que ele, com quem se casou no ano seguinte.  Ela era oito anos mais velha que ele e sofrera muito em seu relacionamento anterior. Porter, por sua vez, era homossexual, e embora não pudesse assumir isso publicamente, era reconhecido por todos do meio. Juntos viveram entre Paris, Nova York e Hollywood, mantendo uma vida glamourosa por mais de 30 anos. Isso não impediu que o compositor mantivesse seus casos extra-conjugais. Os encontros ocorriam geralmente em casas de encontro, e muitas vezes de maneira indiscreta, o que irritava profundamente Linda, que engravidou e chegou até a abortar uma vez. Com isso, chegaram a se separar, mas logo retornaram. O provável é que fossem muito amigos e mantivessem uma parceria e amizade.

Foi através de Linda que ele conheceria grandes nomes da época. Em festas organizadas por ela, Porter conheceria o pintor Picasso, o bailarino Nijunsky e o escritor F. Scott Fitzgerald. Dentre os amores mais conhecidos do compositor estão o poeta Boris Kochno, Howard Sturges e o arquiteto Ed Tauch (para quem ele dedicou “Easy to love”). Porter, que não teve filhos, deixaria parte de seus direitos autorais para os filhos de Ray Kelly, que também teria sido seu amante.

Diferente de alguns de seus contemporâneos, como George Gershwin e Irving Berlin, Porter não fez sucesso imediato na Broadway. No entanto, nascido e casado na riqueza, ele não sofreu com falta de dinheiro e estabeleceu-se fora de sua terra, os Estados Unidos, durante praticamente todos os anos 1920, vivendo uma vida de luxo na Europa. Apesar disso, Porter não ficou ocioso e continuou a escrever. Muitas dessas canções tornaram-se sucessos depois.

Porter reintroduziu-se na Broadway com o musical “Paris” (1928), onde aparece um dos seus grandes sucessos, “Let’s Do It (Let’s Fall in Love)”. O próximo show, “Fifty Million Frenchmen” (1929), incluía vários números populares, dos quais faziam parte “You Do Something to Me” e “You’ve Got That Thing”. Finalizando a década, estreou em 30 de dezembro de 1929 “Wake Up and Dream”, com uma partitura que incluía a música “What Is This Thing Called Love?”

Os anos 1930 começaram com a revista “The New Yorkers” (1930), incluindo a canção “Love For Sale”. A letra desta música foi considerada forte demais para as rádios, mas tornou-se um padrão posteriormente. A seguir, veio o último show teatral de Fred Astaire, “Gay Divorce” (1932). Nele apareceu aquele que talvez seja o maior sucesso de Cole Porter, “Night and Day”.

Em 1934, Porter escreveu aquele que, para muitos, é seu melhor trabalho no período, “Anything Goes” (1934). Suas canções incluíam “I Get a Kick out of You”, “All Through the Night”, “You’re the Top”, “Blow, Gabriel, Blow” e a canção-título. Durante anos, os críticos compararam muitos de seus shows – desfavoravelmente – a este. “Anything Goes” marcou também a estreia da cantora Ethel Merman em shows de Porter, tendo atuado em cinco de seus musicais.

Resultado de imagem para COLE PORTER“Jubilee” (1935), escrita com Moss Hart durante um cruzeiro pelo mundo, não foi um grande sucesso, mas lançou duas músicas que hoje fazem parte do cancioneiro americano — “Begin the Beguine” e “Just One of Those Things”. “Red Hot And Blue” (1936), estrelado por Merman, Jimmy Durante e Bob Hope, introduziu “It’s De-Lovely”, “Down in the Depths (on the Ninetieth Floor)”, e “Ridin’ High”.

Porter também escreveu para Hollywood, incluindo a partitura para “Born To Dance” (1936), lançando “Easy to Love” e “I’ve Got You Under My Skin” e “Rosalie” (1937), lançando “In the Still of the Night”. Além disso, compôs a música de cowboy “Don’t Fence Me In”, para um filme de 1930, nunca produzido, que só obteve sucesso quando Roy Rogers e Bing Crosby & The Andrews Sisters a lançaram, nos anos 1940.

Porter continuava a viver a vida em grande estilo, em grandes festas, com grandes e famosos amigos. Na verdade, algumas de suas letras mencionam seus amigos da época.

Então, em 1937, um acidente a cavalo quebrou suas duas pernas e deixou-o com dores crônicas e severamente incapacitado. Os médicos aconselharam sua esposa e sua mãe a amputar sua perna direita e, eventualmente, a esquerda, mas elas não concordaram. Porter submeteu-se a mais de 30 cirurgias nas pernas e sofreu dores constantes pelo resto da vida. Durante esse período, o número de operações levou-o a grave depressão. Foi uma das primeiras pessoas a experimentar a terapia de eletrochoque.

Apesar da dor, Porter continuou a escrever musicais de sucesso. “Leave It to Me!” (1938) (apresentando Mary Martin cantando “My Heart Belongs to Daddy”), “DuBarry Was a Lady” (1939), “Panama Hattie” (1940), “Let’s Face It!” (1941), “Something for the Boys” (1943) e “Mexican Hayride” (1944) foram todos sucesso. Esses shows incluíam canções como “Get Out of Town”, “Friendship”, “Make It Another Old-Fashioned Please” e “I Love You”. No entanto, para muitos críticos, suas músicas estavam se tornando menos mágicas e, após dois fracassos, “Seven Lively Arts” (1944) (que incluía o sucesso “Ev’ry Time We Say Goodbye”) e “Around The World” (1946), muitos consideraram que seu melhor período havia terminado.

Em 1948, Porter fez seu grande retorno ao sucesso, escrevendo aquele que, para muitos, foi seu show de maior sucesso, “Kiss Me, Kate”. A produção ganhou um Tony Award de Melhor Musical e Porter o prêmio de Melhor Compositor e Letrista. O repertório — geralmente considerado o seu melhor — incluía “Another Op’nin’ Another Show”, “Wunderbar”, “So In Love”, “We Open in Venice”, “Tom, Dick or Harry”, “I’ve Come to Wive It Wealthily in Padua”, “Too Darn Hot”, “Always True to You in My Fashion” e “Brush Up Your Shakespeare”. Porter voltava ao topo.

Apesar de o show seguinte — “Out Of This World” (1950) — não ter sido um grande sucesso, o posterior, “Can-Can” (1952), apresentando “C’est Magnifique” e “It’s All Right with Me”, foi um grande hit. Sua última produção para a Broadway, “Silk Stockings” (1955), lançando “All of You”, foi também bem sucedida.

Resultado de imagem para COLE PORTERApós seu acidente, Porter continuou também a trabalhar para Hollywood, escrevendo as partituras para dois filmes de Fred Astaire, “Broadway Melody of 1940” (1940) com Eleanor Powell, incluindo as músicas “I Concentrate on You”, e “You’ll Never Get Rich” (1941). Mais tarde compôs as músicas para o filme “O Pirata” (1948), com Gene Kelly/Judy Garland. O filme deu prejuízo, apesar de apresentar a música “Be a Clown” (cujos “ecos” curiosamente se fazem presentes na música “Make ‘Em Laugh”, apresentada por Donald O’Connor no musical “Cantando na Chuva” (Singin’ in the Rain) de 1952). “Alta Sociedade” (High Society) (1956), estrelado por Bing CrosbyFrank Sinatra e Grace Kelly, trouxe o último sucesso de Cole Porter, “True Love”. Escreveu também canções para o musical “Les Girls” (1957) com Gene Kelly. Sua última partitura foi para um especial de TV da CBS, Aladdin (1958).

Após uma série de úlceras e 34 operações, sua perna direita teve de ser amputada e substituída por uma prótese mecânica em 1958. A amputação sucedeu-se à morte de sua mãe em 1952 e ao fim da batalha de sua esposa contra um enfisema, em 1954. A sucessão de reveses combinados mostrou-se forte demais para Porter. Ele não escreveu mais nenhuma canção após 1958 e passou seus últimos anos em relativa reclusão.

Cole Porter morreu de falência renal, aos 73 anos em Santa Mônica, Califórnia, e foi enterrado no Mount Hope Cemetery em sua cidade natal, entre os túmulos de sua mãe e sua esposa.

 

Resultado de imagem para ele nunca disse que me amava

 

No Brasil, a dupla, Charles Möeller & Claudio Botelho escreveu um dos musicais brasileiros de maior sucesso de todas as épocas, denominado “Cole Porter – Ele Nunca Disse Que me Amava”, sobre a vida e obra deste que é um dos maiores artistas de todos os tempos: o compositor norte-americano Cole Porter (1891-1964).

O musical estreou inicialmente em 2000 para uma curta temporada, mas fez tanto sucesso e se tornou um marco tanto na carreira da dupla, quanto na história dos musicais brasileiros, que permaneceu dez meses com lotação esgotada no Café Teatro de Arena (RJ), e permaneceu por quatro anos em cartaz, entre diversas temporadas no Rio, São Paulo e Portugal.

Agora em 2019, quase 20 anos depois, a dupla Möeller & Botelho, atendendo a muitos pedidos, remontou o musical com algumas modificações.

No espetáculo, são interpretadas mais de 30 canções que pontuam sua trajetória. Não há uma preocupação cronológica na apresentação dessas canções, elas estão entrelaçadas a partir do contexto da ação teatral. Além de sucessos, indispensáveis aos fãs do artista, como Night and Day, So in Love, I Get a Kick out of You, Everytime We Say Goodbye, I´ve Got You Under My Skin, Love for Sale e Let´s Do It, o público conhecerá algumas composições não tão famosas, praticamente inéditas no território nacional.

O luxo e o glamour fizeram parte da vida de Cole Porter. Seu estilo de vida também influenciava suas músicas, sempre repletas de um toque de elegância e sofisticação. O estilo Porter enriqueceu muitos musicais com suas melodias geniais. Foram mais de 800 canções, sendo que pelo menos 100 se tornaram imortais em filmes.

 

Fonte:  Wikipédia  COLE  PORTER  

 

 

0 respostas

Deixe uma resposta

-
Sinta-se livre para contribuir!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *