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DESIGUALDADE DAS RIQUEZAS

 

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No mesmo mês em que o Cults divulga o Espiritismo Kardecista, nada mais oportuno do que trazer à luz do conhecimento geral uma das passagens mais esclarecedoras da doutrina cristã reciclada pelo espíritos de Luz sobre um dos temas mais controversos da atualidade: a desigualdade das riquezas e sua implicação nas ideologias ou doutrinas que pretendem oferecer uma melhor solução a tal questão, no nosso Plano.

Que o mundo vive tempos conturbados no plano das ideias, não é novidade para ninguém. Seja no Brasil e na América Latina, na Europa, ou nos Estados Unidos, com a expansão das redes sociais – que, para o bem ou para o mal, vieram estabelecer um novo padrão de interação entre as pessoas -, observamos concomitantemente uma explosão de informações sendo difundidas e sendo levadas de pronto ao conhecimento geral, inclusive chegando a determinar e alterar as formas como se estruturam os governos das nações.

Disso resultou que a guerra de ideias e as decisões que orientavam a vida de todos os cidadãos, que outrora eram confinadas aos subterrâneos do Poder e sujeitas aos ditames e caprichos de uns poucos, “supostamente” nomeados para fazer valer a vontade das maiorias, passassem a ser travadas na superfície, sob os olhares e a vigilância acirrada de milhões de pessoas.

Hoje, ficou muito mais difícil trilhar o caminho do equívoco ou até da mistificação e do engodo por muito tempo, a que éramos sujeitos num passado não tão distante. Ou pelo menos imaginar que se poderia permanecer em tal trilha amparado pelas sombras do anonimato ou da eventual dúvida, pois o acesso à informação e à maior visibilidade dos fatos comprovados e as ocorrências registradas quase que instantaneamente em quase todos os pontos do planeta são atributos deixados ao alcance de quase todos os que assim desejarem. Só permanece na desinformação quem assim deseja.

Sem dúvida, um avanço extraordinário no rumo da verdadeira democracia, idealizada por nossos ancestrais atenienses, muitos séculos atrás, e aprimorada constantemente em saltos evolutivos, em mais uma demonstração explícita de que, embora confrontados e retardados pelas forças sombrias existentes em todos os planos de existência – como sempre foram, aliás –  os desígnios da Luz, do Progresso e da Harmonia neste plano, jamais deixaram de seguir seu curso ascendente.

Nesse sentido, fica mais fácil e transparente separar o trigo do joio, por mais que alguns ainda tenham dificuldade em distingui-los claramente ou que ainda persista a intenção explícita de confundir os entendimentos, por parte de alguns outros.

Numa época em que vemos alguns segmentos da Igreja Católica – e, pelo que consta, amparados por algumas atitudes dúbias do atual representante máximo da Igreja Romana – e outros segmentos ligados ao cristianismo, por exemplo, fazerem a defesa de ideologias visceralmente opostas – e opositoras – aos preceitos do Cristo, como é o caso do Socialismo Marxista, em nome de uma pretensa afinidade pastoral, é mais do que oportuno reproduzir o texto contido no “Evangelho segundo Kardec”, sabidamente um eco e um esclarecimento das palavras do representante maior do Cristianismo, Jesus, trazidos pelos depoimentos de vários arautos da Luz e reverberados pelos principais porta-vozes da Doutrina Espírita, que desautorizam veementemente a convivência entre esses dois credos – cristianismo e comunismo –  sob a mesma “batina” e derrubam por terra, inapelavelmente, qualquer argumento “supostamente pastoral” com os quais se pretenda avalizar o fundamento equivocado do Socialismo Marxista, baseado numa utópica e sempre abortada igualdade:

 

DESIGUALDADE  DAS  RIQUEZAS

 

 

“A desigualdade das riquezas é um desses problemas que se procura em vão resolver, se não se considera senão a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que todos os homens não são igualmente ricos? Não o são por uma razão muito simples: é que eles não são igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem moderados e previdentes para conservar.

Aliás, é um ponto matematicamente demonstrado que a fortuna, igualmente repartida daria a cada qual uma parte mínima e insuficiente; que, supondo-se essa repartição feita, o equilíbrio estaria rompido em pouco tempo e pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, cada um tendo apenas do que viver, isso seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e o bem-estar da Humanidade; que, supondo-se que desse ela a cada um o necessário, não haveria mais o equilíbrio que compele às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em certos pontos é porque daí ela se derrama em quantidade suficiente segundo as necessidades.

Admitindo isso, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos. Aí está mais uma prova da sabedoria e da bondade de Deus: dando ao homem o livre-arbítrio, quis que ele alcançasse, por sua própria experiência, a distinção do bem e do mal, e que na prática do bem fosse o resultado dos seus esforços e de sua própria vontade. Ele não deve ser conduzido fatalmente nem ao bem nem ao mal, sem o que não seria senão um instrumento passivo e irresponsável, como os animais, ditos irracionais.

A fortuna é um meio de prová-lo moralmente, mas como ao mesmo tempo é um poderoso meio de ação para o progresso, Deus não quer que ela fique muito tempo improdutiva e, por isso, a desloca incessantemente. Cada um deve possuí-la para experimentar servir-se dela e provar o uso que dela sabe fazer; mas, como há a impossibilidade material de que todos a tenham ao mesmo tempo; que, aliás, se todo o mundo a possuísse, ninguém trabalharia e o aprimoramento do globo com isso sofreria, cada um a possui a seu termo: quem não a tem hoje, já a teve ou terá numa outra existência, e quem a tem agora, poderá não tê-la amanhã. Há ricos e pobres, porque Deus sendo justo, cada um deve trabalhar a seu turno; a pobreza é para uns a prova de paciência e de resignação; a riqueza é para outros a prova de caridade e abnegação.

Deploram-se, com razão, o lamentável uso que certas pessoas fazem de sua fortuna, as ignóbeis paixões que a cobiça provoca e pergunta-se: Deus será justo dando a riqueza a tais pessoas? É certo que se o homem não tivesse senão uma existência, nada justificaria essa repartição desigual dos bens da Terra; mas, se em lugar de limitar a visão à vida presente, se considerar o conjunto das existências, ver-se-à que tudo se equilibra com justiça. O pobre, pois, não tem mais motivo para acusar a Providência, nem para invejar os ricos e os ricos não têm mais por que se glorificar pelo que possuem. Se dela abusam, não será com decretos, nem com leis suntuárias que se remediará o mal: as leis podem momentaneamente mudar o exterior, mas não podem mudar o coração; por isso, elas não têm senão uma duração temporária e são sempre seguidas de uma reação mais desenfreada.

A fonte do mal está no egoísmo e no orgulho; os abusos de toda a espécie cessarão por si mesmos quando os homens se regrem pela Lei da Caridade”

 

(“O Evangelho segundo Espiritismo” – Capítulo XVI – Não se pode servir a Deus e a Mamon – Desigualdade das Riquezas)

 

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