Destino – Uma perspectiva sobre liberdade e o livre-arbítrio segundo Sri Aurobindo

 

Aurobindo Akroyd Ghosh ou Ghose (em bengali: অরবিন্দঘোষ Ôrobindo Ghosh), (Calcutá, 15 de agosto de 1872 –Puducherry,  5 de dezembro de 1950), mais tarde conhecido como Sri Aurobindo (em bengali: শ্রীঅরবিন্দ Sri Ôrobindo), foi um nacionalista, lutador pela liberdade, filósofo, escritor, poeta, yogue, e guru indiano. Ele se uniu ao movimento pela independência da Índia do controle colonial da Índia Britânicae, por alguns anos, foi um de seus principais líderes, antes de desenvolver sua própria visão do progresso humano e evolução espiritual. Segundo ele, a liberdade e o livre-arbítrio incluem outras questões como determinismo, pré-determinismo, controle, individualidade, destino e mesmo o paradigma quântico. O pequeno trecho abaixo, que não contém grandes explicações mas é uma amostra concisa da importante visão de Aurobindo, e faz parte de seu livro “Letters on Yoga”, um compêndio das cartas que o professor escrevia em resposta a seus alunos, principalmente nos Anos 30 — a transcrição está no volume 1, seção 9 – “Fate and Free-Will, Karma and Heredity, etc”.

 

“Destino, no sentido rígido, aplica-se apenas ao ser exterior enquanto ele vive na ignorância. O que chamamos de destino é na verdade apenas o resultado da condição presente do ser e da natureza das energias que foram acumuladas no passado, agindo umas nas outras e determinando o esforço presente e os resultados futuros. Mas, assim que se entra no caminho da vida espiritual, esse velho e predeterminado destino começa a regredir. Aí aparece um novo fator, a Graça Divina, a ajuda de uma Força Divina mais alta do que a força do Karma, que pode elevar o buscador para além  das possibilidades presentes da sua natureza. O próprio destino espiritual é então a eleição divina que sedimenta o futuro. A única dúvida está sobre as vicissitudes do caminho e o tempo que leva na passagem. É aqui que as forças hostis agindo sobre as fraquezas da natureza passada lutam para evitar a rapidez do progresso e postergam a realização. Aqueles que caem, caem não por causa dos ataques das forças vitais, mas porque eles mesmos se alinham  com as forças hostis e preferem a ambição ou o desejo vital (cobiça, vaidade, luxúria, etc…) ao avanço espiritual”

 

(SRI  AUROBINDO    –   em  “Letters on Yoga vol. I”)

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