Mais  um  dos  tantos  talentosos  artistas  que  adotam  nomes artísticos que remetem a  coletivos,  Maps  é  como  é  conhecido  o  inglês  James Chapman, que  no curto espaço de pouco  mais de 06  anos  vem  construindo uma das  mais  promissoras  carreiras  no  vasto, volátil e  concorridíssimo  meio  musical  indie. Sinônimo  do  que  de  melhor  vem sendo  feito   nessa  zona  musical  tênue  que  separa – ou  une, se  preferirem  –  rock  e eletrônica, o  inglês, à  semelhança  do  californiano  que  atende  pelo  nome  de    Baths ( Disco  do  mês de  Junho  2013 ) vem desenvolvendo  um  trabalho  de  ponta  desde  que  surpreendeu  fãs  e  a  crítica  especializada  quando  lançou  em  2007 “ We  can Create” ,  seu  álbum de  estreia  e  que  entrou  de  cara  na  lista  de  Melhores  do  Ano .

“Vicissitude”, seu  terceiro  trabalho,  parece  trazer  um  retorno  à  fonte solar  de  seu  primeiro  trabalho,  depois  da  obscuridade  e  desolação  um  tanto  ou  quanto  confusa  de  “Turning the Mind”   de  2009, com seus  arranjos  inovadores  e  luxuosos  cobrindo  um  espectro  de  excelentes  melodias  que  vão  do  “dance”  e  da  eletrônica  “soft”   e  sofisticada  ao  “electrogaze” e  até  a ecos  de  algo  que  poderia  ser  classificado vagamente  como “lounge”.

O disco tem um início avassalador  com  “A.M.A.”, com  tudo  pra  incendiar  as  pistas  de  dança  do  verão  no  hemisfério  norte, e  que  emenda no  mesmo pique  com “Built to Last”; segue-se  a  quase  balada de puro charme  de “You Will find a way” e  a  música de  trabalho,  “I heard them say”; o disco entra  em  um  campo, digamos assim,  mais  experimental, mas  nem por isso  menos  inspirado, para encerrar calmamente e quase  reflexivo, em “Adjusted to the darkness” .  indubitavelmente  um  dos  grandes   discos  deste  ano!!!!

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *