DISCO DO MÊS DE \MARÇO 2019

ANDREW  BIRD  –  “My finest work yet”

 

 

O assovio introdutório e característico já prenuncia que teremos de fato um grande disco, como prega o título do novo trabalho desse cantor, compositor e multi-instrumentista norte-americano nascido em Chicago.

Na estrada desde 1996, Andrew Bird chega a seu décimo primeiro trabalho, este  auto declarado “My finest work yet” (Meu melhor trabalho até agora)  atingindo a plenitude de sua maturidade artística.

Após várias experimentações em álbuns que tiveram os cenários mais improváveis, como o álbum acústico gravado num celeiro, outro, instrumental, gravado no fundo de um “canyon” e ainda um outro gravado no meio de um rio, o músico retorna à irreverência sombria e melancólica de seus trabalhos mais aplaudidos, sempre fazendo uso de uma multiplicidade de instrumentos pouco usuais, que incluem desde o já citado assovio, o violino, o bandolim e o “glockenspiel”.

Idiossincrasias de um músico imensamente talentoso que nos traz de fato o melhor de si em faixas como “Bloodless” (o single de trabalho), em “Olympians”, na belíssima balada “Cracking Codes”, na sedução que nos transporta ao universo inconfundível dele, presente em “Proxy War”  e no manifesto choroso de “Manifest”, que conta inclusive com a colaboração vocal de alguns pássaros. Os próprios.

Enfim, um disco belíssimo de audição extremamente agradável e obrigatória para quem cultiva música popular de boa estirpe.

 

p.s. este disco foi escolhido como o melhor do mês do Cults em conjunto com meus bons amigos do Indie Manaus, Eder, MOF e Valdo. Feras que prestigiam a boa música. Gratidão!

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