Disco do Mês de Setembro 2010: Robert Plant – “Band of Joy”

 

 

 

 

 

 

Por mais que os fãs puristas do espetacular e saudoso Led Zeppelin – para mim o maior grupo de rock de todos os tempos, depois dos Beatles, claro….mas esses estão fora de qualquer páreo comparativo na história do rock – torçam o nariz para os novos rumos tomados pelo extraordinário vocalista do Zep, a grande verdade é que Robert Plant se reinventou em grande estilo nos últimos dois trabalhos por ele lançados.

 Após vários álbuns individuais excelentes – em carreira solo muito bem sucedida, logo após a dissolução do Led Zeppelin – mas que poderiam perfeitamente ser catalogados como uma continuação do estilo de seu grupo famoso, ele surge em 2007 com o projeto “Raising Sand” em dueto com a cantora “country” de “bluegrass”, Alison Krauss, pelo qual eles ganharam 5 Grammys.

 Neste novo projeto, que consolida e amplia as diretrizes abertas pelo trabalho anterior, a principal colaboradora e vocalista convidada passa a ser Patty Griffin, também compositora e pianista de muito sucesso nos States. Band of Joy, o nome do novo trabalho de Sir Robert Anthony Plant, é curiosamente o nome da banda que ele tinha com o fabuloso baterista John “Bozo” Bonham, antes de ambos passarem a integrar o Zep; constituído apenas de covers, que vão de Low a Los Lobos e a Richard Thompson, do saudoso Fairport Convention, o disco explora as várias vertentes de rock de raiz, rockabilly, blues, folk e até bluegrass, com a costumeira excelência e profissionalismo de Plant, secundado por um time de músicos em que o nome mais cintilante é o do guitarrista Buddy Miller, também co-produtor, juntamente com a lenda do country, T. Bone Burnett.

No meu entender todas as músicas recebem um tratamento excepcional, mas se tivesse que escolher minhas favoritas, certamente ficaria com a maravilhosa releitura de “Monkey”do Low e com as ótimas faixas “The only sound that matters”, “House of cards” e “Angel dance”, com seus toques orientais, ainda uma reminiscência do legado do Zep. Mas, para ser honesto, todas as faixas merecem ser escutadas e repisadas atentamente várias vezes, neste que já é sem dúvida candidato ao título de melhor disco do ano. É …. os coroas do rock estão podendo mesmo!

 

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