Sem sombra de dúvida, este é um dos mais previsíveis grandes discos lançados este ano! Tendo iniciado sua carreira em 1990 com o nome SMOG, o americano de Maryland, Bill Callahan, lançou 13 ótimos trabalhos – dos quais se destacaram “ Red apple falls` de 1997, “ Knock Knock” de 1998, “ Dongs of Sevotion” de 2000 e “ Supper” de 2003 – e contribuiu em larga escala para popularizar o gênero “ lo-fi” ou sad core, tornando-se um dos maiores referenciais do gênero; com um estilo de música profundamente introvertido (para não dizer francamente depressivo), quase sempre consistindo de estruturas musicais simples e repetitivas em contínua e suave progressão, as músicas do Smog desfilavam tristes e irônicas odes poéticas em temas do cotidiano.

Em 2007 Bill Callahan decidiu assumir o nome próprio e lançou seu primeiro disco “ Woke on a whaleheart”,  já com características mais leves e mais líricas em relação aos trabalhos lançados pelo Smog, diretrizes que foram ampliadas em “ Sometimes i wish we were an eagle” de 2009 e, sobretudo, em “ Apocalypse” de 2011, disco que lhe granjeou entusiásticos elogios de crítica e de público e que constou de 9 em 10 das Listas de Melhores Lançamentos daquele ano; perante tal currículo, não é de admirar, portanto, que “ Dream River”, seu mais recente lançamento, fosse aguardado com tamanha expectativa! E sem dúvida o condensado e econômico “ Dream River”supera as melhores expectativas, trazendo-nos 08 concisas e fantásticas composições no melhor estilo de Callahan!

Um disco amadurecido,reflexivo e “ viajante” como  um verdadeiro Rio de Sonhos poético, com belíssimas melodias sempre emolduradas pela inconfundível voz de barítono do compositor americano. O disco é extremamente coeso e, como em qualquer escolha pessoal, é no mínimo subjetivo apontar destaques num disco que só tem destaques e em que se constata o capricho e o bom gosto nas orquestrações delicadas, mas é impossível não citar a ode à Primavera de “Spring”, a sinuosa e sensual “Javelin Unlanding” e sobretudo “Winter Road” que encerra o  disco, desde já a música mais linda que  pude  escutar este ano…verdadeiramente empolgante e um disco para rodar na “vitrola” por  dias e dias seguidos!!! Nem consigo imaginar o que se seguirá na trajetória de Bill Callahan, após esta verdadeira “masterwork” que é “Dream River”

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