Edward Kennedy “Duke” Ellington (1899 — 1974) foi um compositor de jazz, pianista e líder de orquestra estadunidense eternizado com a alcunha de “The Duke” e distinguido com a Presidential Medal of Freedom (condecoração americana) em 1969 e com a Legião de Honra (condecoração francesa) em 1973, sendo ambas as distinções as mais elevadas que um civil pode receber. Foi ainda o primeiro músico de jazz a entrar para a Academia Real de Música de Estocolmo, e foi honoris causa nas mais importantes universidades do mundo.

 

 

A música de Duke Ellington foi uma das maiores influências no jazz desde a década de 1920 até à de 1960. Ainda hoje suas obras têm influência apreciável e é, por isso, considerado o maior compositor de jazz americano de todos os tempos. Entre os seus muitos êxitos encontram-se “Take the A Train” (letra e música por Billy Strayhorn), “Satin Doll”, “Rockin’ in Rhythm”, “Mood Indigo”, “Caravan”, “Sophisticated Lady”, e “It Don’t Mean a Thing (If It Ain’t Got that Swing)”. Durante os anos 20 e 30, Ellington partilhava frequentemente seus créditos de compositor com seu manager Irving Mills, até que no final dos anos 30 desentenderam-se. Billy Strayhorn passou a ser o colaborador de Ellington (nem sempre creditado como tal) desde 1940 até à sua morte nos anos 70.

Como ambos os pais tocavam piano, Duke começou a ter lições de piano aos sete anos, a sua dedicação e esforço possibilitaram-lhe começar a atuar como profissional aos 17.

Um de seus ídolos foi o grande Fats Waller. Mestre no piano, ele foi um de seus grandes incentivadores e fundamental nos primeiros anos de Ellington em Nova Iorque. Na Big Apple (apelido dado à cidade pelos músicos de jazz), Ellington entra em contato com sons novos, diferentes do ragtime ouvido em Washington. Passa a ouvir os pianistas de stride do Harlem, assim como o som melodioso e swingado de Sidney Bechet e Louis Armstrong.

Quando em 1927, ainda atuando em Nova Iorque lhe foi oferecido o lugar de banda residente no Cotton Club, o clube do Harlem de maior nome, a “Duke Ellington and his Jungle Band” tornaram-se conhecidos em nível nacional graças às emissões de rádio que se faziam regularmente a partir do clube.

Aqui, Ellington teve a oportunidade de escrever música de vários estilos. Fazendo experiências na tonalidade, puxando os trompetes a notas muito agudas e usando o efeito “wah-wah“, buscando também os efeitos do saxofone. Quando abandonou o Cotton Club, em 1931, era uma das maiores estrelas negras da América, gravando regularmente para várias companhias discográficas e aparecendo em filmes. Ellington continuou a viajar com a sua banda pelos Estados Unidos e Europa, fazendo ainda uma digressão por muitos outros países nos anos 60.

Durante toda a sua vida gostou de fazer música experimental (em busca de novas sonoridades), gravou com John Coltrane e Charles Mingus e ainda com a sua dotada orquestra. Nos anos 40 a banda atingiu um pico criativo, quando escreveu para orquestra a várias vozes e com uma criatividade tremenda. Alguns dos seus músicos, como Jimmy Blanton, transformaram o jazz durante o curto período que tocaram com Ellington.

Mesmo com a saída dos músicos e a diminuição da popularidade do swing, Ellington continuou a encontrar aberturas, novas formas e novos parceiros. Ele compunha frequentemente de forma similar à música clássica, como em “Black, Brown and Beige” (1943), e “Such Sweet Thunder” (1957), baseado em Shakespeare. Sua composição “Diminuendo and Crescendo in Blue” com tremenda atuação de Paul Gonsalves em 1956 no Newport Jazz Festival aumentou muito a sua fama.

Também compôs para filmes, o primeiro dos quais Black and Tan Fantasy (1929), e também para Anatomy of a Murder (1959) que contava com a participação de James Stewart, e onde Ellington apareceu como líder de orquestra, e ainda Paris Blues (1961), no qual Paul Newman e Sidney Poitier apareciam como músicos de jazz.

Apesar do seu trabalho posterior ser ofuscado pelo brilho da sua música do início dos anos 40, Ellington continuou a inovar, por exemplo com The Far East Suite (1966) e The Afro-Eurasian Eclipse (1971), até ao fim da sua vida. Este período da sua vida está sendo cada vez mais analisado, visto ter-se agora uma percepção de quão criativo foi Ellington até ao final.

Ao longo de seus 50 anos de carreira musical, Duke Ellington cultivou o jazz com sua grande orquestra (big band). Em 1969, quando o free jazz e o fusion estavam na moda, sua atuação no festival de jazz de Berlim, por ocasião de seu 70.º aniversário, teve um grande sucesso, demonstrando que o público ainda gostava do seu estilo, bastante original. Ellington fazia arranjos em suas melodias mais populares (Sophisticated Lady, Mood Indigo) em função do talento dos diferentes músicos que compunham sua orquestra. Muitas das canções incluídas no repertório da orquestra de Duke Ellington foram compostas por seus músicos, como Take the A Train, de Billy Strayhorn. Entre os grandes nomes do jazz que tocaram com o Duke estiveram Johnny HodgesBubber MileyJoe “Tricky Sam” NantonBarney BigardBen WebsterHarry CarneySonny GreerOtto Hardwick, e Wellman Braud. Muitos músicos permaneceram ao lado de Ellington durante décadas.

Em 1947, por ocasião do centenário da Libéria, compôs a Liberian Suite e, por encomenda de Arturo Toscanini, Harlem, peça para orquestra de jazz e orquestra sinfônica. Após sua morte, aos 75 anos, seu filho Mercer assumiu a direção da orquestra.

Ellington foi nomeado para o Prémio Pulitzer de Música em 1965, mas foi recusado, ao que reagiu dizendo: “O destino tem sido gentil comigo. O destino não quer que eu seja famoso demasiado cedo.”

Duke Ellington faleceu a 24 de Maio de 1974 e foi enterrado no Cemitério de Woodlawn, no Bronx em Nova Iorque. Um grande memorial a Duke Ellington criado pelo escultor Robert Graham foi-lhe erigido em 1997 no Central Park, Nova Iorque, próximo do cruzamento da Quinta Avenida com a 110th Street, uma intersecção chamada Duke Ellington Circle. Em Washington D.C. existe uma escola dedicada à sua honra e memória, a The Duke Ellington School of the Arts, onde se ensinam estudantes promissores, que ponderam seguir carreira no mundo das artes, através de programas fortes e de estudo intenso no sentido de preparar os estudantes para a educação pós-secundária e/ou as suas carreiras profissionais.

 

 

Fonte complementar de pesquisa: Wikipedia  Duke Ellington

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  1. […] na bateria por talentos como Sonny Greer, também de New Jersey e que se tornou o baterista de Duke Ellington em 1919. Assim, ele continuou no piano e passou a tocá-lo exclusivamente a partir dos 15 anos. […]

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