EM PROJETO DE LEI O DEPUTADO EDUARDO BOLSONARO PROPÕE A CRIMINALIZAÇÃO DO COMUNISMO

 

Respondendo a um comentário de um contato virtual que manterei no anonimato, no qual indaga, “E onde fica a Democracia e a liberdade e os direitos do cidadão? O que é isto uma ditadura, um regime nazista?, a respeito do Projeto de Lei do Deputado Eduardo Bolsonaro que propõe a criminalização do comunismo, tenho as seguintes observações:

Democracia, liberdade de expressão e os direitos do cidadão existem, MAS TERMINAM ONDE COMEÇAM OS DOS OUTROS.

Democracia e a Liberdade de Expressão são um direito inalienável de cada cidadão e acredito que cada cidadão tem o direito a qualquer escolha que faça. Mesmo que tal liberdade seja estendida a doutrinas sabidamente funestas como o nazismo, o marxismo, a ideologia de gêneros e as doutrinas supremacistas e racistas. Mesmo que tal liberdade seja estendida a qualquer tipo de raça, credo, sexo ou sexualidade, sejam elas majoritárias ou minoritárias. Isso é absolutamente irrelevante, pois o respeito às diferenças é um princípio básico do nosso aprendizado humanitário  E ninguém tem nada a ver com as escolhas alheias, sejam elas quais forem, DESDE QUE ESSAS ESCOLHAS NÃO ATROPELEM, PREJUDIQUEM OU FIRAM MALEVOLAMENTE AS ESCOLHAS ALHEIAS. Porque, nesse caso termina a Democracia e começam a Anarquia e o Caos.

E, apenas para ficarmos no exemplo do marxismo que foi a origem deste post, uma ideologia sabidamente nefasta e que tem a pretensão expressa de fanatizar, doutrinar, destruir e corromper todos os valores da nossa sociedade – valores que nos foram arduamente legados por nossos ancestrais mais iluminados – como pudemos observar na prática em nosso país, ao longo de muitos anos de jugo socialista/marxista e da livre disseminação de suas teorias nos principais palcos de formação de nossa cultura (Universidades, Mídia, Formadores de Opinião, etc…) juntamente com a repressão absoluta a tudo que a elas se opunha, e que teve os resultados terríveis que todos estamos experimentando e colhendo, dá para afirmar sem margem a qualquer dúvida que continuar permitindo que uma ideologia dessas continue agindo livremente e continue prejudicando e levando o horror e a desgraça a toda uma nação em nome de uma “pretensa” Democracia – que nada mais é do que Anarquia e Caos – revela apenas deplorável confusão mental.

De forma que repito ENFATICAMENTE: não sou favorável a perseguir ou punir ninguém por suas crenças pessoais, sejam elas quais forem, MAS, sou totalmente favorável a cercear radicalmente a atuação doutrinadora e destruidora da ideologia marxista, SIM. Repetindo, aliás, o que já é feito em países mais experimentados em lidar com esses agentes das Trevas e do Caos. Isso é, aliás, algo que venho defendendo há alguns anos e transformei num livro, “A Ideologia das Trevas”, editado pelo Chiado Books e disponível para venda pelos sites da Chiado, da Americanas, da Livraria Cultura, da Livraria Martins Fontes e da Submarino, no qual aprofundo um pouco mais esses conceitos.

https://www.chiadobooks.com/livraria/a-ideologia-das-trevas

Caso alguém continue discordando, sugiro então, em nome dessa mesma Democracia de que pretende ser porta voz, que, defenda também a disseminação e a doutrinação livre de ideias nazistas, racistas e supremacistas em nosso país. Afinal, sabemos que em matéria de letalidade, periculosidade e nocividade comprovadas, o marxismo nada fica devendo às demais citadas. Muito pelo contrário. Estão aí todos os resultados e estatísticas que comprovam isso inequivocamente. Sejamos coerentes, então. Da mesma forma, em nome da coerência, teríamos que permitir a atuação livre em nosso país de grupos terroristas apenas para ficar num exemplo mais notório. Afinal isso não seria Democracia também, para quem defende a atuação livre e “democrática” dos comunistas? Qual a lógica de criminalizar uns e isentar outros se são todos igualmente nefastos e comprovadamente nocivos?

Da mesma forma, acredito na liberdade de expressão, desde que sejam mantidas as normas de respeito e decência a serem observadas em público. Apenas para exemplificar um caso em que discordo frontalmente da liberdade de expressão, cito a recente decisão do Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH) que emitiu parecer em que afirma que insultar o Islã não é liberdade de expressão. Repetindo as críticas feitas ao semanário satírico francês, Charlie Hebdo, que reproduz em suas páginas cenas obscenas e pretensamente “satíricas” do profeta Maomé e retrata uma juíza de cor negra com a caricatura de um macaco, tentando com isso parecer crítico e satírico, mas que nada mais representa senão uma forma velada de fazer ofensas grosseiras e desrespeitosas ao credo e à individualidade racial alheia, o Tribunal Europeu ratificou – acertadamente, em minha opinião – uma opinião já consolidada no continente europeu.  Bem a propósito, “Je ne Suis pas Charlie” é o título de um artigo que escrevi, por ocasião do atentado ao semanário francês, Charlie Hebdo, e está disponível neste site, para quem clicar no link do artigo. Mesmo com toda a compaixão pelo atentado sofrido por eles e sem a menor intenção de justificar tal atentado com base na minha discordância, continuo não concordando que isso mereça ser catalogado como Livre Expressão. Até pode, mas deve sofrer as consequências justas – o que não é o caso de um atentado, convenhamos. Simplesmente porque, por mais que discordemos dos conceitos e das crenças alheias e tenhamos todo o direito de nos opor à imposição dessas crenças em nosso território, esse direito cessa quando passamos a ser os agressores, em nome de uma “pretensa” liberdade de expressão e passamos a agredir e ofender pública e gratuitamente os que pensam e se guiam por crenças e credos diferentes.

Fazendo um paralelo com a disseminação do marxismo no Brasil, penso que a Liberdade de Expressão, inclusive marxista, deveria ser um direito inalienável de todos: afinal compra e lê as teorias marxistas quem quer, mesmo que consideremos o conteúdo divulgado DEMOCRATICAMENTE  um lixo. Mas tal direito cessa quando constatarmos, como ocorreu no Brasil durante os longos anos da hegemonia petista, que tais ideias são disseminadas com a finalidade específica de impor uma doutrinação ideológica e uma ditadura de ideias.

Esse contato anônimo afirma também em seus comentários que “O fanatismo e o extremismo não são Legais; se continuar neste ritmo vocês estarão denunciando os seus familiares, pai, mãe, irmãos e os seus próprios filhos.” . Não posso deixar de concordar parcialmente com seu comentário: de fato o risco existe, tanto de partidários daquilo que no Brasil é considerado de esquerda, quanto dos partidários daquilo que é considerado de direita. Afinal, se deixados à rédea solta, os fanatismos não são exclusividade de uma única corrente ideológica. Existem radicalismos e fanatismos para todos os gostos. Contudo, gostaria de relembrar que acabamos de atravessar um período de longos anos de fanatismo e totalitarismo de ideias esquerdistas com os resultados deprimentes  que todos conhecemos. Bater nessa tecla de novo vai parecer conversa de surdos e o único surdinho nessa história que eu saiba sou eu mesmo. Em consequência, é até um certo ponto compreensível que as pessoas vejam com temor qualquer mínima ameaça de ressurgência desse período tenebroso, até porque, como todos nós sabemos, as “esquerdas” continuam inconformadas, extremamente atuantes e se utilizando dos mesmos argumentos vis e dos mesmo estratagemas baixos para fazerem valer seus pontos de vista ditatoriais. Em tal contexto, é natural que o cidadão médio não-contaminado pela ideologia marxista se sinta agredido e ameaçado em seus valores, segurança e integridade. Mas, vale o alerta! Esperemos que as pessoas sãs tenham aprendido a duras penas a lição legada pelo fanatismo e radicalismo petista e não repitam os mesmos erros!

 

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