Eric Clapton ao vivo em S. Paulo em 2011

 

 

 

Desde seu ingresso em inícios da década de 60 na mitológica banda Yardbirds – eles mesmo, que fizeram rápida aparição em “Blow Up” de M. Antonioni, filme de final da década de 60 que tantas cabeças “desbundou” na época, e que, posteriormente ostentou os nomes de Jeff Beck e de Jimmy Page entre o rol de seus integrantes (parece até brincadeira essa, hein mano?)– esse inglês de Ripley tem ajudado a escrever uma das páginas mais gloriosas da história do Rock e do R&B mundial seja em carreira solo, ou em passagens – quase sempre curtas, mas fulgurantes – por diversos grupamentos lendários como o Cream, o Blind Faith, o Derek & The Dominos e o John Mayall & The Bluesbreakers, quando em plena Swingin’ London grupos de jovens, fanáticos por seu ídolo, pichavam os muros da cidade com os dizeres “ Clapton is God”!!!!

 

Com uma carreira marcada por diversas tragédias pessoais fartamente documentadas pela mídia – como o confinamento em hospício de um dos integrantes do Derek & The Dominos, que, após terrível surto psicótico, matou a própria mãe a marretadas, a morte de Conor, seu filho de 4 anos, causada pela queda de um apartamento, as mortes precoces de Duane Allman, Jimi Hendrix e Stevie Ray Vaughan (seus parceiros musicais em algumas ocasiões)- e emocionais, como a sofrida paixão dele por Patty Boyd- Harrison, a quem dedicaria seu maior sucesso comercial, “Layla”, que incluiu inclusive anos de infernal convívio com álcool e drogas pesadas, esse genial guitarrista, bluesístico de índole e roqueiro por circunstâncias, parece ter chegado aos 66 anos limpo, convicto de seu lugar no Olimpo musical, e finalmente zen na vida afetiva, após um relacionamento estável que já perdura há mais de 10 anos e que lhe rendeu 3 filhas.

 

E foi nesse estado de espírito que, antecedido por uma apresentacão curta e adequada do guitarrista texano Gary Clark Jr., Clapton trouxe para sua turnê atual um “set list” enxuto e profissionalmente impecável, em que o prazer pessoal do grande astro com um manifesto pendor para o “blues”e para o virtuosismo, por vezes cedeu lugar à necessidade de ter que agradar a uma multidão de quase 45.000 pessoas que compareceram ao Morumbi, na noite pardacenta e úmida, não apenas para homenagear o extraordinário músico, mas também para recordar seus muitos hits memoráveis.

 

Após a abertura com “Key to the highway” e a maravilhosa “Tell the Truth” do ultra-cult “Layla & other assorted love songs”, seguiu-se o hino “Hoochie Coochie Man” do ídolo do blues, Muddy Waters e uma arrepiante versão de “Old love”, outro dos grandes sucessos dele, o “blues” reinou soberano no set acústico com “Driftin’ Blues” e a deslumbrante “Nobody knows when you’re down and out”, imortalizada pela diva do “blues” Bessie Smith, quando Eric deixou claro que a realeza do rock e do r&b estava presente ali e naquele momento e pôde confirmar pela enésima vez porque ainda é um dos mais geniais guitarristas que já pisaram neste plano.

 

Antes do set final, com “Cocaine” e “Crossroads”, esta já no bis, ainda deu para incluir uma versão absolutamente “matadora” de “Badge”, grande sucesso do Cream e eternizada pelo solo de guitarra do “buddy”, George Harrison, e a ondulante “Little Queen of Spades”. Apesar de ter incluído o baladão “Wonderful Tonight”, faz todo o sentido em se tratando de Eric Clapton, que “Layla”, talvez seu maior sucesso, tenha sido apresentada em andamento lentíssimo e diferenciado, que aboliu o super-identificado “riff” de guitarra inicial e o majestoso solo de piano final… well… deve ter gente até agora reclamando que o artista tenha se negado a apresentar “Layla”… risos, risos, risos…. Ah! Sim… ele NÃO incluiu “Tears in Heaven”, outro de seus hits claramente identificáveis!! Mas aí seria concessão demais, até mesmo para um deus! Porque SIM SIM SIM: “Clapton is God”

 

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  1. Azubtxto
    Azubtxto says:

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