ESTEBAN MORGADO Y CUARTETO EM FLORIANÓPOLIS

Meu  reencontro  com  a musica  de  Astor  Piazzolla  foi  muito  mais   tocante  do  que  eu   antevia.

 

ESTEBAN  MORGADO

 

Um dos  mais  portentosos nomes  da  música  popular  no  século  XX,  a  alma e  a música  do  genial  argentino  certamente  esteve  presente  no  palco  do  Teatro  Ademir  Rosa  em  Florianópolis, nesta terça-feira à noite,  pelas  graças  de  um  de  seus   mais  ilustres seguidores, o compositor, arranjador e violonista portenho  Esteban  Morgado   e  de  seu  inspirado  Quarteto.

Um dos nomes mais influentes da moderna música do país “Hermano”,  ganhador  do Prêmio Gardel  –  o  prêmio  máximo  concedido  aos músicos  argentinos  –  em 03 ocasiões  e  contemplado  também  pelo  Grammy  Latino, como Melhor Disco de Tango, por  participar da série de discos “Buenos Aires, Dias y Noches de Tango”, Morgado e seu Quarteto deram uma repaginada no tango, através de uma sonorização inovadora que incorporou elementos do jazz e do folclore, sem perder suas raízes tangueiras.

O  quarteto de virtuoses composto pelo violão “endemoniado” (título de um de  seus discos de maior sucesso) de Esteban Morgado, por violino, contrabaixo e bandoneón,  cativou a plateia presente fazendo um “mix” dos 09  discos lançados, nos  quais  alternou momentos de puro enlevo e arrebatamento a outros mais leves e brejeiros.  Destaques para as  versões sempre inovadoras  de  sucessos de Piazzolla,  como “Milonga Del Angel” e “Libertango” , no  qual foram acompanhados por um casal de experientes bailarinos, para  as  belíssimas composições próprias de Morgado, como “Milongueros”  e a delicada “Llega La mañana” e para os solos reservados a cada um dos músicos, nos quais o violonista em apresentação solo homenageou o  solo pátrio com  um “pout-pourri”  de músicas brasileiras e o solo do contrabaixista que, também solo, reproduziu um pungente “Tango de las ballenas” ; entremeando as músicas com simpáticas interações com a plateia, Esteban Morgado Y Cuarteto  encerraram  essa noite  inesquecível de nostalgia e encantamento, levantando toda a assistência  com o apoteótico “Verano Porteño”  de  Piazzolla.

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