Extraído de artigo homônimo de Olavo de Carvalho: QUEM ERAM OS RATOS

Quando no Brasil de 2002 o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva se elegeu presidente com a estampa de reformador democrático, legalista e paladino da moralidade, seus 12 anos de desempenho à frente do Foro de são Paulo já o mostravam como um leninista cínico, disposto a todas as mentiras e todas as trapaças para manter o seu grupo no Poder por séculos e séculos.

Um vídeo de campanha do PT de 2002 exibe um bando de ratos roendo a bandeira nacional, enquanto ao fundo uma voz soturna adverte: “Ou a gente acaba com eles, ou eles acabam com o Brasil”. O vídeo, da autoria de Duda Mendonça, foi visto por todo o mundo; já as Atas do Foro de São Paulo só foram conferidas por meia dúzia de pesquisadores curiosos, cujas palavras àquela altura soaram como a mais pura e doida “teoria da conspiração”. Hoje, até as crianças já sabem que os ratos eram os próprios petistas. Mas, por que esperar uma década para admitir o que já estava bem provado em 2002?

O livro chinês Os 36 Estratagemas ensina: “Todo fenômeno é no começo um germe, depois termina por se tornar uma realidade que todo mundo pode constatar. O sábio pensa no longo prazo. Eis por que eles prestam muita atenção aos germes. No entanto, a maioria dos homens tem visão curta. Esperam que o problema se torne evidente para só então atacá-lo”. O pior é que , no tempo decorrido para o problema se tornar visível em praça pública, os meios de atacá-lo podem ter-se tornado cada vez mais escassos, débeis ou inacessíveis.

O fato é que o germe cresceu demais, tornou-se um monstro arrogante, seguro de si, dificilmente controlável!

Isso jamais teria acontecido sem a proteção da mídia cúmplice, que por 16 anos se recusou a manchar a reputação dos seus queridinhos com alguma menção aos planos criminosos do Foro de São Paulo. Mesmo agora, quando tremem sob a ameaça do controle estatal, jornais e canais de Tv ainda sonegam ao público o essencial da história, para não confessar sua parcela de culpa no embelezamento publicitário dos ratos.

Os meios de comunicação tornaram-se “meios de ocultação”, numa escala tal que já não há nenhum exagero em dizer que a mídia popular tem hoje por missão principal ou única tornar a verdade inverossímil ou inalcançável. Qualquer pessoa que tenha os jornais e a TV como sua fonte principal de informações está excluída, in limine, da probabilidade de julgar razoavelmente a veracidade e a importância relativa das notícias.

A Política tornou-se um assunto esotérico, onde somente um reduzido círculo de estudiosos pode atinar com o que está acontecendo.

 

https://www.facebook.com/DoutorGregory/videos/1132087453590826/

 

(Extraído do artigo homônimo de Olavo de Carvalho)

 

 

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