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GINGER BAKER (1939 – 2019)

2019 foi um ano excepcional para a música popular internacional; mas, também ficará marcado como sendo o ano em que perdemos expoentes musicais de primeira linha no campo musical. Gente como João Gilberto, Scott Walker, Michel Legrand e… Ginger Baker.

 

 

Para quem desconhece, Ginger Baker foi o lendário baterista do CREAM, o primeiro – e até hoje insuperável – supergrupo da história do Rock. Chamamos supergrupo àquela reunião de artistas já consagrados num projeto musical permanente. Como foi o Cream, um “power trio” (guitarra, baixo e bateria)  de Eric Clapton, do baixista Jack Bruce e de Ginger Baker.

 

CREAM

 

O Cream esteve em ação de 1966 a 1969 (tentaram retomar parcialmente o projeto em 1993 e 2005, mas sem nenhum sucesso) e produziram 04 clássicos absolutos da história do Rock. Mencionar o Cream é falar da realeza absoluta do Rock.

Peter Edward “Ginger” Baker (1939 – Outubro de 2019), além de ter feito parte do mencionado Cream, participou também do projeto histórico (com um único disco apenas, e homônimo) denominado Blind Faith, com Clapton e o sensacional Stevie Winwood, egresso do Traffic, outro grupo histórico da Galeria do Rock.

No começo dos anos 70, Baker viajou em turnê e gravou com sua própria banda, Ginger Baker’s Airforce.

O modo de Ginger tocar bateria chamou atenção por sua virtuosidade, técnica e o uso de tímpanos e outros instrumentos de percussão nunca antes usados no rock. Além disso, ele teve bastante experiência se apresentando com bandas de jazz inglesas durante o final dos anos 50 e começo dos 60, estabelecendo um novo patamar de profissionalismo entre os percussionistas de rock. E, ainda bem jovem, foi apresentado a gravações autênticas de tambores africanos, pelo baterista de jazz britânico Phil Seaman, de quem se tornou grande amigo. Ginger Baker já era muito conhecido pelos músicos londrinos, pelo menos desde a época em que tocava no grupo de R&B The Graham Bond Organisation (entre 1963 e 1966), ao lado de Graham Bond, Jack Bruce, Dick Heckstall-Smith e John McLaughlin. Baker também apresentava longos solos improvisados (como em “Toad”, que inspirou John Bonham a compor “Moby Dick” do Led Zeppelin) em sua bateria repleta de tambores e outros instrumentos de percussão. Inspirado pelo baterista de jazz Louie Bellson, foi um dos primeiros músicos a usar dois bumbos, e teria influenciado Keith Moon a fazê-lo naquele momento da história.

A partir de 1966, Ginger lançou diversos álbuns e viajou em turnê com inúmeros astros do jazz, da música clássica e do rock. Em 1971, saiu numa aventura ousada em que atravessou o Deserto do Saara em sua Range Rover adaptada e foi morar em Lagos, capital da Nigéria, onde morou por uns 5 anos, encontrou o músico Fela Kuti, montou o primeiro estúdio de 16 canais do país, recebeu Paul McCartney e chegou a gravar com ele. Desse período, destaca-se o seu disco com o Fela Ransome-Kuti and The Africa ’70 (1971). Além das bandas com seu nome, como Ginger Baker’s Air Force (1969-1970), Baker Gurvitz Army (1975-1976) e Ginger Baker’s Energy (1976), Ginger também foi integrante dos grupos Hawkwind (1980), Atomic Rooster (1980), Public Image Ltd (1986) e Masters of Reality (1990) e Denver Jazz Quintet-to-Octet (DJQ2O). Enfim, uma significativa parte da história do rock e suas várias vertentes em desfile na carreira musical de Ginger Baker.

Em 2012, o diretor Jay Bulger lançou o documentário Beware of Mr. Baker (não lançado no Brasil), onde mostra a importância que Ginger teve pra bateria moderna e para o advento do rock pesado, desde 1963, com The Graham Bond Organisation, além de sua vida intensa e conturbada.

Ginger Baker morreu em 6 de outubro, aos 80 anos de idade. A causa da morte não foi revelada pela família.

 

Fonte de pesquisa complementar : Wikipedia, Ginger Baker

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