Hitler e a esquerda: aula aberta

“Blood of the Past (Sangue do Passado)”  –  The Comet is Coming

Sabe por que é tão importante para a esquerda manter o mito de que o nazismo é de direita?

Porque quando são lembrados de que o comunismo só produziu tragédias nas dezenas de países onde foi implantado, eles têm apenas dois períodos desastrosos “de direita” para contrapor como “argumento”, o da Itália Fascista e o da Alemanha Nazista, sendo este último o carro-chefe da mistificação.

Tiremos dos esquerdistas esses dois mitos, e sobra a eles apenas o que são: os verdadeiros totalitários, com suas URSS, Albânia, Coréia do Norte, Cuba, Venezuela e… a Alemanha Nazista e a Itália Fascista.

Quer dizer, o professor de história esquerdista perde seus dois grandes trunfos doutrinatórios em sala de aula. Agora, falemos do nazismo apenas, uma vez que estabelecendo a verdade do nazismo como pura expressão da esquerda, o fascismo é desmascarado junto.

Mas há uma polêmica sobre se a Alemanha Nazista era de direita ou de esquerda, certo? Errado. Muito errado. Não há polêmica nenhuma. Os esquerdistas sabem que estão mentindo, mas precisam mentir, pois a luta precisa continuar. Mas vamos à verdade. Há quatro caminhos para se chegar a ela.

Caminho 1 – É o da constatação do óbvio. O próprio nazismo se chama “Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei” – “Partido do Trabalhador Alemão Nacional-Socialista”, nome mais esquerdista que esse não consigo imaginar. Além disso, o nacional-socialismo produziu uma gama de material panfletário de esquerda, a exemplo do medalhão que ilustra esse post, com o martelo e a foice, símbolos máximos e inconfundíveis do esquerdismo, cunhado por conta do Dia do Trabalho de 1934 (“Tag der Arbeit”).

Mas suponhamos que a pessoa não tenha muito tino e perspicácia para se ater ao óbvio, e caia na conversa esquerdista de “que o nome do partido e todo esse material de coleção não provam nada” (o que é uma forma de dizer que a realidade nada prova…); nesse caso, avancemos…

Caminho 2 – É o da comparação. Tanto o nacional-socialismo quanto o socialismo tradicional aplicam as mesmíssimas estratégias de dominação: partido único, supressão da imprensa, controle de fronteira, novilíngua, desestruturação da família, escola com partido, controle da sexualidade, incentivo à delação nas relações cotidianas, desarmamento da população, desapropriações, controle estatal e criação da figura do “contrarrevolucionário”.

Se você pegar qualquer livro respeitado do tema, por exemplo “Ascenção e Queda do Terceiro Reich”, de W. Shirer, e substituir “nacional-socialismo” por “comunismo”, não saberá mais se Shirer descreve a estrutura da Alemanha Nazista ou a de União Soviética comunista, uma vez que tudo é igual.

Mas suponhamos que a pessoa, de novo, não tenha tino e perspicácia para ver a obviedade dessa verdade. Ainda assim, resta outro caminho…

Caminho 3 – É o do estudo. Já no clássico e muito respeitado “Hitler”, de Joachim Fest, de 1973, há um longo relato de como o Nacional-Socialismo disputava a massa esquerdista alemã com outros partidos socialistas; e o que Hitler escreveu criticando o marxismo se devia não a uma aversão à massa socialista, mas ao fato de querer essa massa para seu partido.

Tanto é verdade que, embora criticasse os marxistas, Hitler discursava nesses termos: “Nós somos socialistas, e o capitalismo é nosso inimigo; e vamos arrasá-lo em todas as suas formas”. Esse discurso foi em 1927, e está citado no livro “The Big Lie…”, de Dinesh D’Souza.

Mas se, de novo, faltar tino ou perspicácia para ver o óbvio, podemos fazer uma última tentativa…

Caminho 4 – É o da inferência. Estudiosos que tem alguma reputação a manter ou tem um certo orgulho intelectual não têm coragem de afirmar: “O Nacional-Socialismo foi de direita”. Não fazem isso porque passariam, diante de seus pares, por estúpidos ou desonestos, e a vaidade impede tal exposição.

Então, o que fazem? Dizem que “o nacional-socialismo não foi um verdadeiro socialismo”, mas um “falso socialismo”. Essas duas aspas são do respeitado historiador Jan Kershaw.

Mas espere, não é a própria esquerda que vive destruindo países para depois dizer que ali não foi aplicado o verdadeiro socialismo, a exemplo da Venezuela?

Do fato de os historiadores esquerdistas mais respeitados precisarem falar em “falso socialismo” – e não em “direitismo” – infere-se que tudo orbita no universo esquerdista. O universo da destruição.

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