A Incompleta Visão do Catolicismo sobre a Riqueza

 

Reproduzo  abaixo  as palavras  oportuníssimas  extraídas  da  vivência  pessoal de  um  bom amigo, amazonense  como  eu ,  sobre  a incompleta   visão que  estigmatiza  a  riqueza,  que  nos  foi  legada  por nossa  formação Católica, particularmente grave na América Latina de colonização espanhola, portuguesa  e  católica…. não existe  a  menor intenção  de ofender os adeptos dessa religião, na qual fui criado e que respeito, por ainda contar com a fidelidade de milhares  de seres humanos do bem,  mas, infelizmente, essa herança  é uma realidade  e  a  verdade   precisa  ser dita:  quando simplesmente  estigmatiza  a  riqueza, como um  todo, não  estabelecendo parâmetros, critérios, condicionantes   e  limites  que –   para  fazer  uso  de termos  Bíblicos  –  separem  o  trigo do joio   em  tal julgamento,  a  Igreja Católica  mais  presta  um  desserviço social  do  que  contribui   para cumprir seu papel  de  orientação  e  aconselhamento  material  e  espiritual junto aos   seus  fiéis  e  seguidores.     

 

Não por acaso, os países de colonização anglicana são  prósperos, pois a formação religiosa deles considera a riqueza e a prosperidade como um BEM a ser conquistado……

Também,  não por acaso,  é  nesses países de  formação  anglicana que a Filantropia faz  parte  da herança dos mais favorecidos pela  fortuna  e constitui  uma característica social  e cultural marcante  daquelas  sociedades, algo   que   dificilmente  pode  ser observado entre  as elites   financeiras  de  países majoritariamente   católicos.

 

p.s :  por favor, não confundam incentivo à riqueza e à prosperidade com capitalismo selvagem; os caminhos trilhados por cada um deles são absolutamente   distintos  e   totalmente divergentes…

 

 

 

 MÁRIO    TOLEDO

 

 

Ontem durante a homilia da Missa das seis na Igreja que eu frequento, o Padre começou a falar sobre o acúmulo de riqueza, condenando os que ficam ricos, os que vivem das riquezas acumuladas durante a vida, e começou a dividir a sociedade entre os que têm e os que não têm, entre os ricos e os pobres, entre os necessitados e os que não têm o que querem. Até  aí, nada  a observar….

No entanto, em momento algum falou sobre os que trabalham e os que não trabalham, entre os que poupam e os perdulários, entre os que se esforçam para crescer e os que se contentam com a mediocridade. É muito fácil condenar a riqueza! No entanto, não há qualquer incentivo para induzir as pessoas a trabalhar e a ambicionar uma vida melhor. O discurso socialista sempre foi o de condenar a riqueza, de dividir os bens e a riqueza de quem trabalhou, de quem se esforçou e poupou. Não estou defendendo a avareza, mas defendo sim o bem estar de quem trabalha e ambiciona melhor posição na sociedade, e obtém pelo seu trabalho todos os bens a que tem direito. Sou terminantemente contra qualquer tentativa de retirar os bens de quem passou parte da vida trabalhando, para dividir com quem passou a vida às custas dos governos e das benesses públicas.”

 

 

*** Mário Jorge de Almeida Toledo (1945) é amazonense e manauara, formado em  Arquitetura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1969. Foi agraciado recentemente com a  “Medalha de Ouro Cidade de Manaus”,  pelos  relevantes  serviços urbanísticos  prestados  à  cidade.

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