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KING CRIMSON no Rock in Rio

 

 

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Ao longo de seus mais de 50 anos na ativa, nas quais mudou permanentemente de integrantes, mantendo sempre apenas o fundador do grupo, o virtuose genial, Robert Fripp, o King Crimson certamente tocou quase sempre para públicos pequenos. Afinal, eles melhor do que ninguém sabem que os vários estilos musicais que perseguiram ao longo de várias encarnações musicais jamais poderiam agradar a uma grande parcela da população. Nem eles jamais se preocuparam com isso.

 

 

Resultado de imagem para discografia do king crimsonCom 51 anos de carreira e considerado um dos nomes mais influentes do rock, tendo sido a influência maior de gente com mais apelo comercial (mas nem por isso com mais estofo musical) como o Yes, o Rush e mesmo o Genesis da era Peter Gabriel e tendo trafegado por gêneros como o Progressivo inicial dos clássicos, “In the Court of the Crimson King”(1969), “In the wake of Poseidon”(1970), “Lizard”(1970) e “Islands”(1971) e  o heavy metal com pitadas jazzísticas dos fabulosos “Larks’Tongues in Aspic”(1973) e “Starless and Bible Black”(1974) o declaradamente Heavy Metal de “RED” (1974), para desaguar no Power Pop de “Beat”, “Three of a Perfect Pair” “Discipline” e “Thrak”, já nos anos 80 e 90, o King Crimson nem precisava de qualquer tipo de consagração para escrever seu nome a ouro na historia do Rock.

Eis porque, inicialmente, soou terrivelmente deslocada a apresentação do grupo para um evento do porte espetacular e megalômano como o Rock in Rio. Um erro logístico parcialmente corrigido com a apresentação anterior em Sampa de 03 horas de duração.

Seja como for, a performance de 01 hora desses 07 integrantes sessentões (e setentões) fabulosos mostrou que um espetáculo desse porte pode sim condescender em ser mais do que uma fantástica diversão e apresentar boa musica, também. O Primavera Sound de Barcelona com seu currículo invejável no gênero que o diga.

O Setlist resumiu-se a 07 longas musicas com destaque para a virtuosística “Red” e para o final apoteótico – se podemos tomar a liberdade de usar tal termo para uma apresentação do KC hahahahhahahaha – com “Epitaph” e “21 st Century Schizoid Man”.

Resultado de imagem para discografia do king crimsonMas, que o estranhamento foi flagrante, a começar pelo desconhecimento do cinegrafista que ignorou quase por completo a figura mitológica e discretíssima – sentado imperturbavelmente, bem na lateral do palco hahahahhahahahahha  kkkkkk,  atrás de uma das 03 baterias postadas na frente do grupo – do genial Robert Fripp e focando no apenas correto vocalista Jakko Jaksyk (se considerarmos que o lendário Gregg Lake já foi um dos vocalistas desse grupo) e, ocasionalmente, nos extraordinários Mel Collins no saxofone (com diversas idas e vindas como integrante ao longo dos anos) e Tony Levin, o careca com instrumentos estranhos, como o Chapman Stick (uma mistura de baixo e guitarra sem corpo) e o Mellotron (especie de teclado polifonico, muito usado nos anos 1960…uma reliquia…hahahhahha)  que ocupava com alguma mobilidade cênica (hahahahahahhaa  kkkkk) o centro do palco atrás dos 03 bateristas, todos profissionais tarimbados com passagem por agrupamentos celebradíssimos no cenário musical internacional como Al Jarreau, Porcupine Tree, Echo & The Bunnymen e Eurythmics, por exemplo. Alguém precisa falar pro cinegrafista que a estrela do grupo está escondidinha no final da foto ao lado…aquele velhinho plácido que já devia estar tomando o chá das 05 sossegado, como bom britânico que é. Hahahahahahhahahahhahahahha  kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

Acho que o estranhamento se estendeu ate aos integrantes do grupo, como o proprio Fripp que, no final agradeceu a calorosa – e provavelmente inesperada hahahhaha  kkkk – acolhida do inusitado e heterogêneo publico presente, filmando os aplausos da plateia. Acho que nem ele acreditava. Hahahahahhahaha  kkkkk. Divertidissimo.

Bem. Depois disso, restava sacolejar ao som do também divertido Imagine Dragons. Fazer o quê? Afinal, estávamos ali para escutar musica ou para nos divertirmos?  Hahahahhahahah

Já o Muse programado para encerrar o Rock in Rio, apresentar-se-ia num horário tardio demais para esse velho curtidor de rock. E certamente traria muita pose e diluição musical para esses ouvidos que gente como o King Crimson tornaram exigentes demais.  Fica para a proxima. A alma ainda estava cheia com o show do Crimson.

 

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